O ano chegou ao fim e consigo trás-me à memória acontecimentos que ainda hoje me ferem como navalhas por dentro.
Sei que nem tudo podem ser rosas, mas também quem diz que não gosto de rosas?
Para mim uma rosa verdadeira é aquela que é colhida com os seus espinhos que percorrem o seu cale até à sua verdadeira essência.
Uma vida só é bem vivida se soubermos identificar os espinhos que aparecem no nosso caminho. Eles não servem só para serem cortados mas sim para aprendermos algo com eles. Como por exemplo, uma pessoa da qual gostávamos, boa amiga e de repente mostra que afinal só nos quer fazer mal e usa todos os meios possíveis e imaginários para nos afectar. Este foi o maior espinho que surgiu na minha vida e tive de aprender a gostar como se fosse uma doença para assim começar a desgostar e a odiar.
Apesar de me terem entrado nas minhas contas para verem com quem eu falo, o ano não foi praticamente mau.
Por trás de muito mal, uma coisa ficou mais sólida e resistente a tudo. A verdadeira amizade.
Maninha este ano foi muito bom para nós. Ficámos mais resistentes a muita coisa e a nossa amizade cresceu a olhos vistos. Podemos ser diferentes e iguais por fora mas somos gémeas de mentalidade.
Por fim este ano acaba e amanhã será um novo ano que nos guarda novas aventuras para viver, novas amizades a descobrir e novos caminhos a surgir.
Por fim fico sentada debaixo da árvore tirando mais umas fotografias para juntar ao grande álbum que ambas construímos, para mais tarde recordar a nossa maior aventura até agora.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Feliz Ano Novo
O ano pode ficar apagado pelas ondas salgadas do mar, mas os acontecimentos, não se apagam e nem se esquecem. Ficam guardados na memória para mais tarde recordar.
Foi um ano de muitas tristezas e alegrias, choros e sorrisos, muita chuva e pouco sol. Mas o melhor de tudo foi mesmo a amizade que sobreviveu a esses tempos negros.
Espero que todos tenham um bom ano de 2011 e que este novo ano que chega já amanhã seja muito melhor que o que acaba hoje.
Feliz 2011.
Foi um ano de muitas tristezas e alegrias, choros e sorrisos, muita chuva e pouco sol. Mas o melhor de tudo foi mesmo a amizade que sobreviveu a esses tempos negros.
Espero que todos tenham um bom ano de 2011 e que este novo ano que chega já amanhã seja muito melhor que o que acaba hoje.
Feliz 2011.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Quando Te Fores Embora
Olhei para o espelho e deixei de te ver.
O teu reflexo de menino que não parte um prato ainda está presente na minha memória como se ainda tivesse sido ontem que me puxaste contra ti e me mostrasses a minha cara no espelho.
Fechei os meus olhos perante tal memória e quando os abri a tua imagem voltou ao espelho como sempre.
Desejei que tudo fosse uma ilusão óptica, mas eu sabia que isso seria apenas uma ilusão pois tu ainda estás presente nos dias de hoje.
Quando te fores embora a tua imagem irá desaparecer no abismo do passado e com o tempo o do esquecimento.
A imagem da tua cara será como a cinza que é lançada ao mar para se dissolver e nunca mais voltar.
As cartas das tuas antigas jogadas nunca mais serão encontradas na bruma.
O teu chapéu irá sempre identificar-te por entre a multidão que te acolherá sem saber quem é o teu verdadeiro eu.
Quando te fores embora respirarei finalmente com liberdade.
O teu reflexo de menino que não parte um prato ainda está presente na minha memória como se ainda tivesse sido ontem que me puxaste contra ti e me mostrasses a minha cara no espelho.
Fechei os meus olhos perante tal memória e quando os abri a tua imagem voltou ao espelho como sempre.
Desejei que tudo fosse uma ilusão óptica, mas eu sabia que isso seria apenas uma ilusão pois tu ainda estás presente nos dias de hoje.
Quando te fores embora a tua imagem irá desaparecer no abismo do passado e com o tempo o do esquecimento.
A imagem da tua cara será como a cinza que é lançada ao mar para se dissolver e nunca mais voltar.
As cartas das tuas antigas jogadas nunca mais serão encontradas na bruma.
O teu chapéu irá sempre identificar-te por entre a multidão que te acolherá sem saber quem é o teu verdadeiro eu.
Quando te fores embora respirarei finalmente com liberdade.
Eva
A noite caíra doce e lentamente sobre Eva.
Eva subiu para o seu quarto com o seu gato ao colo e um livro na mão.
A chuva fustigava fortemente contra as janelas do seu quarto e as copas das árvores dançavam com o vento.
Eva estava sozinha no mundo tendo apenas como companhia o seu gatinho.
Como é que uma criança iria sobreviver sozinha e sem família num mundo ruim e cruel que se abatia contra si próprio em guerras sem sentido?
Eva sofria em silencio. Tinha apenas 10 anos.
A família fugira após o ataque e quando voltaram para trás já não a encontraram mais.
Ela fora mordida e agora estava perdida.
Perdida num lugar onde não existia sol, apenas chuva.
A natureza estava contra toda aquela situação. Não é justo um ser pequeno e indefeso ser jogado cruelmente para as prezas daquele monstro que a perseguiu até a apanhar.
Desejava o sangue puro e inocente dela e agora a Eva estava perdida para sempre.
Perdida nas masmorras de um mundo paralelo ao normal em que agora tudo o que ela conhecia não significava nada.
Eva estava perdida nas sombras.
Eva subiu para o seu quarto com o seu gato ao colo e um livro na mão.
A chuva fustigava fortemente contra as janelas do seu quarto e as copas das árvores dançavam com o vento.
Eva estava sozinha no mundo tendo apenas como companhia o seu gatinho.
Como é que uma criança iria sobreviver sozinha e sem família num mundo ruim e cruel que se abatia contra si próprio em guerras sem sentido?
Eva sofria em silencio. Tinha apenas 10 anos.
A família fugira após o ataque e quando voltaram para trás já não a encontraram mais.
Ela fora mordida e agora estava perdida.
Perdida num lugar onde não existia sol, apenas chuva.
A natureza estava contra toda aquela situação. Não é justo um ser pequeno e indefeso ser jogado cruelmente para as prezas daquele monstro que a perseguiu até a apanhar.
Desejava o sangue puro e inocente dela e agora a Eva estava perdida para sempre.
Perdida nas masmorras de um mundo paralelo ao normal em que agora tudo o que ela conhecia não significava nada.
Eva estava perdida nas sombras.
Por Trás Da Minha Máscara
Fecho os meus olhos perante a luz da lua que aparece por entre as nuvens negras da noite.
É tarde de mais para voltar atrás no tempo.
Gostaria de voltar aos dias de sol em que o tempo era quente e solarengo, mas agora apenas me resta a noite.
Nem sempre o mundo fora assim tão frio e cruel.
Perdida em pensamentos deixei de ver à minha volta e visualizei aquela que fora eu outrora.
O tempo parece que correu ou será que fui eu que corri contra ele?
A minha fisionomia mudou por completo em tão pouco tempo. "Foi do desgosto." - Disseram várias pessoas que me viam em algum intervalo de tempo.
E assim foi.
A jovem que tinham um certo brilho deixou de o ter e transformou-se em alguém mais madura.
Máscaras só são necessárias para esconder o meu verdadeiro ser daqueles que me querem mal, mas mesmo assim não necessito de as usar.
A minha máscara é a minha cara, a minha imagem, o meu ser, o meu verdadeiro EU.
Abri os olhos e olhei para a lua sorrindo.
A noite é algo belo e fazer parte dela torna-a simplesmente ainda mais fantástica.
A noite é a minha máscara.
É tarde de mais para voltar atrás no tempo.
Gostaria de voltar aos dias de sol em que o tempo era quente e solarengo, mas agora apenas me resta a noite.
Nem sempre o mundo fora assim tão frio e cruel.
Perdida em pensamentos deixei de ver à minha volta e visualizei aquela que fora eu outrora.
O tempo parece que correu ou será que fui eu que corri contra ele?
A minha fisionomia mudou por completo em tão pouco tempo. "Foi do desgosto." - Disseram várias pessoas que me viam em algum intervalo de tempo.
E assim foi.
A jovem que tinham um certo brilho deixou de o ter e transformou-se em alguém mais madura.
Máscaras só são necessárias para esconder o meu verdadeiro ser daqueles que me querem mal, mas mesmo assim não necessito de as usar.
A minha máscara é a minha cara, a minha imagem, o meu ser, o meu verdadeiro EU.
Abri os olhos e olhei para a lua sorrindo.
A noite é algo belo e fazer parte dela torna-a simplesmente ainda mais fantástica.
A noite é a minha máscara.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Feliz Natal
Desejo a todos que tenham um belo e feliz natal na companhia dos que mais vos amam.
São estes os meus desejos.
Gisela Piedade
São estes os meus desejos.
Gisela Piedade
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Abrir Os Olhos
É engraçado quando vemos que tudo o que pensávamos e víamos à nossa frente, não passavam de esquemas bem montados para dar cabo da vida das pessoas.
Demorei muito tempo a acordar daquela cegueira que teimava em matar-me interiormente no meio de tanta história.
Quem afinal era uma coisa revelou-se outra completamente diferente.
O tempo demonstra muitíssimo bem esta fase que se vive.
Descobertas, chuva e mais descobertas.
Posso dizer que esta fase é um abrir de olhos, um acordar para a vida, ver realmente o que acontece à minha volta.
Acordei finalmente para o que é o mais importante - EU.
Demorei muito tempo a acordar daquela cegueira que teimava em matar-me interiormente no meio de tanta história.
Quem afinal era uma coisa revelou-se outra completamente diferente.
O tempo demonstra muitíssimo bem esta fase que se vive.
Descobertas, chuva e mais descobertas.
Posso dizer que esta fase é um abrir de olhos, um acordar para a vida, ver realmente o que acontece à minha volta.
Acordei finalmente para o que é o mais importante - EU.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
O Fruto Proibido
A noite caiu profunda e tenebrante naquela hora.
Ele apareceu e deslumbrou-me com o seu cruel olhar mascarado por uma doçura perfeita.
Caí nos seus encantos maquiavelicos que pareciam ser normais para a idade.
Enganei-me profundamente e caí na sua teia.
Os encantamentos tiveram resultado.
Cada dia que passava ficávamos mais proximos, até que chegou o fim.
Pesadelos atrás de pesadelos, visualizei aquele rapaz que parecia ser alguém mas que se transformou noutro alguém.
Mas será que foi mesmo assim?
Ninguém deixa de ser quem é, apenas se vai demonstrando melhor ao longo do tempo.
Pegou numa maçã e deu-me a comer.
Peguei-lhe na mão uma última vez retirando aquele alimento. Era vermelho como sangue.
Mandei-o embora olhando para os seus lábios frios.
-Não por favor, ouve-me... - Implorou-me ele pegando na minha mão livre.
Sacudi a minha mão das dele e virei-lhe as costas.
O vento encaminhou-me para onde eu deveria seguir.
Sentei-me no meio da neve sem sentir o frio inexplicável daquele Inverno. Na minha mão seguia a maçã dada por ele.
O fruto proibido que simboliza o amor impossível entre os dois.
O amor proibido que fez de nós o que somos hoje e o que seremos amanhã.
Ele apareceu e deslumbrou-me com o seu cruel olhar mascarado por uma doçura perfeita.
Caí nos seus encantos maquiavelicos que pareciam ser normais para a idade.
Enganei-me profundamente e caí na sua teia.
Os encantamentos tiveram resultado.
Cada dia que passava ficávamos mais proximos, até que chegou o fim.
Pesadelos atrás de pesadelos, visualizei aquele rapaz que parecia ser alguém mas que se transformou noutro alguém.
Mas será que foi mesmo assim?
Ninguém deixa de ser quem é, apenas se vai demonstrando melhor ao longo do tempo.
Pegou numa maçã e deu-me a comer.
Peguei-lhe na mão uma última vez retirando aquele alimento. Era vermelho como sangue.
Mandei-o embora olhando para os seus lábios frios.
-Não por favor, ouve-me... - Implorou-me ele pegando na minha mão livre.
Sacudi a minha mão das dele e virei-lhe as costas.
O vento encaminhou-me para onde eu deveria seguir.
Sentei-me no meio da neve sem sentir o frio inexplicável daquele Inverno. Na minha mão seguia a maçã dada por ele.
O fruto proibido que simboliza o amor impossível entre os dois.
O amor proibido que fez de nós o que somos hoje e o que seremos amanhã.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Ele
Negro é assim que ele é, não pela cor de pele, mas por ser assim que ele se demonstra.
O ser das asas negras, sem face e corpo de homem.
A ilusão dos sorrisos distorcidos pela realidade que se demonstrava mas que não era entendida da melhor maneira.
Os toques no corpo que em vez de arrepios de alegria transformavam-se em arrepios de tristeza.
Chuva e lágrimas.
Poços sem fundo que nunca mais acabam e que quando parece ser o fim, eis mais um novo túnel.
Enganos e joguinhos.
Ele apareceu finalmente tentando demonstrar o contrário, o seu lado doce que nunca existiu, a farsa.
Levantou a sua cabeça olhando para o céu infinito, a luz mudou, tudo ficou mais escuro.
Ele ali permaneceu com as suas asas à espera do comando do seu mestre.
O ser sem face.
O ser das asas negras, sem face e corpo de homem.
A ilusão dos sorrisos distorcidos pela realidade que se demonstrava mas que não era entendida da melhor maneira.
Os toques no corpo que em vez de arrepios de alegria transformavam-se em arrepios de tristeza.
Chuva e lágrimas.
Poços sem fundo que nunca mais acabam e que quando parece ser o fim, eis mais um novo túnel.
Enganos e joguinhos.
Ele apareceu finalmente tentando demonstrar o contrário, o seu lado doce que nunca existiu, a farsa.
Levantou a sua cabeça olhando para o céu infinito, a luz mudou, tudo ficou mais escuro.
Ele ali permaneceu com as suas asas à espera do comando do seu mestre.
O ser sem face.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Olhando Para Trás
Já se passara um ano desde que tudo começou.
Paro por algum tempo sem saber para onde me virar e olho para trás, para o frio.
Atrás de mim visualizo uma silhueta masculina e depois uma outra. Ao meu lado surge uma jovem um pouco mais alta que eu (a minha irmã) e tudo acontece.
Os dias voaram para os acontecimentos que ditaram ao que acontece nos de hoje.
Numa questão de dias se formou um casal que dias depois se envolveu e dias depois se separou.
Numa questão de dias alguém sofria em silencio mas sem querer deixava demonstrar que amava.
Nada aconteceu até... tudo começar a cair no meio de nós as duas.
Queda livre, abismo e montanha russa eram as melhores palavras chave para o que estávamos a viver e a sentir.
A pressão sentida na altura sufocava e matava.
Seguimos as duas por entre aquele mar de cobras que nos queriam agarrar com todas as suas forças.
Enleios, mentiras e enganos.
Começamos então a esfriar a mente e a pensar no que fazer a seguir.
Uns dias para nós não eram mal pensados.
Caminhamos juntas nesta estrada cheia de buracos, enumeros perigos e mistérios até ao nosso verdadeiro destino.
Paro por algum tempo sem saber para onde me virar e olho para trás, para o frio.
Atrás de mim visualizo uma silhueta masculina e depois uma outra. Ao meu lado surge uma jovem um pouco mais alta que eu (a minha irmã) e tudo acontece.
Os dias voaram para os acontecimentos que ditaram ao que acontece nos de hoje.
Numa questão de dias se formou um casal que dias depois se envolveu e dias depois se separou.
Numa questão de dias alguém sofria em silencio mas sem querer deixava demonstrar que amava.
Nada aconteceu até... tudo começar a cair no meio de nós as duas.
Queda livre, abismo e montanha russa eram as melhores palavras chave para o que estávamos a viver e a sentir.
A pressão sentida na altura sufocava e matava.
Seguimos as duas por entre aquele mar de cobras que nos queriam agarrar com todas as suas forças.
Enleios, mentiras e enganos.
Começamos então a esfriar a mente e a pensar no que fazer a seguir.
Uns dias para nós não eram mal pensados.
Caminhamos juntas nesta estrada cheia de buracos, enumeros perigos e mistérios até ao nosso verdadeiro destino.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Palavras Esquecidas
Tudo fora em vão desde o inicio.
Iludi-me nas palavras que ele me dizia e que me faziam acreditar em si.
Os olhos dele demonstravam-me isso e muito mais.
As palavras poderiam ser verdadeiras, mas mais cedo ou mais tarde as minhas suspeitas tornar-se-iam reais.
A promessa fora quebrada e caí por entre a escuridão e a dor que me faziam ver as coisas claramente.
Aspectos simples que ninguém reparava eu via logo à minha frente.
O esquecimento das palavras fizera-me acordar um pouco do grande atordoamento que estava a passar.
Esquemas e palavras que não se realizavam, juras que não passavam de juras.
Palavras doces na hora, frias depois.
Parei para pensar sobre o que estava a passar e vi a grande dor e o sofrimento que essas palavras me causaram.
"Não me irei afastar." - Disse ele naquela noite fria de inverno.
As palavras foram esquecidas, transformando-se em facas e espadas que me trespassavam sempre que o via ou sentia as suas mãos nos meus cabelos macios.
Palavras que foram levadas pelo vento.
Palavras que foram uma porta aberta para o pesadelo.
Iludi-me nas palavras que ele me dizia e que me faziam acreditar em si.
Os olhos dele demonstravam-me isso e muito mais.
As palavras poderiam ser verdadeiras, mas mais cedo ou mais tarde as minhas suspeitas tornar-se-iam reais.
A promessa fora quebrada e caí por entre a escuridão e a dor que me faziam ver as coisas claramente.
Aspectos simples que ninguém reparava eu via logo à minha frente.
O esquecimento das palavras fizera-me acordar um pouco do grande atordoamento que estava a passar.
Esquemas e palavras que não se realizavam, juras que não passavam de juras.
Palavras doces na hora, frias depois.
Parei para pensar sobre o que estava a passar e vi a grande dor e o sofrimento que essas palavras me causaram.
"Não me irei afastar." - Disse ele naquela noite fria de inverno.
As palavras foram esquecidas, transformando-se em facas e espadas que me trespassavam sempre que o via ou sentia as suas mãos nos meus cabelos macios.
Palavras que foram levadas pelo vento.
Palavras que foram uma porta aberta para o pesadelo.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
O Caminho
Observo os passos marcados na terra molhada que deixaste ao passar por ali.
O caminho já não é mais seguro para ambos.
Não caminho mais por ali, onde grandes buracos se enchem com a água das chuvas, escondendo os perigos que esperam por um simples caminhante que se sinta frágil e vulnerável.
O céu negro mostra o que realmente é a maldade.
Tudo é negro à minha volta.
As luzes dos candeeiros começam a apagar com a falta de energia.
Observo o que vai acontecendo à minha volta sabendo que tudo é um sinal para algo.
Ouço o que o meu instinto me diz e sigo por outro caminho onde se vê uma luz brilhante.
O meu verdadeiro caminho.
O caminho já não é mais seguro para ambos.
Não caminho mais por ali, onde grandes buracos se enchem com a água das chuvas, escondendo os perigos que esperam por um simples caminhante que se sinta frágil e vulnerável.
O céu negro mostra o que realmente é a maldade.
Tudo é negro à minha volta.
As luzes dos candeeiros começam a apagar com a falta de energia.
Observo o que vai acontecendo à minha volta sabendo que tudo é um sinal para algo.
Ouço o que o meu instinto me diz e sigo por outro caminho onde se vê uma luz brilhante.
O meu verdadeiro caminho.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Destiny
Olhei para os teus olhos sentindo que os conhecia de algum lado.
No meu interior algo me dizia para não arriscar mas a outra dizia e gritava para que o fizesse.
Escolhi o que me dizia para ir em frente e entrei num mar negro em que ninguém deveria nadar.
Conheci-te.
Todos os momentos eram arriscados.
A maré subia a cada dia que passava até ficar num azul negro quase preto e nasceu a distância.
A distância era negra, sombras habitavam em cada esquina sem que me desse conta delas, tentando a sua sorte para entrar num outro local.
Fiz a mesma pergunta a mim várias vezes - "o que é que não está certo aqui?". A resposta é TUDO.
Nada esteve certo, nada foi o correcto para ambos.
Nada deveria ter começado como começou.
E se tivesse mesmo de ser assim?
Confusão é a melhor palavra que significa isto tudo mas não.
Não interessa se os acontecimentos se deram daquela forma.
Aconteceram.
Por vezes nem tudo o que nos é destinado pode ser nosso.
No meu interior algo me dizia para não arriscar mas a outra dizia e gritava para que o fizesse.
Escolhi o que me dizia para ir em frente e entrei num mar negro em que ninguém deveria nadar.
Conheci-te.
Todos os momentos eram arriscados.
A maré subia a cada dia que passava até ficar num azul negro quase preto e nasceu a distância.
A distância era negra, sombras habitavam em cada esquina sem que me desse conta delas, tentando a sua sorte para entrar num outro local.
Fiz a mesma pergunta a mim várias vezes - "o que é que não está certo aqui?". A resposta é TUDO.
Nada esteve certo, nada foi o correcto para ambos.
Nada deveria ter começado como começou.
E se tivesse mesmo de ser assim?
Confusão é a melhor palavra que significa isto tudo mas não.
Não interessa se os acontecimentos se deram daquela forma.
Aconteceram.
Por vezes nem tudo o que nos é destinado pode ser nosso.
Aguentar
Senta-te e pensa que tudo não foi em vão.
Chora e pensa que aprendeste algo com o que viveste.
Corre para deixares de pensar que sempre tiveste razão quando na verdade não foi assim.
Criaste o céu e a luz que te iluminava a tua cruel face, misturando imagens que faziam acreditar seres uma coisa quando na verdade eras outra.
Ilusão.
Aguentas-te firme na cama que construíste e que buscaste para ti.
Todo agora começou e tentas ser forte, agarrando algo sem bases.
Desceste do cadeirão do palacete observando o espaço à tua volta.
Destruição.
Olhas para trás e lembraste daquele brilho que ignoraste outrora.
A tua opinião continua a ser a mesma, nada em ti mudou entretanto.
Aguentas agora com aquela sombra.
A sombra do teu passado.
Chora e pensa que aprendeste algo com o que viveste.
Corre para deixares de pensar que sempre tiveste razão quando na verdade não foi assim.
Criaste o céu e a luz que te iluminava a tua cruel face, misturando imagens que faziam acreditar seres uma coisa quando na verdade eras outra.
Ilusão.
Aguentas-te firme na cama que construíste e que buscaste para ti.
Todo agora começou e tentas ser forte, agarrando algo sem bases.
Desceste do cadeirão do palacete observando o espaço à tua volta.
Destruição.
Olhas para trás e lembraste daquele brilho que ignoraste outrora.
A tua opinião continua a ser a mesma, nada em ti mudou entretanto.
Aguentas agora com aquela sombra.
A sombra do teu passado.
domingo, 28 de novembro de 2010
Entre Enleios
O chamado efeito "novelo de lã" quem não o conhece?
É um nome dado a enleios que são criados por pessoas que se dão ao trabalho de se meterem na vida dos outros e que dedicam todo ou a maioria do seu tempo em perseguições e em criar novas histórias sobre outros.
O novelo de lã começou há já muito tempo mas teima em querer continuar a dar as suas voltas.
Acreditaste em histórias falsas sobre nós mas para ti quem te contava essas mentiras era santa e soberana sobre qualquer um. Era a sabedoria em pessoa.
Se o que tu visses fosse preto e ela te dissesse que era azul então seria azul, mas se eu te dissesse que a cor era preta em vez de azul seria eu a que não sabia o que dizia, a que mentia.
Deste ouvidos ao que não me conhece, quando afinal de contas tu conhecias mais de mim do que daquele ser que nunca o viste nem mais gordo ou magro.
Traíste a amizade que ambos construimos em base do que ouvias e criaste enleios, muitos enleios.
A tua mente é confusa, bastante confusa para mim.
Se de num momento eu acreditava em ti tu conseguias mudar logo a minha opinião sobre ti com todas aquelas atitudes que feriam e matavam.
O mal que te fiz assumi já mil e uma vezes e afirmá-lo-ei as vezes que forem necessárias para que isto acabe de vez.
O meu maior mal foi ter-me apaixonado. Esse sim foi o meu mal.
Mas como não se pode chorar por leite derramado só me resta olhar para trás para poder seguir em frente sem mais enleios.
Tu és um enleio em pessoa.
É um nome dado a enleios que são criados por pessoas que se dão ao trabalho de se meterem na vida dos outros e que dedicam todo ou a maioria do seu tempo em perseguições e em criar novas histórias sobre outros.
O novelo de lã começou há já muito tempo mas teima em querer continuar a dar as suas voltas.
Acreditaste em histórias falsas sobre nós mas para ti quem te contava essas mentiras era santa e soberana sobre qualquer um. Era a sabedoria em pessoa.
Se o que tu visses fosse preto e ela te dissesse que era azul então seria azul, mas se eu te dissesse que a cor era preta em vez de azul seria eu a que não sabia o que dizia, a que mentia.
Deste ouvidos ao que não me conhece, quando afinal de contas tu conhecias mais de mim do que daquele ser que nunca o viste nem mais gordo ou magro.
Traíste a amizade que ambos construimos em base do que ouvias e criaste enleios, muitos enleios.
A tua mente é confusa, bastante confusa para mim.
Se de num momento eu acreditava em ti tu conseguias mudar logo a minha opinião sobre ti com todas aquelas atitudes que feriam e matavam.
O mal que te fiz assumi já mil e uma vezes e afirmá-lo-ei as vezes que forem necessárias para que isto acabe de vez.
O meu maior mal foi ter-me apaixonado. Esse sim foi o meu mal.
Mas como não se pode chorar por leite derramado só me resta olhar para trás para poder seguir em frente sem mais enleios.
Tu és um enleio em pessoa.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Frio
Frio, muito frio. É esta a temperatura que me acompanha sempre que me lembro de ti.
Frio, gélido, arrepiante.
Antes foras para mim como uma chama quente, muito quente, que era capaz de dar calor a muitas pessoas. Um calor capaz de tudo.
Agora é frio, muito frio.
Este frio faz com que as plantas morram à sua passagem, as folhas caiem da copa das árvores tingidas de preto.
Tento apanhar as pequenas folhas antes que elas cheguem finalmente ao chão. Ninguém merece um fim como este.
Recuo no tempo tentando perceber o que aconteceu mal naquele passado que continua bem presente na minha memória como se não houvessem paragens pelo meio.
Visualizo todas as vezes em que havia um toque de dedos, de mãos, de almas.
Até nessa altura tudo era frio.
O calor que eu pensava vir de ti era afinal de contas meu, só meu.
Iludi a mim mesma que o que é verdadeiro é possível, mas esqueci-me que mal já ali residia.
Iludi-me a acreditar no impossível.
Iludi-me a amar-te.
Frio, gélido, arrepiante.
Antes foras para mim como uma chama quente, muito quente, que era capaz de dar calor a muitas pessoas. Um calor capaz de tudo.
Agora é frio, muito frio.
Este frio faz com que as plantas morram à sua passagem, as folhas caiem da copa das árvores tingidas de preto.
Tento apanhar as pequenas folhas antes que elas cheguem finalmente ao chão. Ninguém merece um fim como este.
Recuo no tempo tentando perceber o que aconteceu mal naquele passado que continua bem presente na minha memória como se não houvessem paragens pelo meio.
Visualizo todas as vezes em que havia um toque de dedos, de mãos, de almas.
Até nessa altura tudo era frio.
O calor que eu pensava vir de ti era afinal de contas meu, só meu.
Iludi a mim mesma que o que é verdadeiro é possível, mas esqueci-me que mal já ali residia.
Iludi-me a acreditar no impossível.
Iludi-me a amar-te.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Fallen
Lembraste de mim?
Sou apenas uma sombra no recanto da tua mente.
Em tempos estive perto de ti sem que me visses.
Hoje descobri que não passei de uma mera sombra que se juntou ao vento.
Perdi-me no Mundo quando cá cheguei sem nada saber.
Perdi-me quando os nossos olhares se cruzaram.
Por vezes chamei o teu nome nas noites frias daquele inverno distante no tempo, mas não distante na minha memória.
O que eu daria para poder voltar a sentir a luz e o calor do sol na minha cara, como aquele que me iluminava o caminho antes de te ter conhecido.
O que eu daria para me perder nos olhos daquela alma que fora tua outrora.
Vim de uma estrela muito distante deste recanto do Mundo e caí para junto de ti porque te amei.
Caí no dia em que te ouvi chamar o meu nome.
Acreditas em sonhos?
Foi assim que encontrei aquele menino que tinha um olhar meigo.
Acreditei nele e depositei a minha fé, naquele ser que era acompanhado por um grande brilho no olhar, mas tempo depois descobri que fora tudo em vão.
Desapareci.
Transformei-me numa sombra.
Vagueio nas florestas que me aconchegam nos meus momentos de dor, nos momentos de maior aflição.
Esperei poder voltar a ter mais uma noite na terra, para poder passar em frente aos teus olhos como uma miragem.
Quero voltar para a minha terra onde tudo é brilhante e onde tudo é verdadeiro.
Peço-te que me libertes dessa tua mente pesada que esmaga a minha sombra, uma parte da minha existência, pois tu não mereces o que vivi contigo.
Sou apenas uma sombra no recanto da tua mente.
Em tempos estive perto de ti sem que me visses.
Hoje descobri que não passei de uma mera sombra que se juntou ao vento.
Perdi-me no Mundo quando cá cheguei sem nada saber.
Perdi-me quando os nossos olhares se cruzaram.
Por vezes chamei o teu nome nas noites frias daquele inverno distante no tempo, mas não distante na minha memória.
O que eu daria para poder voltar a sentir a luz e o calor do sol na minha cara, como aquele que me iluminava o caminho antes de te ter conhecido.
O que eu daria para me perder nos olhos daquela alma que fora tua outrora.
Vim de uma estrela muito distante deste recanto do Mundo e caí para junto de ti porque te amei.
Caí no dia em que te ouvi chamar o meu nome.
Acreditas em sonhos?
Foi assim que encontrei aquele menino que tinha um olhar meigo.
Acreditei nele e depositei a minha fé, naquele ser que era acompanhado por um grande brilho no olhar, mas tempo depois descobri que fora tudo em vão.
Desapareci.
Transformei-me numa sombra.
Vagueio nas florestas que me aconchegam nos meus momentos de dor, nos momentos de maior aflição.
Esperei poder voltar a ter mais uma noite na terra, para poder passar em frente aos teus olhos como uma miragem.
Quero voltar para a minha terra onde tudo é brilhante e onde tudo é verdadeiro.
Peço-te que me libertes dessa tua mente pesada que esmaga a minha sombra, uma parte da minha existência, pois tu não mereces o que vivi contigo.
Nightmare
Olhei-te nos olhos e vi uma brecha de felicidade no teu rosto.
Olhaste para mim e seguiste com o teu caminho.
Há muito que me vias e me observavas.
Quis seguir com o meu caminho para a frente, mas foi impossível. Sempre que dava um passo eras tu quem aparecia no meio daquela esquina a olhar para o ser que não te conhecia.
Sentei-me naquela doca pensando no que estava a acontecer à minha volta.
Fechar os olhos seria impossível no meio de tanta claridade que se transformou em pouco tempo em algo sombrio.
Pensei que estaria a sonhar e quando acordei vi que estava num grande pesadelo.
Segui com o caminho com a fé que me restava.
Como poderiam as vidas de duas pessoas mudarem tão drasticamente?
Mergulhei num oceano perigoso que não deveria ser atravessado.
A maldade já lá estava mas não fui capaz de vê-la nesses teus olhos que me iludiram durante meses.
Olhaste para mim e seguiste com o teu caminho.
Há muito que me vias e me observavas.
Quis seguir com o meu caminho para a frente, mas foi impossível. Sempre que dava um passo eras tu quem aparecia no meio daquela esquina a olhar para o ser que não te conhecia.
Sentei-me naquela doca pensando no que estava a acontecer à minha volta.
Fechar os olhos seria impossível no meio de tanta claridade que se transformou em pouco tempo em algo sombrio.
Pensei que estaria a sonhar e quando acordei vi que estava num grande pesadelo.
Segui com o caminho com a fé que me restava.
Como poderiam as vidas de duas pessoas mudarem tão drasticamente?
Mergulhei num oceano perigoso que não deveria ser atravessado.
A maldade já lá estava mas não fui capaz de vê-la nesses teus olhos que me iludiram durante meses.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Escuridão
Grandes ventos se apoderaram do ser escolhido.
O caminho à sua frente era invisível.
Olhando para trás, para a frente, à direita e à esquerda apenas via nevoeiro.
Chovia naquele local e ele apenas andava, usando todos os seus sentidos para se guiar naquela encruzilhada.
Seguiu o longo caminho em busca do real, mas apenas via cinzento.
Perguntou a si próprio se os carros e as casas seriam reais, se as pessoa se davam conta das coisas que acontecem à sua volta, se é possível alguém não ter medo em socorrer um indefeso.
Perguntas sem fim inundaram a sua mente já perdida no tempo.
Fechou os seus olhos e visualizou o seu objectivo: acabar com a escuridão de uma vez por todas.
Deu um passo na ponte que se estendia a seus pés.
Não quis voltar a olhar para trás, olhar para a dor e para o sofrimento de há muito tempo.
Sorriu para si mesmo, pensando que a cada minuto que passava, o fim estaria próximo.
Começou assim a sua caminhada na escuridão.
O caminho à sua frente era invisível.
Olhando para trás, para a frente, à direita e à esquerda apenas via nevoeiro.
Chovia naquele local e ele apenas andava, usando todos os seus sentidos para se guiar naquela encruzilhada.
Seguiu o longo caminho em busca do real, mas apenas via cinzento.
Perguntou a si próprio se os carros e as casas seriam reais, se as pessoa se davam conta das coisas que acontecem à sua volta, se é possível alguém não ter medo em socorrer um indefeso.
Perguntas sem fim inundaram a sua mente já perdida no tempo.
Fechou os seus olhos e visualizou o seu objectivo: acabar com a escuridão de uma vez por todas.
Deu um passo na ponte que se estendia a seus pés.
Não quis voltar a olhar para trás, olhar para a dor e para o sofrimento de há muito tempo.
Sorriu para si mesmo, pensando que a cada minuto que passava, o fim estaria próximo.
Começou assim a sua caminhada na escuridão.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Sonhos
Sonhei com o paraíso de outros tempos.
Tempos que já mais voltarão a ser vividos na minha vida.
Perguntei-me se seria este o novo começo e tudo não passou de um simples olhar sobre o que fora outrora.
Os olhares, os sorrisos, as conversas, jamais voltarão a ser como antes.
Despertei para a realidade do dia de hoje, olhei para trás, para aquele paraíso de outrora. Aquele paraíso que jamais voltará no meu presente e no meu futuro.
Despeço-me de ti, da cor dos teus olhos que são apenas a recordação daquele tempo. A tua alma não é mais a mesma. É impossível mudar alguém assim. É impossível mudar o que não quer ser melhorado.
Peço-te que saias daqui, pois é insuportável o engano.
Sei que te irei ver sempre quando menos esperar e isso não me irá despertar para o que poderia ter sido "se".
Despertei do sonho.
Despertei do passado.
Despertei do teu ser.
Acordei para o que é mesmo importante.
Tempos que já mais voltarão a ser vividos na minha vida.
Perguntei-me se seria este o novo começo e tudo não passou de um simples olhar sobre o que fora outrora.
Os olhares, os sorrisos, as conversas, jamais voltarão a ser como antes.
Despertei para a realidade do dia de hoje, olhei para trás, para aquele paraíso de outrora. Aquele paraíso que jamais voltará no meu presente e no meu futuro.
Despeço-me de ti, da cor dos teus olhos que são apenas a recordação daquele tempo. A tua alma não é mais a mesma. É impossível mudar alguém assim. É impossível mudar o que não quer ser melhorado.
Peço-te que saias daqui, pois é insuportável o engano.
Sei que te irei ver sempre quando menos esperar e isso não me irá despertar para o que poderia ter sido "se".
Despertei do sonho.
Despertei do passado.
Despertei do teu ser.
Acordei para o que é mesmo importante.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Doce Amanhecer
Sentei-me no chão frio da casa de pedra.
O vento frio e forte batia na minha cara, fustigando o meu cabelo para trás.
Havia um perfume no ar, era diferente de todos os outros que tinha cheirado. Despertou-me sentimentos há muito tempo esquecidos no meu ser, que me fizeram reviver momentos de pura alegria.
Caminhei para onde o vento ía.
Não me atrevi a olhar para trás, para um tempo de desgostos e de sofrimento.
Cada passo que dava, estava mais próxima do que realmente interessa na minha vida.
O vento parou, e fui envolvida por um nevoeiro denso.
Olhei para todos os lados, dando um passo de cada vez. Abriu-se uma brecha e pude sair dali.
O nevoeiro terminara.
Senti um forte bater de coração.
Ouvi o som familiar de água a correr.
Fui atrás do som sem olhar para trás.
Ao pé da água ali estava ele pronto a receber-me de braços abertos, sorrindo da maneira como só ele sabe.
Retribui-lhe o sorriso e fui ter com ele.
O abraço fez ver que o tempo das lutas e batalhas pelas quais travamos foram sempre mais um grande passo para a nossa felicidade. Agora tudo fazia sentido no nosso caminho.
O céu iluminou-se e brindou-nos com a sua alegria e calor.
O meu amanhecer apenas começara.
O vento frio e forte batia na minha cara, fustigando o meu cabelo para trás.
Havia um perfume no ar, era diferente de todos os outros que tinha cheirado. Despertou-me sentimentos há muito tempo esquecidos no meu ser, que me fizeram reviver momentos de pura alegria.
Caminhei para onde o vento ía.
Não me atrevi a olhar para trás, para um tempo de desgostos e de sofrimento.
Cada passo que dava, estava mais próxima do que realmente interessa na minha vida.
O vento parou, e fui envolvida por um nevoeiro denso.
Olhei para todos os lados, dando um passo de cada vez. Abriu-se uma brecha e pude sair dali.
O nevoeiro terminara.
Senti um forte bater de coração.
Ouvi o som familiar de água a correr.
Fui atrás do som sem olhar para trás.
Ao pé da água ali estava ele pronto a receber-me de braços abertos, sorrindo da maneira como só ele sabe.
Retribui-lhe o sorriso e fui ter com ele.
O abraço fez ver que o tempo das lutas e batalhas pelas quais travamos foram sempre mais um grande passo para a nossa felicidade. Agora tudo fazia sentido no nosso caminho.
O céu iluminou-se e brindou-nos com a sua alegria e calor.
O meu amanhecer apenas começara.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Decisão
Senti que o tempo iria mudar poucas horas antes de apareceres.
Desci o caminho até ao mar, onde as nuvens se acumulavam, onde as ondas dançavam por baixo da grande falésia.
Olhei para o abismo sentindo um deja vu.
Naquela vez alguém implorou que eu não saltasse e eu saltei.
Senti a enorme força de querer viver em paz e a vontade de querer continuar a lutar.
Dei um passo para trás.
Arrepiei-me com o flash de me ver voltar a cair num abismo que já me consumira outrora.
A tempestade voltara para me assombrar.
Decidi não fugir, fugir não é para mim, isso é para os fracos.
Escureceu de repente e apareci noutro local.
Ao longe ouvia-se o som das ondas como se estivesse dentro de algo a abafar o som.
Lutei para me soltar daquele bandido de duas caras que se tentou apoderar-se de mim.
Agarrei-me a tudo o que acredito para que aquilo acabasse de vez e o tempo parou.
Acordei em baixo da falésia sentindo a água do mar passar por mim.
Desejei que tudo acabasse neste tornado de emoções que me trespassam e que me tentam consumir por dentro mas sem sucesso.
Nada era saudável e fugir só iria piorar mais a situação.
Deixei-me ficar ali deitada a recuperar forças para mais uma investida da tempestade.
Desci o caminho até ao mar, onde as nuvens se acumulavam, onde as ondas dançavam por baixo da grande falésia.
Olhei para o abismo sentindo um deja vu.
Naquela vez alguém implorou que eu não saltasse e eu saltei.
Senti a enorme força de querer viver em paz e a vontade de querer continuar a lutar.
Dei um passo para trás.
Arrepiei-me com o flash de me ver voltar a cair num abismo que já me consumira outrora.
A tempestade voltara para me assombrar.
Decidi não fugir, fugir não é para mim, isso é para os fracos.
Escureceu de repente e apareci noutro local.
Ao longe ouvia-se o som das ondas como se estivesse dentro de algo a abafar o som.
Lutei para me soltar daquele bandido de duas caras que se tentou apoderar-se de mim.
Agarrei-me a tudo o que acredito para que aquilo acabasse de vez e o tempo parou.
Acordei em baixo da falésia sentindo a água do mar passar por mim.
Desejei que tudo acabasse neste tornado de emoções que me trespassam e que me tentam consumir por dentro mas sem sucesso.
Nada era saudável e fugir só iria piorar mais a situação.
Deixei-me ficar ali deitada a recuperar forças para mais uma investida da tempestade.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
I See You
Um dia me questionei se deveria acompanhar-te e acompanhei-te.
Subi a escadaria da grande praça, pensando se estaria a fazer o correcto.
Os dias se passaram e eu não sabia o que fazer.Hoje sei que mesmo tudo tendo sido um erro, se voltasse atrás no tempo, eu voltaria a fazer as mesmas asneiras que cometi.
Vi-te como um paraíso e agora és uma simples sombra no meio do chão que se concentra em todas as energias que estão à sua volta.
O processo de aprendizagem é mesmo assim. Cometemos erros que nos servem de lição e para tirarmos as nossas próprias conclusões. Sabemos assim se somos dignos de algo ou se deveremos mudar algo em nós próprios.Vi-te como um paraíso e agora és uma simples sombra no meio do chão que se concentra em todas as energias que estão à sua volta.
Aprendi que cada um merece o que tem e hoje eu sou feliz.
Aprendi que quem gosta de fazer mal ao outro, mais tarde ou mais cedo algo irá fazer com que a situação se inverta.
Nada acontece por acaso e não foi por acaso que passei por o que passei.Caminho agora por uma outra estrada com o céu nublado e com os campos verdes à minha volta.
Uma pinga caí no centro da minha testa. Olho ao meu redor analisando a imagem que me rodeia.
Sinto que há ainda muito caminho a percorrer até chegar ao meu destino.
O caminho certo é o caminho que o destino me reservou, apenas tenho de me orientar pelo vento que me conduz à felicidade e à verdade.
domingo, 31 de outubro de 2010
Dark Halloween
São dez da noite, a lua cheia ilumina o céu no cimo da montanha, os lobos uivam voltados para a lua.
Um mocho voa para longe, um morcego entra no meu quarto.
Continuei a preparar-me para o grande acontecimento, o Conde estava à espera, tudo tinha de estar perfeito.
A minha mãe entrou no meu quarto, ajudou-me a vestir o espartilho e perguntou-me se tinha a certeza de estar a fazer o que eu acho ser o correcto. Respondi-lhe que sim e expliquei-lhe que não teria de se preocupar. A festa seria negra e sedutora e segura.
Um coche preto com caveiras, teias de aranha, tochas e outros adornos parou em frente à minha porta.
Subi para o seu interior e pensei para comigo que tudo iria correr bem.
As ruas estavam negras, o nevoeiro baixo tapava a visão da estrada.
Cheguei meia hora depois ao grande palácio do Conde.
Desci do coche, subi a grande escadaria de pedra iluminada por grandes tochas de um vermelho sangue.
As noivas esperavam-me à porta, deram-me as boas vindas e seguimos em frente para uma outra sala.
As paredes eram escuras, a luz era à base de candelabros de cristais no tecto e havia algum cheiro a mofo.
As noivas deixaram-me num outro hall em frente a uma porta de pedra, os mordomos abriram-na e de lá surgiu o som de música, cor e brilho.
Desci as escadas lentamente, observando o brilho dourado do corrimão, as pinturas originais de grandes pintores mundiais que embelezavam aquele salão de seres que não tinham reflexos, as mesas redondas com obras feitas com comida...
Olharam todos para mim no momento em que cheguei ao fim da escadaria.
A humana ali estava à frente dos predadores, mas ao mesmo tempo era sua protegida.
Um vampiro passou com uma travessa e entregou-me um cálice. Era sumo de morango com gelo. A cor vermelha tinha de ser a única dos copos e cálices que por ali haviam.
Dei uma volta pelo salão bebendo o meu sumo. Algo se aproximou de mim, senti um frio no pescoço e um enorme arrepio na espinha. O Conde ali estava.
Pegou-me na mão e levou-me para a pista. No seu palácio era tradição o humano convidado dançar a primeira música com o anfitrião.
A música fantasmagórica começou, todos nós rodopiávamos no mesmo sentido, a mesma coreografia de muitos séculos.
O Conde perguntava-me se tinha medo, eu respondia-lhe que não. Parámos em frente de um espelho durante a dança, eu estava com as costas arqueadas para trás tendo como apoio o braço dele. Olhei para o espelho e não vi nada para além de mim.
Aqueles seres não se viam apesar da sala estar cheia de "vida".
Dançámos mais uma volta naquela espiral de cor, plumas e máscaras.
Sentei-me numa cadeira e bebi mais sumo natural de morango.
As portas do salão abriram-se novamente e desceu alguém vestido com roupas do século XVIII. Ele estava com o rosto tapado por uma máscara e tinha uma peruca branca de época.
Fui apanhar um pouco de ar e de repente o homem que tinha chegado estava mesmo atrás de mim.
Perguntei-lhe quem era ele, não me respondeu à pergunta e entregou-me uma chave e um recado.
"És a única que poderá terminar com a maldição."
Olhei mas ele já desaparecera.
Guardei a chave e o papel o mais depressa possível para que o Conde não suspeitasse de nada.
Voltei para o salão a fim de encontrar o mascarado. Encontrei-o no meio do salão a olhar para mim e a fazer-me sinal.
Segui-o até chegar ao pé de um barco.
Agradeci-lhe a ajuda, entrei no barco e fui à minha missão.
Tinha de encontrar a grande cripta para acabar com o Conde de vez.
Começou a haver mais agitação no ar, as noivas estavam próximas...
Chegámos à outra margem, corremos até à sala onde não estava a luz da bela lua cheia.
Eu estava prestes a chegar ao pé da grande cripta para assim acabar com a maldição do palácio de vez. Apenas uma humana que fosse seduzida, mas que não sentisse nada pelo Conde poderia acabar com ele de vez.
Abri a cripta e as noivas apareceram vindas do nada.
O Conde já alia estava, a observar-me com os seus olhos negros, uns olhos sem alma, vazios.
Corri para o meu objectivo, o Conde apanhou-me mas foi o fim dele. O punhal que eu tinha na minha mão foi parar directamente no coração do livro que deveria desaparecer.
O Conde desapareceu.
O Halloween ficou mais vivo.
Um mocho voa para longe, um morcego entra no meu quarto.
Continuei a preparar-me para o grande acontecimento, o Conde estava à espera, tudo tinha de estar perfeito.
A minha mãe entrou no meu quarto, ajudou-me a vestir o espartilho e perguntou-me se tinha a certeza de estar a fazer o que eu acho ser o correcto. Respondi-lhe que sim e expliquei-lhe que não teria de se preocupar. A festa seria negra e sedutora e segura.
Um coche preto com caveiras, teias de aranha, tochas e outros adornos parou em frente à minha porta.
Subi para o seu interior e pensei para comigo que tudo iria correr bem.
As ruas estavam negras, o nevoeiro baixo tapava a visão da estrada.
Cheguei meia hora depois ao grande palácio do Conde.
Desci do coche, subi a grande escadaria de pedra iluminada por grandes tochas de um vermelho sangue.
As noivas esperavam-me à porta, deram-me as boas vindas e seguimos em frente para uma outra sala.
As paredes eram escuras, a luz era à base de candelabros de cristais no tecto e havia algum cheiro a mofo.
As noivas deixaram-me num outro hall em frente a uma porta de pedra, os mordomos abriram-na e de lá surgiu o som de música, cor e brilho.
Desci as escadas lentamente, observando o brilho dourado do corrimão, as pinturas originais de grandes pintores mundiais que embelezavam aquele salão de seres que não tinham reflexos, as mesas redondas com obras feitas com comida...
Olharam todos para mim no momento em que cheguei ao fim da escadaria.
A humana ali estava à frente dos predadores, mas ao mesmo tempo era sua protegida.
Um vampiro passou com uma travessa e entregou-me um cálice. Era sumo de morango com gelo. A cor vermelha tinha de ser a única dos copos e cálices que por ali haviam.
Dei uma volta pelo salão bebendo o meu sumo. Algo se aproximou de mim, senti um frio no pescoço e um enorme arrepio na espinha. O Conde ali estava.
Pegou-me na mão e levou-me para a pista. No seu palácio era tradição o humano convidado dançar a primeira música com o anfitrião.
A música fantasmagórica começou, todos nós rodopiávamos no mesmo sentido, a mesma coreografia de muitos séculos.
O Conde perguntava-me se tinha medo, eu respondia-lhe que não. Parámos em frente de um espelho durante a dança, eu estava com as costas arqueadas para trás tendo como apoio o braço dele. Olhei para o espelho e não vi nada para além de mim.
Aqueles seres não se viam apesar da sala estar cheia de "vida".
Dançámos mais uma volta naquela espiral de cor, plumas e máscaras.
Sentei-me numa cadeira e bebi mais sumo natural de morango.
As portas do salão abriram-se novamente e desceu alguém vestido com roupas do século XVIII. Ele estava com o rosto tapado por uma máscara e tinha uma peruca branca de época.
Fui apanhar um pouco de ar e de repente o homem que tinha chegado estava mesmo atrás de mim.
Perguntei-lhe quem era ele, não me respondeu à pergunta e entregou-me uma chave e um recado.
"És a única que poderá terminar com a maldição."
Olhei mas ele já desaparecera.
Guardei a chave e o papel o mais depressa possível para que o Conde não suspeitasse de nada.
Voltei para o salão a fim de encontrar o mascarado. Encontrei-o no meio do salão a olhar para mim e a fazer-me sinal.
Segui-o até chegar ao pé de um barco.
Agradeci-lhe a ajuda, entrei no barco e fui à minha missão.
Tinha de encontrar a grande cripta para acabar com o Conde de vez.
Começou a haver mais agitação no ar, as noivas estavam próximas...
Chegámos à outra margem, corremos até à sala onde não estava a luz da bela lua cheia.
Eu estava prestes a chegar ao pé da grande cripta para assim acabar com a maldição do palácio de vez. Apenas uma humana que fosse seduzida, mas que não sentisse nada pelo Conde poderia acabar com ele de vez.
Abri a cripta e as noivas apareceram vindas do nada.
O Conde já alia estava, a observar-me com os seus olhos negros, uns olhos sem alma, vazios.
Corri para o meu objectivo, o Conde apanhou-me mas foi o fim dele. O punhal que eu tinha na minha mão foi parar directamente no coração do livro que deveria desaparecer.
O Conde desapareceu.
O Halloween ficou mais vivo.
Sing a Song
Sing a song to the old times
Sing and dance to your spirit fly
Believe in the destiny
Open your arms and feel the winter hugging you.
Clouse your eyes and think of me
Think about the days when we were together
Think about the wonderful moments we past through
Think about the real love
Think about the sound and the power of life
Sing a song in memory of our love
Sing a song in memory of us
Sing and dance to your spirit fly
Believe in the destiny
Open your arms and feel the winter hugging you.
Clouse your eyes and think of me
Think about the days when we were together
Think about the wonderful moments we past through
Think about the real love
Think about the sound and the power of life
Sing a song in memory of our love
Sing a song in memory of us
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Broken Heart
Angelina olhou para o espelho. Uma lágrima percorreu-lhe o seu rosto de porcelana cheio de dor.
Passou um dedo sob uma moldura de prata com a fotografia de um rapaz de olhos azuis.
Mais uma lágrima que correu pela sua bochecha, queimava ao passar pela sua pele.
Limpou as lágrimas e concluiu que era melhor esquecer, sempre que ela limpava, mais lágrimas surgiam.
Sentou-se no parapeito da janela, encostou a sua cabeça ao cortinado e encostou a cara ao vidro frio.
Chovia lá fora. Os campos estavam molhados, os cavalos corriam lá fora ficando com o pelo todo molhado e selvagem.
Angelina sofria, respirava fundo, o coração doía-lhe, era insuportável.
Agarrou-se à moldura aninhando-a junto a si.
A hora estava a chegar e ela sabia que se teria de despedir daquele que ela mais amou.
O mundo mudou, nasceu uma nova Angelina.
Um ano se passou depois do mortal acidente. Angelina desenha todos os dias o mesmo sonho, um coração com ligaduras, um coração a tentar erguer-se das sombras.
Passou um dedo sob uma moldura de prata com a fotografia de um rapaz de olhos azuis.
Mais uma lágrima que correu pela sua bochecha, queimava ao passar pela sua pele.
Limpou as lágrimas e concluiu que era melhor esquecer, sempre que ela limpava, mais lágrimas surgiam.
Sentou-se no parapeito da janela, encostou a sua cabeça ao cortinado e encostou a cara ao vidro frio.
Chovia lá fora. Os campos estavam molhados, os cavalos corriam lá fora ficando com o pelo todo molhado e selvagem.
Angelina sofria, respirava fundo, o coração doía-lhe, era insuportável.
Agarrou-se à moldura aninhando-a junto a si.
A hora estava a chegar e ela sabia que se teria de despedir daquele que ela mais amou.
O mundo mudou, nasceu uma nova Angelina.
Um ano se passou depois do mortal acidente. Angelina desenha todos os dias o mesmo sonho, um coração com ligaduras, um coração a tentar erguer-se das sombras.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Anjo
Olhei pela janela do quatro pensando no que fazer naquele dia fatídico de outono.
O céu estava a começar a escurecer, sorri, como é bonito ver os raios de luz a tentarem furar por entre as nuvens que aguardavam para mais uma chuvada.
Respirei fundo o ar que entrava no quarto. Cheirava a terra molhada.
As folhas das árvores estavam molhadas transmitindo algumas gotas da chuva entre elas até pararem no chão.
Apressei-me a ir para fora.
Percorri cada árvore observando o céu.
Como seria andar sem preocupações, como voar como um pássaro?
Desejei ter asas apenas por alguns minutos. Ser livre de voar para bem longe deste lugar, sem ter medos nem receios de nada nem de ninguém. Apenas queria poder voar.
Dancei por entre as árvores, sentindo-me mais leve a cada passo que dava naquela dança de olhos fechados.
Um poder exercitou pressão sobre mim.
No chão estava uma sombra que eu desconhecia.
Levantei-me e observei a figura que se estendia pelos meus pés.
Uma sombra com asas fazia todos os meus movimentos.
Fechei os olhos, abri os braços e senti as doces penas macias que me envolviam numa grande espiral.
Olhei para o céu, sentindo-me cada vez mais leve, voei para um local que me aguardava nos maiores recantos do coração humano.
O céu estava a começar a escurecer, sorri, como é bonito ver os raios de luz a tentarem furar por entre as nuvens que aguardavam para mais uma chuvada.
Respirei fundo o ar que entrava no quarto. Cheirava a terra molhada.
As folhas das árvores estavam molhadas transmitindo algumas gotas da chuva entre elas até pararem no chão.
Apressei-me a ir para fora.
Percorri cada árvore observando o céu.
Como seria andar sem preocupações, como voar como um pássaro?
Desejei ter asas apenas por alguns minutos. Ser livre de voar para bem longe deste lugar, sem ter medos nem receios de nada nem de ninguém. Apenas queria poder voar.
Dancei por entre as árvores, sentindo-me mais leve a cada passo que dava naquela dança de olhos fechados.
Um poder exercitou pressão sobre mim.
No chão estava uma sombra que eu desconhecia.
Levantei-me e observei a figura que se estendia pelos meus pés.
Uma sombra com asas fazia todos os meus movimentos.
Fechei os olhos, abri os braços e senti as doces penas macias que me envolviam numa grande espiral.
Olhei para o céu, sentindo-me cada vez mais leve, voei para um local que me aguardava nos maiores recantos do coração humano.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Estranha Viagem
É este comboio que vai para esta localidade? - Perguntei eu ao revisor que me respondeu que sim.
Entrei e estranhei o aspecto tanto exterior como interior do comboio.
Procurei pelo meu lugar, sentei-me e aguardei pela partida.
O revisor entrou e começou a estranha viagem.
As pessoas começaram a ficar nervosas e o revisor disse que afinal não era aquele comboio e que ele não iria parar nas estações.
Eu estava sem maneira de avisar a minha família e foi como se tivesse desaparecido.
Fui olhando para o exterior até adormecer com a leveza do andamento do comboio. Acordei umas horas depois numa estação a meio do país.
Fiquei mais desperta pensando no que deveria fazer para conseguir voltar para trás, mas não havia volta a dar.
Quem entrou naquele comboio tinha de fazer a viagem completa e só quando chegasse ao destino é que poderia voltar para trás.
Olhei para o exterior e fiquei a contemplar a paisagem que se avistava.
As horas passavam a correr até que cheguei ao Gerês.
Senti um arrepio quando olhei para a rua. Estava frio, muito frio. Avistei uma casa no meio do grande paraíso verde que se estendia para lá das montanhas.
O comboio entrou num túnel e o tecto desapareceu. Olhei maravilhada para o grande arco que acolhia o comboio. Era alto e com muitas flores.
Parámos em mais uma estação e o comboio virou para leste.
Viajei durante três dias.
Chuva, frio, verde e neve.
O comboio parou definitivamente num local cheio de neve.
Rússia.
Fiquei lá durante algumas horas e votei para o comboio misterioso.
A viagem estava assim completa.
Entrei e estranhei o aspecto tanto exterior como interior do comboio.
Procurei pelo meu lugar, sentei-me e aguardei pela partida.
O revisor entrou e começou a estranha viagem.
As pessoas começaram a ficar nervosas e o revisor disse que afinal não era aquele comboio e que ele não iria parar nas estações.
Eu estava sem maneira de avisar a minha família e foi como se tivesse desaparecido.
Fui olhando para o exterior até adormecer com a leveza do andamento do comboio. Acordei umas horas depois numa estação a meio do país.
Fiquei mais desperta pensando no que deveria fazer para conseguir voltar para trás, mas não havia volta a dar.
Quem entrou naquele comboio tinha de fazer a viagem completa e só quando chegasse ao destino é que poderia voltar para trás.
Olhei para o exterior e fiquei a contemplar a paisagem que se avistava.
As horas passavam a correr até que cheguei ao Gerês.
Senti um arrepio quando olhei para a rua. Estava frio, muito frio. Avistei uma casa no meio do grande paraíso verde que se estendia para lá das montanhas.
O comboio entrou num túnel e o tecto desapareceu. Olhei maravilhada para o grande arco que acolhia o comboio. Era alto e com muitas flores.
Parámos em mais uma estação e o comboio virou para leste.
Viajei durante três dias.
Chuva, frio, verde e neve.
O comboio parou definitivamente num local cheio de neve.
Rússia.
Fiquei lá durante algumas horas e votei para o comboio misterioso.
A viagem estava assim completa.
Carta de Despedida
Sentaste-te perto de mim naquela noite fria de Inverno e de olhar curioso tentaste saber quem eu era.
A menina que estava ali perto de ti começou a suspeitar de que existia algo diferente no ar.
Olhei para onde vinha a pressão que eu sentia e cruzei-me com o teu olhar que teimava em não deixar os meus olhos percorrerem o resto da divisão.
No momento de eu sair daquela sala sufocante, tu aproximaste-te e perguntaste-me o meu nome, ao qual eu respondi educadamente.
Um mês se passou até nos encontrarmos novamente.
Aquele dia foi o inicio de um fim derradeiro.
O dia do inicio de uma história que tinha os dias contados desde a primeira vez que te vi naquela sala.
Andaste atrás da menina mulher que sempre soube o que queria da vida.
Hoje andas atrás da mulher que não te ama mais.
Percebi que o que sempre quiseste é o que eu nunca te poderia dar, pois amar, amo a mim mesma e não aqueles que apenas pensam em si e no seu bem estar. É isto o que tu fazes.
Como é que és capaz de fazer o que fazes por dinheiro?
Vergonha na cara é o que tu deverias ter por moveres ventos passados, que não voltaram mais para o presente.
Sou feliz.
A menina que estava ali perto de ti começou a suspeitar de que existia algo diferente no ar.
Olhei para onde vinha a pressão que eu sentia e cruzei-me com o teu olhar que teimava em não deixar os meus olhos percorrerem o resto da divisão.
No momento de eu sair daquela sala sufocante, tu aproximaste-te e perguntaste-me o meu nome, ao qual eu respondi educadamente.
Um mês se passou até nos encontrarmos novamente.
Aquele dia foi o inicio de um fim derradeiro.
O dia do inicio de uma história que tinha os dias contados desde a primeira vez que te vi naquela sala.
Andaste atrás da menina mulher que sempre soube o que queria da vida.
Hoje andas atrás da mulher que não te ama mais.
Percebi que o que sempre quiseste é o que eu nunca te poderia dar, pois amar, amo a mim mesma e não aqueles que apenas pensam em si e no seu bem estar. É isto o que tu fazes.
Como é que és capaz de fazer o que fazes por dinheiro?
Vergonha na cara é o que tu deverias ter por moveres ventos passados, que não voltaram mais para o presente.
Sou feliz.
domingo, 10 de outubro de 2010
Remendos
Uma linha aqui, um pedaço de tecido ali.
Ali no meio do bosque alguém chorava.
Chorava de dor e de desespero.
Desespero esse que se confundia com o frio.
Frio era o sentimento mais profundo daquele ser.
Ser cruel que se escondia na noite sem lua.
Lua que não existia naquela dor escondida.
Escondida estava o ser que fora maltratado por ele.
Ele agora chorava no chão gelado e molhado.
Molhado estava o rosto da jovem que espreitava pela janela enquanto esperava.
Esperava pelo dia do juízo final.
Final seria o dia em que a cara de remendos caísse por fim na terra húmida e gelada.
Gelada pelas inúmeras horas em que milhares de lágrimas caíram na terra.
Ali no meio do bosque alguém chorava.
Chorava de dor e de desespero.
Desespero esse que se confundia com o frio.
Frio era o sentimento mais profundo daquele ser.
Ser cruel que se escondia na noite sem lua.
Lua que não existia naquela dor escondida.
Escondida estava o ser que fora maltratado por ele.
Ele agora chorava no chão gelado e molhado.
Molhado estava o rosto da jovem que espreitava pela janela enquanto esperava.
Esperava pelo dia do juízo final.
Final seria o dia em que a cara de remendos caísse por fim na terra húmida e gelada.
Gelada pelas inúmeras horas em que milhares de lágrimas caíram na terra.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Crescer na Sombra
Apontou o dedo ao ser ingénuo, desenhando os contornos do seu rosto na memória da sua alma. Transformou o papel no desenho vivo daquele ser que não sabia o que era ser feliz.
Aquela mulher que se ponderava ser delicada aproximou-se dele tentando saber quem ele era sem saber que ali não existia nada, apenas a solidão do abandono e da descriminação.
Ele olhou para ela de olhar vago, vazio como se de um abismo se tratasse. Ela recuou um passo olhando muito atenta para ele tentando perceber o que se estava a passar.
As pessoas à volta olhavam com admiração o que estava a acontecer.
Ele, o ser invisível olhava atentamente para as pessoas à sua volta. Levantou-se lentamente de olhar fixo para aquela mulher que interrompeu a sua linha de pensamento e perguntou se ela estava melhor.
As pessoas ficaram petrificadas com a sua voz. O ser tirou o seu manto e a sua máscara, mostrando quem era.
A mulher desejou fugir dali com o horror estampado na sua cara, mas já não havia tempo.
Ele perguntava-lhe se ela sabia o que é ter coração, ela continuava petrificada sem saber o que fazer ou dizer.
Do outro lado da rua uma jovem viu o que estava a acontecer e entrou ainda a assimilar a informação que estava a receber, percebendo perfeitamente quem era aquele rapaz.
O olhar vazio dele começou a ficar brilhante ao ver a luz da sua vida à frente. Ela sorriu-lhe confirmando que estava ali para o ajudar.
A mulher encurralada fora desmascarada sem saber o que fazer.
Já não existiam planos que a pudessem fazer escapar.
Os seus dois filhos ali estavam à sua frente mostrando que afinal o ser mais ingénuo consegue chegar mais longe e saborear todas as suas vitórias e derrotas apenas sendo o próprio.
Crescer na sombra é uma delas.
Aquela mulher que se ponderava ser delicada aproximou-se dele tentando saber quem ele era sem saber que ali não existia nada, apenas a solidão do abandono e da descriminação.
Ele olhou para ela de olhar vago, vazio como se de um abismo se tratasse. Ela recuou um passo olhando muito atenta para ele tentando perceber o que se estava a passar.
As pessoas à volta olhavam com admiração o que estava a acontecer.
Ele, o ser invisível olhava atentamente para as pessoas à sua volta. Levantou-se lentamente de olhar fixo para aquela mulher que interrompeu a sua linha de pensamento e perguntou se ela estava melhor.
As pessoas ficaram petrificadas com a sua voz. O ser tirou o seu manto e a sua máscara, mostrando quem era.
A mulher desejou fugir dali com o horror estampado na sua cara, mas já não havia tempo.
Ele perguntava-lhe se ela sabia o que é ter coração, ela continuava petrificada sem saber o que fazer ou dizer.
Do outro lado da rua uma jovem viu o que estava a acontecer e entrou ainda a assimilar a informação que estava a receber, percebendo perfeitamente quem era aquele rapaz.
O olhar vazio dele começou a ficar brilhante ao ver a luz da sua vida à frente. Ela sorriu-lhe confirmando que estava ali para o ajudar.
A mulher encurralada fora desmascarada sem saber o que fazer.
Já não existiam planos que a pudessem fazer escapar.
Os seus dois filhos ali estavam à sua frente mostrando que afinal o ser mais ingénuo consegue chegar mais longe e saborear todas as suas vitórias e derrotas apenas sendo o próprio.
Crescer na sombra é uma delas.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
O Ser Oculto
Surgiu sem aviso prévio, enquanto eu estava no meu cantinho.
Percorremos lado a lado muitos caminhos, tais como o curto caminho da verdade e o longo e terrível da mentira.
Fui enganada por ti quando dizias ir ter com o ser que eu mais quero bem.
Fui enganada quando me dizias coisas que não faziam o mínimo sentido.
Fizeste-te passar por identidades que não te pertencem.
Iludiste a mim e aos meus e fizeste-me acreditar que estava no caminho certo, quando na verdade era tudo mentira.
Está na altura de acordar de vez da fase deste ser oculto que se tentou fundir no meu caminho, para assim me afundar cada vez mais no abismo criado pela enorme tempestade que vivi.
Percorremos lado a lado muitos caminhos, tais como o curto caminho da verdade e o longo e terrível da mentira.
Fui enganada por ti quando dizias ir ter com o ser que eu mais quero bem.
Fui enganada quando me dizias coisas que não faziam o mínimo sentido.
Fizeste-te passar por identidades que não te pertencem.
Iludiste a mim e aos meus e fizeste-me acreditar que estava no caminho certo, quando na verdade era tudo mentira.
Está na altura de acordar de vez da fase deste ser oculto que se tentou fundir no meu caminho, para assim me afundar cada vez mais no abismo criado pela enorme tempestade que vivi.
domingo, 3 de outubro de 2010
A História
A meia noite estava prestes a chegar e os corvos andavam alvoraçados a voar tendo apenas como plano de fundo o céu negro e a grande lua cheia.
O templo musical estava cheio de pessoas que esperavam pelo inicio da musica solene.
O órgão começou a tocar a sua triste melodia.
A música de arrepiar alimentava cada alma que ela tocasse. Os corações puros tremiam com o batimento forte provocado pela emoção que cada nota transmitia.
Um violino começou a acompanhar o órgão e com ele mais instrumentos se juntaram à doce melodia.
O templo começou a encheu-se de cor.
As paredes pareciam ser o céu e as luzes as estrelas.
O publico estava satisfeito com o que ouvia. Algumas pessoas choravam com a emoção do que estavam a ouvir.
A música gótica que se ouvia chorava e contava uma história em particular.
A história era sobre uma jovem que sofrera bastante durante toda a sua vida e que no final fora trocada e abandonada pelo namorado por uma que se vendia e que se dizia ser muito fiel e digna de respeito.
Uma voz feminina começou a cantar, era a protagonista da história.
Ela cantava com alma e chorava sem ter noção de tal.
A tez dela era pálida e o cabelo comprido preto.
Nunca a música fizera tanto sentido na minha vida como naquele momento.
Ela está ali para nos proteger, para nos aconselhar, para nos fazer brilhar na sua aura brilhante.
Levantei-me e desci a enorme escadaria para o encontro derradeiro da minha vida.
O templo musical estava cheio de pessoas que esperavam pelo inicio da musica solene.
O órgão começou a tocar a sua triste melodia.
A música de arrepiar alimentava cada alma que ela tocasse. Os corações puros tremiam com o batimento forte provocado pela emoção que cada nota transmitia.
Um violino começou a acompanhar o órgão e com ele mais instrumentos se juntaram à doce melodia.
O templo começou a encheu-se de cor.
As paredes pareciam ser o céu e as luzes as estrelas.
O publico estava satisfeito com o que ouvia. Algumas pessoas choravam com a emoção do que estavam a ouvir.
A música gótica que se ouvia chorava e contava uma história em particular.
A história era sobre uma jovem que sofrera bastante durante toda a sua vida e que no final fora trocada e abandonada pelo namorado por uma que se vendia e que se dizia ser muito fiel e digna de respeito.
Uma voz feminina começou a cantar, era a protagonista da história.
Ela cantava com alma e chorava sem ter noção de tal.
A tez dela era pálida e o cabelo comprido preto.
Nunca a música fizera tanto sentido na minha vida como naquele momento.
Ela está ali para nos proteger, para nos aconselhar, para nos fazer brilhar na sua aura brilhante.
Levantei-me e desci a enorme escadaria para o encontro derradeiro da minha vida.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Apanhados
A manhã estava quente, com o céu azul sem nuvens. O dia propicio para a "pesca".
Tentaste encontrar-me, mas encontraste o vazio.
Tentaste perseguir-me, mas em vão.
As tuas manhas são cada vez mais perversas e descabidas neste teu jogo sujo que inventaste com todo o teu amor e carinho.
Este jogo que fora criado por ti e pela tua querida cyber mentira, que alega e julga quem nunca conheceu na vida, começa a ter agora uns novos contornos nessa tua vida mesquinha cheia de mentiras, conspirações e enleios.
Enleios que criaste e os alimentaste com toda a tua fé, demonstrando assim a tua total burrice crónica.
Para mim tu és um Zé ninguém. Um ser telecomandado por outrem que se acha muito sábia ao ponto de pesquisar a vida das pessoas, quando no fundo essa pessoa nem sequer se conhece a si própria.
Pensas que somos isto e aquilo, mas na realidade estou-me nas tintas com o que pensas ou deixas de pensar. Para mim o que importa é a realidade, a razão, a verdade das coisas, a mais pura das verdades, e uma grande verdade é que tu e todos os teus "amigos" armados em espertos e senhores da razão pura e simplesmente não prestam.
Pesquisas a mim e aos meus numa tentativa de fugires ao teu verdadeiro eu. Pesquisas numa tentativa de cobrires novamente a tua cara, a cara de monstro numa cara de rapaz que não parte um prato.
Tu e o teu motorista foram apanhados em pela perseguição.
Chega destes jogos.
Acabou.
Basta.
Agora bem te podes esconder na escuridão da tua máscara, pois tu a mim não me enganas mais.
Agora começa a enganar quem tu queiras, alguém que seja cega porque eu já não o sou mais.
O dia chegou ao fim, tendo eu pescado muitos peixes, tendo sido tu e os teus amigos os peixes mais pequeninos e incapazes para assar.
Tentaste encontrar-me, mas encontraste o vazio.
Tentaste perseguir-me, mas em vão.
As tuas manhas são cada vez mais perversas e descabidas neste teu jogo sujo que inventaste com todo o teu amor e carinho.
Este jogo que fora criado por ti e pela tua querida cyber mentira, que alega e julga quem nunca conheceu na vida, começa a ter agora uns novos contornos nessa tua vida mesquinha cheia de mentiras, conspirações e enleios.
Enleios que criaste e os alimentaste com toda a tua fé, demonstrando assim a tua total burrice crónica.
Para mim tu és um Zé ninguém. Um ser telecomandado por outrem que se acha muito sábia ao ponto de pesquisar a vida das pessoas, quando no fundo essa pessoa nem sequer se conhece a si própria.
Pensas que somos isto e aquilo, mas na realidade estou-me nas tintas com o que pensas ou deixas de pensar. Para mim o que importa é a realidade, a razão, a verdade das coisas, a mais pura das verdades, e uma grande verdade é que tu e todos os teus "amigos" armados em espertos e senhores da razão pura e simplesmente não prestam.
Pesquisas a mim e aos meus numa tentativa de fugires ao teu verdadeiro eu. Pesquisas numa tentativa de cobrires novamente a tua cara, a cara de monstro numa cara de rapaz que não parte um prato.
Tu e o teu motorista foram apanhados em pela perseguição.
Chega destes jogos.
Acabou.
Basta.
Agora bem te podes esconder na escuridão da tua máscara, pois tu a mim não me enganas mais.
Agora começa a enganar quem tu queiras, alguém que seja cega porque eu já não o sou mais.
O dia chegou ao fim, tendo eu pescado muitos peixes, tendo sido tu e os teus amigos os peixes mais pequeninos e incapazes para assar.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Perseguida
Difícil, é assim que avalio a grande cruzada por entre os enleios do verdadeiro e do falso.
É cansativo ouvir os devaneios de uma alma já de si desequilibrada.
A tua imagem antes distorcida, como se visse o teu reflexo num espelho coberto de água, está agora real. É verdadeira e mostra a tua cara real.
Durante algum tempo decidiste divertir-te com os sentimentos de uma determinada pessoa. Hoje pensas e olhas à tua volta tentado ser visto, que sejas reconhecido por ela.
Ela não te quer, ela acordou do coma profundo a que foi submetida.
Ela ultrapassou a escuridão.
Ela é perseguida por ti.
Durante algum tempo ela pensou em como foi capaz de existir alguém assim, mas agora ela percebeu que as pessoas são escolhidas a dedo.
Durante algum tempo ela quis ver se isto acabava, mas viu que era apenas o inicio.
Agora apenas o tempo ditará o futuro.
É cansativo ouvir os devaneios de uma alma já de si desequilibrada.
A tua imagem antes distorcida, como se visse o teu reflexo num espelho coberto de água, está agora real. É verdadeira e mostra a tua cara real.
Durante algum tempo decidiste divertir-te com os sentimentos de uma determinada pessoa. Hoje pensas e olhas à tua volta tentado ser visto, que sejas reconhecido por ela.
Ela não te quer, ela acordou do coma profundo a que foi submetida.
Ela ultrapassou a escuridão.
Ela é perseguida por ti.
Durante algum tempo ela pensou em como foi capaz de existir alguém assim, mas agora ela percebeu que as pessoas são escolhidas a dedo.
Durante algum tempo ela quis ver se isto acabava, mas viu que era apenas o inicio.
Agora apenas o tempo ditará o futuro.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Irish Soul
A água corre ao longo do rio e desce a toda a velocidade na enorme cascata.
O vento é doce e trás consigo o som e o cheiro da água e trás também algo mais.
Sinto algo dentro de mim, uma vontade de algo.
Fui até ao quarto e descobri uma caixa. Era preta com uns símbolos celticos, abri-a e tirei de lá uma roupa...
O som começou a chegar mais próximo e eu já sabia o que tinha a fazer.
Desci a grande escadaria acompanhando o ritmo da música que ouvia.
O céu estava azul, as árvores estavam com um verde lindo, as cores estavam como vivas.
Desci o caminho e fui para junto do rio.
O meu vestido tinha várias tonalidades de verde escuro, azul e preto e estava adornado com vários círculos como se fosse o universo pintado sobre uma tela.
Começou a anoitecer.
Subi para uma pedra e ouvi o toque do meu pé sobre ela.
Fiz uma dança para ver como ficava o som e foi aí que tudo começou.
Dançar com a natureza tem os seus momentos de beleza e de sapateado.
Captei o som de uma trovoada longinqua e começou o espectáculo.
Estávamos distribuídos em algumas rochas e começamos a dançar ao mesmo tempo.
A tempestade aproximava-se e nós continuávamos a dançar sobre as rochas.
Um elemento saltou e todos os outros saltaram com um intervalo de segundos.
Demos as mãos e agora todos parecíamos um só.
As nossas pernas elevavam-se e os pés tocavam com grande estrondo no chão. Surgiu um raio no céu preto, ilustrando a nossa força.
Criámos formas durante a dança de pernas que se elevam ao ar, dos pés que fazem música.
A música que muitos corpos conseguem criar.
A música que faz sonhar e viver.
A música de um povo.
The Irish Soul.
O vento é doce e trás consigo o som e o cheiro da água e trás também algo mais.
Sinto algo dentro de mim, uma vontade de algo.
Fui até ao quarto e descobri uma caixa. Era preta com uns símbolos celticos, abri-a e tirei de lá uma roupa...
O som começou a chegar mais próximo e eu já sabia o que tinha a fazer.
Desci a grande escadaria acompanhando o ritmo da música que ouvia.
O céu estava azul, as árvores estavam com um verde lindo, as cores estavam como vivas.
Desci o caminho e fui para junto do rio.
O meu vestido tinha várias tonalidades de verde escuro, azul e preto e estava adornado com vários círculos como se fosse o universo pintado sobre uma tela.
Começou a anoitecer.
Subi para uma pedra e ouvi o toque do meu pé sobre ela.
Fiz uma dança para ver como ficava o som e foi aí que tudo começou.
Dançar com a natureza tem os seus momentos de beleza e de sapateado.
Captei o som de uma trovoada longinqua e começou o espectáculo.
Estávamos distribuídos em algumas rochas e começamos a dançar ao mesmo tempo.
A tempestade aproximava-se e nós continuávamos a dançar sobre as rochas.
Um elemento saltou e todos os outros saltaram com um intervalo de segundos.
Demos as mãos e agora todos parecíamos um só.
As nossas pernas elevavam-se e os pés tocavam com grande estrondo no chão. Surgiu um raio no céu preto, ilustrando a nossa força.
Criámos formas durante a dança de pernas que se elevam ao ar, dos pés que fazem música.
A música que muitos corpos conseguem criar.
A música que faz sonhar e viver.
A música de um povo.
The Irish Soul.
domingo, 19 de setembro de 2010
Ver-te Com Outros Olhos
Ingénua e cega são os melhores adjectivos que designam aquela fase.
Percorri caminhos que me levaram a ver as coisas de maneira diferente.
Aquele que eu "amava" não passava de uma sombra, um ser invisível, um ser não vivo no meio da escuridão.
Apenas vi a mentira, pois a verdade estava muito bem fechada a sete chaves, como se ele as tivesse deitado fora.
Tentaste iludir-me com as tuas conversas, mas eu já sabia que de mim não irias ter o proveito de enganar durante muito tempo.
O que eu temia veio ao de cima.
Revelaste-te finalmente.
Pude ver assim que eu sempre tinha razão.
Aquele que eu amava não existia, aquele que eu pensava existir era apenas uma ilusão óptica.
Cega foi como me senti.
O meu ponto seguro chamou-me. Cheguei com os olhos vermelhos devido à luz que recebia. Os meus olhos habituaram-se à escuridão.
Demorei semanas a adaptar-me à luz.
Foram preciso meses até recuperar finalmente do que passei.
Aprendi a não ver o que quer ser visto e que teima em chamar a atenção, pois aí existe escuridão. Agora apenas vejo os gestos mais simples, pois são eles não querem ser vistos, apenas nos tocam e nos deixam felizes.
Percorri caminhos que me levaram a ver as coisas de maneira diferente.
Aquele que eu "amava" não passava de uma sombra, um ser invisível, um ser não vivo no meio da escuridão.
Apenas vi a mentira, pois a verdade estava muito bem fechada a sete chaves, como se ele as tivesse deitado fora.
Tentaste iludir-me com as tuas conversas, mas eu já sabia que de mim não irias ter o proveito de enganar durante muito tempo.
O que eu temia veio ao de cima.
Revelaste-te finalmente.
Pude ver assim que eu sempre tinha razão.
Aquele que eu amava não existia, aquele que eu pensava existir era apenas uma ilusão óptica.
Cega foi como me senti.
O meu ponto seguro chamou-me. Cheguei com os olhos vermelhos devido à luz que recebia. Os meus olhos habituaram-se à escuridão.
Demorei semanas a adaptar-me à luz.
Foram preciso meses até recuperar finalmente do que passei.
Aprendi a não ver o que quer ser visto e que teima em chamar a atenção, pois aí existe escuridão. Agora apenas vejo os gestos mais simples, pois são eles não querem ser vistos, apenas nos tocam e nos deixam felizes.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
A Fuga
A noite fora de temporal.
O cheiro da terra molhada fez-me lembrar de um passado próximo.
Toquei nas folhas molhadas pela chuva e lembrei -me do toque das gotas da chuva no meu cabelo e no meu rosto.
O céu estava a ficar novamente carregado e muito escuro para aquela hora matinal.
Nas cavalariças os cavalos estavam agitados, confirmando assim o que eu temia.
Não iria ser só chuva, a tempestade seria muito pior.
Voltei para casa e preparei-me para a minha viagem de cavalo.
As minhas vestes pretas eram perfeitas para a fuga.
Ninguém me poderia reconhecer e como tal usei roupas que ninguém viu e inclui a capa que eu desenhara.
O plano era perfeito, pois até o cavalo iria ficar irreconhecivel.
Tratei de tudo ao pormenor.
Eu de preto e o cavalo também.
Fui para a cavalariça e vesti o meu cavalo, estava mesmo irreconhecivel.
Olhei para ele e ele acalmou-se. Disse-lhe que iria tudo correr bem e ele fechou os olhos.
Voltei para casa e tratei de mim.
Ninguém me podia ver a cara.
Quando já estava pronta para a partida, andei com muita cautela. Eu era uma sombra no meio daquele casarão.
Passei por um quatro deserto e deixei lá uma carta explicando a razão de tal desaparecimento.
Pensei em todos os que amo ao chegar à grande porta. Eles só estariam seguros se eu saísse dali.
Corri para a cavalariça e comecei a minha longa viagem.
Ao longe ouvia-se um trovão, o meu cavalo começou a correr cada vez mais...
Andamos sem parar durante horas, não podíamos parar, se parássemos seria o fim.
Mais um trovão e desta vez um disparo a poucos quilómetros.
Parecia que eu e o meu cavalo tínhamos um elo de ligação que era possível ter os mesmos pensamentos. Não precisei de o conduzir para se afastar dos disparos ou para ser mais veloz, ele próprio sabia quando devia ser mais selvagem.
Percorremos a grande velocidade sempre a ouvir gritos de grande frustração por parte daqueles que nos perseguiam. Estavam muito longe de nos acertar, mas mesmo assim continuavam a disparar.
Subimos por um carreiro íngreme que nos iria levar para o sitio que eu escolhera.
O meu cavalo estava cansado mas mesmo assim não desistiu e continuou a correr.
Ao chegarmos levei-o e tratei dele.
Este novo casarão não era visível lá de baixo e assim era impossível chegarem até cá.
A chuva apagou todo o rasto.
Agora era apenas uma questão de tempo, até poder meter todos os pontos nos "i's" e preparar-me para o derradeiro jogo sujo que me prepararam.
O cheiro da terra molhada fez-me lembrar de um passado próximo.
Toquei nas folhas molhadas pela chuva e lembrei -me do toque das gotas da chuva no meu cabelo e no meu rosto.
O céu estava a ficar novamente carregado e muito escuro para aquela hora matinal.
Nas cavalariças os cavalos estavam agitados, confirmando assim o que eu temia.
Não iria ser só chuva, a tempestade seria muito pior.
Voltei para casa e preparei-me para a minha viagem de cavalo.
As minhas vestes pretas eram perfeitas para a fuga.
Ninguém me poderia reconhecer e como tal usei roupas que ninguém viu e inclui a capa que eu desenhara.
O plano era perfeito, pois até o cavalo iria ficar irreconhecivel.
Tratei de tudo ao pormenor.
Eu de preto e o cavalo também.
Fui para a cavalariça e vesti o meu cavalo, estava mesmo irreconhecivel.
Olhei para ele e ele acalmou-se. Disse-lhe que iria tudo correr bem e ele fechou os olhos.
Voltei para casa e tratei de mim.
Ninguém me podia ver a cara.
Quando já estava pronta para a partida, andei com muita cautela. Eu era uma sombra no meio daquele casarão.
Passei por um quatro deserto e deixei lá uma carta explicando a razão de tal desaparecimento.
Pensei em todos os que amo ao chegar à grande porta. Eles só estariam seguros se eu saísse dali.
Corri para a cavalariça e comecei a minha longa viagem.
Ao longe ouvia-se um trovão, o meu cavalo começou a correr cada vez mais...
Andamos sem parar durante horas, não podíamos parar, se parássemos seria o fim.
Mais um trovão e desta vez um disparo a poucos quilómetros.
Parecia que eu e o meu cavalo tínhamos um elo de ligação que era possível ter os mesmos pensamentos. Não precisei de o conduzir para se afastar dos disparos ou para ser mais veloz, ele próprio sabia quando devia ser mais selvagem.
Percorremos a grande velocidade sempre a ouvir gritos de grande frustração por parte daqueles que nos perseguiam. Estavam muito longe de nos acertar, mas mesmo assim continuavam a disparar.
Subimos por um carreiro íngreme que nos iria levar para o sitio que eu escolhera.
O meu cavalo estava cansado mas mesmo assim não desistiu e continuou a correr.
Ao chegarmos levei-o e tratei dele.
Este novo casarão não era visível lá de baixo e assim era impossível chegarem até cá.
A chuva apagou todo o rasto.
Agora era apenas uma questão de tempo, até poder meter todos os pontos nos "i's" e preparar-me para o derradeiro jogo sujo que me prepararam.
sábado, 11 de setembro de 2010
A Tempestade
Primeiro uma gota depois outra seguida de um enorme relampago e depois um enorme trovão.
Assim começou a grande tempestade, aquela que iria fundir-se nas minhas lágrimas, aquela que me iria encaminhar até aos dias de paz.
Sofremos as duas de uma maneira inimaginável.
Juntas passamos por situções não amigáveis.
Lutamos na altura de maior dor e iremos lutar até ao fim nas nossas conquistas, batalhas e guerras sempre juntas como fora sempre.
A amizade não tem preço e à que ser preservada como temos feito.
A cada dia aprendemos algo uma com a outra.
A nossa amizade ficou mais sólida no momento da grande tempestade.
Aqueles dias de chuva e frio foram maus em alguns aspectos, mas muito bons e maravilhosos noutros.
Fomos como uma só, dois seres fundidos num só onde existia sofrimento.
Agora os dias são de um sol abrasador que já fez com que algumas gotas de chuva saissem do nosso caminho, preenchendo esses espaços de grande felicidade.
Obrigada por todos os momentos maninha.
Nota da Autora: Este post é dedicado à minha melhor amiga e irmã Tânia Dias.
Assim começou a grande tempestade, aquela que iria fundir-se nas minhas lágrimas, aquela que me iria encaminhar até aos dias de paz.
Sofremos as duas de uma maneira inimaginável.
Juntas passamos por situções não amigáveis.
Lutamos na altura de maior dor e iremos lutar até ao fim nas nossas conquistas, batalhas e guerras sempre juntas como fora sempre.
A amizade não tem preço e à que ser preservada como temos feito.
A cada dia aprendemos algo uma com a outra.
A nossa amizade ficou mais sólida no momento da grande tempestade.
Aqueles dias de chuva e frio foram maus em alguns aspectos, mas muito bons e maravilhosos noutros.
Fomos como uma só, dois seres fundidos num só onde existia sofrimento.
Agora os dias são de um sol abrasador que já fez com que algumas gotas de chuva saissem do nosso caminho, preenchendo esses espaços de grande felicidade.
Obrigada por todos os momentos maninha.
Nota da Autora: Este post é dedicado à minha melhor amiga e irmã Tânia Dias.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Secret Love
I walked a long way till I saw you.
You came without a notice and came to meet me.
Your eyes made me sight and your smile illuminated my way.
I look to you discreetly trying to memorize all your face details.
Your curly hair dance and the breeze bring to me the sweet fragrance of your perfume.
I stop looking to you.
I thought to me how could be me the privileged to see you.
You touch on my chin making me up my head.
You fixed your eyes on mines like you always had known me.
I smiled to break the tension I felt inside me.
You told me that it was impossible stop looking to me, but I couldn’t tell you the same.
Far away somebody called me.
You hold my hand, join at your face and you close your eyes.
I felt your temperature through my fingers like an electric current that connect us together.
I closed my eyes and look over your face with my other hand.
You sight.
We hugged for being the moment of our farewell.
I whisper at your ear and you smiled.
Somebody call me again.
You kissed me in the middle of tears.
Nobody could make us wake up of that dream that was our secret love.
You came without a notice and came to meet me.
Your eyes made me sight and your smile illuminated my way.
I look to you discreetly trying to memorize all your face details.
Your curly hair dance and the breeze bring to me the sweet fragrance of your perfume.
I stop looking to you.
I thought to me how could be me the privileged to see you.
You touch on my chin making me up my head.
You fixed your eyes on mines like you always had known me.
I smiled to break the tension I felt inside me.
You told me that it was impossible stop looking to me, but I couldn’t tell you the same.
Far away somebody called me.
You hold my hand, join at your face and you close your eyes.
I felt your temperature through my fingers like an electric current that connect us together.
I closed my eyes and look over your face with my other hand.
You sight.
We hugged for being the moment of our farewell.
I whisper at your ear and you smiled.
Somebody call me again.
You kissed me in the middle of tears.
Nobody could make us wake up of that dream that was our secret love.
Introspecção
Preferi andar por aí sem rumo.
Pensei sem cessar nas coisas por que já passei e descobri que certos problemas e situações do passado eram agora nada em comparação ao que vivo neste momento.
Aquelas discoções sem sentido dão me vontade de rir.
Os momentos cómicos fazem-me chorar por querer voltar a vivê-los.
Vejo os momentos mais sérios, como os que mais se pode aprender com eles, se bem que se aprende sempre algo em tudo.
Cada minuto é uma dádiva e uma lição.
Sorri por ver um passarinho a aprender a voar. Ali estava uma lição, uma necessidade.
O que somos nós?
Somos seres que buscam o que desejam para satisfazer as suas necessidades, tal e qual como outro animal.
Por vezes as pessoas sentem necessidades que são favoráveis (ler, cantar, dormir, comer, sorrir, brincar,...) e algumas não muito saudáveis, como é o caso de roubar algo a alguém.
É tudo uma questão de necessidade.
E com tanto pensar fui parar à praia.
Observei as gaivotas que andavam de um lado para o outro ao lado de um barco cheio de peixe.
Fiquei por ali na areia perto da água a sentir a aragem do mar.
Pensei sem cessar nas coisas por que já passei e descobri que certos problemas e situações do passado eram agora nada em comparação ao que vivo neste momento.
Aquelas discoções sem sentido dão me vontade de rir.
Os momentos cómicos fazem-me chorar por querer voltar a vivê-los.
Vejo os momentos mais sérios, como os que mais se pode aprender com eles, se bem que se aprende sempre algo em tudo.
Cada minuto é uma dádiva e uma lição.
Sorri por ver um passarinho a aprender a voar. Ali estava uma lição, uma necessidade.
O que somos nós?
Somos seres que buscam o que desejam para satisfazer as suas necessidades, tal e qual como outro animal.
Por vezes as pessoas sentem necessidades que são favoráveis (ler, cantar, dormir, comer, sorrir, brincar,...) e algumas não muito saudáveis, como é o caso de roubar algo a alguém.
É tudo uma questão de necessidade.
E com tanto pensar fui parar à praia.
Observei as gaivotas que andavam de um lado para o outro ao lado de um barco cheio de peixe.
Fiquei por ali na areia perto da água a sentir a aragem do mar.
sábado, 4 de setembro de 2010
O Protótipo
Decidi andar, apenas por andar.
Alguém olhava-me através da janela com um olhar curioso. Não me atrevi a olhar directamente para saber quem seria. Parecia que todos os olhos daquela casa estavam colados às minhas costas.
Fui em direcção à floresta.
As árvores altas pareciam tocar no céu, os pássaros dançavam entre os ramos.
Percorri um longo caminho sem olhar para trás, ouvindo apenas o som dos meus passos.
Quis parar de pensar nas coisas que teimavam em assombrar-me, mas parecia impossível.
Parecia que eu tinha sido a escolhida para aquela história, em que tudo não passava de enleios e mais enleios.
Sentei-me numa árvore que se encontrava caída.
Comecei a sentir-me livre, uma liberdade que já não sentia há muito tempo.
Levantei-me com os olhos fechados, sorrindo para mim.
Como foi bom sentir algo a levitar dentro de mim.
Uma felicidade que crescia a cada segundo.
Começou a fazer vento e abri os braços.
Parecia que voltara à minha infância.
Abstrai-me de tudo e ali estava eu a cantar e a dançar com um enorme sorriso nos lábios, fazendo daquele cenário um dos mais belos em que se pudesse estar.
Eu saltava e brincava de um lado para o outro, encontrando uma borboleta aqui, outra acolá, um passarinho a tentar voar, animais selvagens...
Passei a noite quase toda naquela festa.
Com a emoção que tinha, decidi ir explorar mais um pouco e foi aí que vi o que sempre me fazia pensar que a floresta não tinha só árvores e seus habitantes.
Um protótipo de pedra que dava acesso a algo que não estava indicado no mapa.
Olhei para ele com curiosidade, toquei na pedra dura e fria.
Caminhei para o local que ele guardava.
O vento ganhou mais força e ali à minha frente encontrava-se um enorme jardim em forma de labirinto e ao fundo uma mansão.
Algo voou na minha direcção, apanhei-o. Era um colar com um coração de um vermelho quase a tingir o preto. Observei-o cuidadosamente e meti-o ao pescoço.
Dirigi-me ao magnífico jardim que ali se encontrava. Ouvia-se uma cascata lá próxima.
Observei as flores e reparei que a maioria eram rosas vermelhas quase pretas.
Ao longe ouvia-se uma melodia que parecia fazer parte do belo cenário em que me encontrava.
Sentei-me num baloiço escutando atentamente aquela música calma e bela. Deixei-me dormir naquele paraíso.
Alguém olhava-me através da janela com um olhar curioso. Não me atrevi a olhar directamente para saber quem seria. Parecia que todos os olhos daquela casa estavam colados às minhas costas.
Fui em direcção à floresta.
As árvores altas pareciam tocar no céu, os pássaros dançavam entre os ramos.
Percorri um longo caminho sem olhar para trás, ouvindo apenas o som dos meus passos.
Quis parar de pensar nas coisas que teimavam em assombrar-me, mas parecia impossível.
Parecia que eu tinha sido a escolhida para aquela história, em que tudo não passava de enleios e mais enleios.
Sentei-me numa árvore que se encontrava caída.
Comecei a sentir-me livre, uma liberdade que já não sentia há muito tempo.
Levantei-me com os olhos fechados, sorrindo para mim.
Como foi bom sentir algo a levitar dentro de mim.
Uma felicidade que crescia a cada segundo.
Começou a fazer vento e abri os braços.
Parecia que voltara à minha infância.
Abstrai-me de tudo e ali estava eu a cantar e a dançar com um enorme sorriso nos lábios, fazendo daquele cenário um dos mais belos em que se pudesse estar.
Eu saltava e brincava de um lado para o outro, encontrando uma borboleta aqui, outra acolá, um passarinho a tentar voar, animais selvagens...
Passei a noite quase toda naquela festa.
Com a emoção que tinha, decidi ir explorar mais um pouco e foi aí que vi o que sempre me fazia pensar que a floresta não tinha só árvores e seus habitantes.
Um protótipo de pedra que dava acesso a algo que não estava indicado no mapa.
Olhei para ele com curiosidade, toquei na pedra dura e fria.
Caminhei para o local que ele guardava.
O vento ganhou mais força e ali à minha frente encontrava-se um enorme jardim em forma de labirinto e ao fundo uma mansão.
Algo voou na minha direcção, apanhei-o. Era um colar com um coração de um vermelho quase a tingir o preto. Observei-o cuidadosamente e meti-o ao pescoço.
Dirigi-me ao magnífico jardim que ali se encontrava. Ouvia-se uma cascata lá próxima.
Observei as flores e reparei que a maioria eram rosas vermelhas quase pretas.
Ao longe ouvia-se uma melodia que parecia fazer parte do belo cenário em que me encontrava.
Sentei-me num baloiço escutando atentamente aquela música calma e bela. Deixei-me dormir naquele paraíso.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Identidade Oculta
Preferi esconder-me nas sombras e ver as coisas acontecerem à minha volta.
Apareceste sem que te pedisse e ali ficaste tu a tentar estragar o que fora construído por mim.
Mudei.
Apareci e não foste capaz de me identificar.
Os meus olhos estavam diferentes perante a revolta que sentia dentro de mim.
Ali estava eu, a verdadeira eu, na luz onde tu me poderias ver sem medos, mas tu não me viste.
Teimaste em chamar-me por um nome que não é o meu.
Teimaste em voltar a negar tudo, mesmo com as cartas em cima da mesa.
Tentaste seduzir quem não se deixa seduzir por ti.
Tentaste em vão destruir o céu, mas foste engolido pelo oceano.
O monstro apareceu.
A tua verdadeira cara apareceu, mas mesmo assim teimaste em me dizer que não.
Virei-te as costas e não gostaste.
Decidiste vingar-te de algo que não tem sentido.
Tentaste atingir-me, mas falhaste o alvo.
Quando pensaste que me atingiste ao fim de várias tentativas falhadas, fingi que tudo acabara ali. Aproximaste-te de mim com a tua verdadeira identidade, aquela que me ocultaste durante o início.
Eu continuava ali a jazar no chão frio à tua espera, à espera do meu momento de glória.
Todos os meus sentidos estavam apurados. Tudo tinha de ser como eu queria e não como tu desejavas.
Olhas-te para a minha cara pálida com os teus olhos vermelhos de fúria e da mais profunda crueldade.
Deste-me um pontapé para te certificares que eu já era.
Não me doeu. A dor da alma era maior que a física.
Ouvi os teus passos a afastarem-se e aí te ataquei.
A tua face fora finalmente revelada.
Apareceste sem que te pedisse e ali ficaste tu a tentar estragar o que fora construído por mim.
Mudei.
Apareci e não foste capaz de me identificar.
Os meus olhos estavam diferentes perante a revolta que sentia dentro de mim.
Ali estava eu, a verdadeira eu, na luz onde tu me poderias ver sem medos, mas tu não me viste.
Teimaste em chamar-me por um nome que não é o meu.
Teimaste em voltar a negar tudo, mesmo com as cartas em cima da mesa.
Tentaste seduzir quem não se deixa seduzir por ti.
Tentaste em vão destruir o céu, mas foste engolido pelo oceano.
O monstro apareceu.
A tua verdadeira cara apareceu, mas mesmo assim teimaste em me dizer que não.
Virei-te as costas e não gostaste.
Decidiste vingar-te de algo que não tem sentido.
Tentaste atingir-me, mas falhaste o alvo.
Quando pensaste que me atingiste ao fim de várias tentativas falhadas, fingi que tudo acabara ali. Aproximaste-te de mim com a tua verdadeira identidade, aquela que me ocultaste durante o início.
Eu continuava ali a jazar no chão frio à tua espera, à espera do meu momento de glória.
Todos os meus sentidos estavam apurados. Tudo tinha de ser como eu queria e não como tu desejavas.
Olhas-te para a minha cara pálida com os teus olhos vermelhos de fúria e da mais profunda crueldade.
Deste-me um pontapé para te certificares que eu já era.
Não me doeu. A dor da alma era maior que a física.
Ouvi os teus passos a afastarem-se e aí te ataquei.
A tua face fora finalmente revelada.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
A Carta
Desci as escadas lentamente enquanto meditava sobre o que deveria fazer para acabar de vez com algo que se tinha abatido na minha vida. Passei por retratos que tinham sido colocados à horas antes, se não fosse a minha mãe a perguntar se gostava, eu nem teria dado conta de que ali estavam.Observei-os com curiosidade e a minha mãe disse-me que ficava ali bem um quadro que eu desenhara.
Acenei afirmativamente e fui buscá-lo ao meu atelier.
O meu quadro chamava-se "A Espera" e nele estava uma jovem à janela de uma catedral gótica, olhando para o mar com atenção, o céu estava coberto de nuvens e no horizonte encontrava-se um barco. Onde estava o barco existia uma abertura no céu. Os raios solares iluminavam o caminho que o barco deve percorrer, até chegar a terra firme. Ao lado eu desenhara um relógio ao de leve como se de uma pena se trata-se, que fez de inspiração ao título do quadro.
Coloquei-o onde a minha mãe o indicara e fiquei a olhá-lo como se não fosse eu a sua autora. As cores carregadas demonstravam visivelmente a angustia daquela personagem.
Mexi no quadro e caiu algo dele para o chão. Achei aquilo estranho até porque ninguém lá entrava sem ser eu.
Peguei no que tinha caído e vi que era uma carta.
Estava direccionada a mim.
Li-a com toda a minha atenção e só dei por mim quando senti algo a escorrer pelo meu rosto.
Eram lágrimas.
Estava finalmente próximo o dia que tanto esperara.
O dia em que seria finalmente feliz e que todos os monstros e fantasmas do passado iriam morrer para sempre.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Gothic Santuary
O vento batia violentamente nas janelas e as árvores "choravam" à sua passagem.
Eu escrevia para aliviar a minha alma, até que adormeci finalmente.
Tinha um vestido cai-cai preto de cauda vestido. Olhei à minha volta, estava tudo escuro e a única luz que havia era à base de uma tocha. Peguei nela e segui escadas abaixo.
Percorri um grande corredor que me levava até uma ponte de pedra.
A ponte era adornada por símbolos, estátuas e colunas de mármore.
Sigui em frente e entrei numa sala em ruínas, mas que fora preparada por alguém para que eu a encontrasse exactamente desta maneira.
Estava escura, à medida que fui andando a sala iluminou-se.
O chão estava coberto de pétalas de rosas vermelhas. Segui-as...
Foram dar a um piano preto de cauda, que continha lá uma partitura, e uma rosa vermelha com um laço no cale.
Olhei em volta e ali estava também o meu violino sobre uma superfície tapada com um pano de veludo preto.
O salão não tinha janelas, onde deveriam estar as janelas estavam buracos nas paredes com cortinados pretos velhos a voar ao sabor do vento.
Segui até ao piano, sentei-me, observei a rosa e tomei bem atenção à partitura que lá tinha sido colocada.
Era a música que ele me dedicara há alguns anos atrás, naquela em que foi a última vez que visitámos aquele palácio que hoje em dia me chama, como quem diz "Porque é que não me vens ver? Tenho saudades tuas.". Desejo lá ir, eu sei que tenho de ir, mas quando, isso é ainda uma incógnita.
Comecei a tocar, aquela que fora a nossa música.
As lágrimas surgiram de surpresa, mas era tarde de mais. Não conseguia parar de tocar. Era uma necessidade, como respirar para viver.
Cada nota me mostrava um sorriso, um olhar, uma caricia.
A música mostrava-me tu como se nunca tivesses realmente partido.
Um violino começou a tocar, fazendo a música ganhar mais vida.
Olhei para trás sem conseguir parar de tocar e ali estavas tu.
Olhaste para mim com o teu lindo sorriso, aquele que jamais deveria ter sido apagado.
Os pássaros voaram para fora, cantando e elevando a nossa melodia para o mundo exterior.
Eu escrevia para aliviar a minha alma, até que adormeci finalmente.
Tinha um vestido cai-cai preto de cauda vestido. Olhei à minha volta, estava tudo escuro e a única luz que havia era à base de uma tocha. Peguei nela e segui escadas abaixo.
Percorri um grande corredor que me levava até uma ponte de pedra.
A ponte era adornada por símbolos, estátuas e colunas de mármore.
Sigui em frente e entrei numa sala em ruínas, mas que fora preparada por alguém para que eu a encontrasse exactamente desta maneira.
Estava escura, à medida que fui andando a sala iluminou-se.
O chão estava coberto de pétalas de rosas vermelhas. Segui-as...
Foram dar a um piano preto de cauda, que continha lá uma partitura, e uma rosa vermelha com um laço no cale.
Olhei em volta e ali estava também o meu violino sobre uma superfície tapada com um pano de veludo preto.
O salão não tinha janelas, onde deveriam estar as janelas estavam buracos nas paredes com cortinados pretos velhos a voar ao sabor do vento.
Segui até ao piano, sentei-me, observei a rosa e tomei bem atenção à partitura que lá tinha sido colocada.
Era a música que ele me dedicara há alguns anos atrás, naquela em que foi a última vez que visitámos aquele palácio que hoje em dia me chama, como quem diz "Porque é que não me vens ver? Tenho saudades tuas.". Desejo lá ir, eu sei que tenho de ir, mas quando, isso é ainda uma incógnita.
Comecei a tocar, aquela que fora a nossa música.
As lágrimas surgiram de surpresa, mas era tarde de mais. Não conseguia parar de tocar. Era uma necessidade, como respirar para viver.
Cada nota me mostrava um sorriso, um olhar, uma caricia.
A música mostrava-me tu como se nunca tivesses realmente partido.
Um violino começou a tocar, fazendo a música ganhar mais vida.
Olhei para trás sem conseguir parar de tocar e ali estavas tu.
Olhaste para mim com o teu lindo sorriso, aquele que jamais deveria ter sido apagado.
Os pássaros voaram para fora, cantando e elevando a nossa melodia para o mundo exterior.
domingo, 22 de agosto de 2010
Desilusão
Desci a rua a correr perdida entre lágrimas que me cobriam a face.
Os meus olhos estavam muito vermelhos e as minhas olheiras faziam notar mais uma noite que não dormira.
Já estava cansada por não conseguir dormir, mas mesmo com muito sono não conseguia dormir, era como se algo me impedisse de descansar.
Cheguei ao rio, observei o meu reflexo na água tranquila da margem e vi uma pessoa que não era eu. Eu aquela que era conhecida por ter uns olhos bonitos e um lindo sorriso desaparecera. Agora existia aquela que era conhecida por ter um olhar sem vida, aquela que se apagara.
As pessoas falavam comigo, mas era como se não estivessem ali. Eu não as ouvia e não as conseguia entender.
Diziam que morrera interiormente.
Culpada era como me sentia. Isso sim...
Culpada por ter ido atrás do que sentia, por pensar que era a escolha certa.
Culpada por imaginar que as coisas seriam diferentes quando na realidade as provas estiveram ali mesmo à minha frente e eu não fui capaz de as perceber.
Tive de conviver com as consequências de ter conhecido tais monstros em forma de gente.
Agora é altura de encontrar um novo rumo e acabar com este inferno de vez.
Os meus olhos estavam muito vermelhos e as minhas olheiras faziam notar mais uma noite que não dormira.
Já estava cansada por não conseguir dormir, mas mesmo com muito sono não conseguia dormir, era como se algo me impedisse de descansar.
Cheguei ao rio, observei o meu reflexo na água tranquila da margem e vi uma pessoa que não era eu. Eu aquela que era conhecida por ter uns olhos bonitos e um lindo sorriso desaparecera. Agora existia aquela que era conhecida por ter um olhar sem vida, aquela que se apagara.
As pessoas falavam comigo, mas era como se não estivessem ali. Eu não as ouvia e não as conseguia entender.
Diziam que morrera interiormente.
Culpada era como me sentia. Isso sim...
Culpada por ter ido atrás do que sentia, por pensar que era a escolha certa.
Culpada por imaginar que as coisas seriam diferentes quando na realidade as provas estiveram ali mesmo à minha frente e eu não fui capaz de as perceber.
Tive de conviver com as consequências de ter conhecido tais monstros em forma de gente.
Agora é altura de encontrar um novo rumo e acabar com este inferno de vez.
sábado, 21 de agosto de 2010
Celtic Tiger
Viajei durante algum tempo para esquecer o passado e o que sofri.
Descobri novas terras e com elas novas histórias e tradições que me fascinaram a cada minuto que passava com aquelas pessoas simples e hospitaleiras.
Viajei, viajei, viajei...
Cheguei até à Irlanda.
As ruínas dos castelos fazem agora parte dos postais naturais do local.
A vegetação selvagem trás consigo uma grande paz e com ela descobri toda a maravilha daquele país.
As ruas tinham um som que me era familiar. Caminhei ao som daquele som, tentado descobrir de onde é que ele vinha.
Caminhei por entre ruas e descobri "Celtic Tiger".
Dançavam sapateado como mais ninguém o sabe dançar. As coreografias formavam formas, como estrelas, flores, entre outros.
As roupas eram magnificas. Os vestidos e os fatos da cor de tigre faziam o cenário tornar-se mais magnifico.
As pessoas em redor dançavam e vibravam com a emoção espelhada no rosto.
"Celtic Tiger" foi um dos melhores espectáculos de sapateado que já vi.
Descobri novas terras e com elas novas histórias e tradições que me fascinaram a cada minuto que passava com aquelas pessoas simples e hospitaleiras.
Viajei, viajei, viajei...
Cheguei até à Irlanda.
As ruínas dos castelos fazem agora parte dos postais naturais do local.
A vegetação selvagem trás consigo uma grande paz e com ela descobri toda a maravilha daquele país.
As ruas tinham um som que me era familiar. Caminhei ao som daquele som, tentado descobrir de onde é que ele vinha.
Caminhei por entre ruas e descobri "Celtic Tiger".
Dançavam sapateado como mais ninguém o sabe dançar. As coreografias formavam formas, como estrelas, flores, entre outros.
As roupas eram magnificas. Os vestidos e os fatos da cor de tigre faziam o cenário tornar-se mais magnifico.
As pessoas em redor dançavam e vibravam com a emoção espelhada no rosto.
"Celtic Tiger" foi um dos melhores espectáculos de sapateado que já vi.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
O Intruso de Duas Caras
A primavera chegara cheia de cores e de alegria, mas para mim não passava de mais uma etapa do ano como todas as outras.
Fui jantar com os meus amigos mais chegados e decidimos ir passear.
Fomos a uma geladaria, sentei-me na esplanada a comer um gelado de café e foi aí que o vi. Estava no calçadão a falar com um grupo de amigos. Entraram na geladaria e foram levados para uma mesa que ficava ao lado da nossa. Senti que estava a ser observada. Continuei a comer o meu gelado como se nada fosse, até que olhei discretamente para a sua mesa. Ele não tirava os olhos de cima de mim. Falei com uma amiga e decidimos ir até ao calçadão e voltar para a mesa a fim de tirar as nossas conclusões. O jovem continuava a olhar sem cessar.
Na altura de irmos embora ele levantou-se, perguntou-me se ia já embora e perguntou o meu nome. Eu não queria acreditar que isto estava a acontecer, mas como não sou mal educada respondi-lhe com simpatia e normalidade, ele disse-me o seu nome desejei-lhe uma boa noite e segui o meu caminho. Ele continuou em pé a olhar fixamente para mim.
Passaram-se alguns meses até o voltar a ver (pensava eu).
Ele conseguiu entrar na minha vida, fazendo-me acreditar que era um tipo de pessoa mas afinal era outra completamente diferente.
Iludiu-me com as suas conversas, com as suas mentiras que ainda hoje ele diz serem verdades.
Tentou usar-me para fazer ciumes a outra pessoa, mas enganou-se na escolha.
Tentou destruir o meu universo, mas foi o dele que acabou.
Engana-se a ele e aos que estão à sua volta, mas a mim não me engana mais.
Tem cara de quem não parte um prato, mas partiu inúmeros trens de cozinha.
Não é capaz de se fazer frente aos problemas, esconde-se deles como uma criança e só tem coragem à frente de um computador, pois se for à frente da pessoa diz que está tudo bem, que não há problemas nenhuns, enfim um santinho...
É um estrangeiro que veio para cá armado em santo e em senhor do universo.
O universo não tem espaço para o ego dele. Sou capaz de ver ele à frente de um espelho mostrando as suas duas caras e o seu aclamado ego.
Fui jantar com os meus amigos mais chegados e decidimos ir passear.
Fomos a uma geladaria, sentei-me na esplanada a comer um gelado de café e foi aí que o vi. Estava no calçadão a falar com um grupo de amigos. Entraram na geladaria e foram levados para uma mesa que ficava ao lado da nossa. Senti que estava a ser observada. Continuei a comer o meu gelado como se nada fosse, até que olhei discretamente para a sua mesa. Ele não tirava os olhos de cima de mim. Falei com uma amiga e decidimos ir até ao calçadão e voltar para a mesa a fim de tirar as nossas conclusões. O jovem continuava a olhar sem cessar.
Na altura de irmos embora ele levantou-se, perguntou-me se ia já embora e perguntou o meu nome. Eu não queria acreditar que isto estava a acontecer, mas como não sou mal educada respondi-lhe com simpatia e normalidade, ele disse-me o seu nome desejei-lhe uma boa noite e segui o meu caminho. Ele continuou em pé a olhar fixamente para mim.
Passaram-se alguns meses até o voltar a ver (pensava eu).
Ele conseguiu entrar na minha vida, fazendo-me acreditar que era um tipo de pessoa mas afinal era outra completamente diferente.
Iludiu-me com as suas conversas, com as suas mentiras que ainda hoje ele diz serem verdades.
Tentou usar-me para fazer ciumes a outra pessoa, mas enganou-se na escolha.
Tentou destruir o meu universo, mas foi o dele que acabou.
Engana-se a ele e aos que estão à sua volta, mas a mim não me engana mais.
Tem cara de quem não parte um prato, mas partiu inúmeros trens de cozinha.
Não é capaz de se fazer frente aos problemas, esconde-se deles como uma criança e só tem coragem à frente de um computador, pois se for à frente da pessoa diz que está tudo bem, que não há problemas nenhuns, enfim um santinho...
É um estrangeiro que veio para cá armado em santo e em senhor do universo.
O universo não tem espaço para o ego dele. Sou capaz de ver ele à frente de um espelho mostrando as suas duas caras e o seu aclamado ego.
domingo, 15 de agosto de 2010
Abismo
A tempestade abateu-se sobe mim.
Os mares estavam revoltos.
O céu estava pesado, cheio de nuvens negras que brilhavam com as cores dos relâmpagos.
As ondas batiam contra as rochas afiadas como facas que esperavam para me agarrar ao mínimo deslize.
As gotas da chuva eram frias e fortes.
Senti algo a tocar-me. Olhei e vi uns olhos a implorar.
Dei-lhe a mão. Era a última vez que o iria ver.
Despedi-me.
Já não acreditava em mais nada, tudo não passara de mentiras para me fazerem sentir feliz.
Já não acreditava em nada nem no mais simples gesto como um sorriso.
Ele chorava e eu também. Chorava por não ter sido capaz de acabar com aquele sofrimento. Eu chorava por não conseguir acreditar mais nele e por não acreditar no que as pessoas me diziam.
Sentia-me traída e enganada.
O mundo enganara-me sem dó nem piedade.
Agora tudo o que me restava era aquela dor que me consumia por dentro e me tirava todas as minhas forças.
O fim aproximava-se. Eu sentia-o cada vez mais próximo a cada minuto que passava.
Olhei para o céu.
Ele tentou agarrar o meu braço, mas foi tarde de mais.
Saltei do penhasco desejando acabar com a dor de uma vez por todas.
Os mares estavam revoltos.
O céu estava pesado, cheio de nuvens negras que brilhavam com as cores dos relâmpagos.
As ondas batiam contra as rochas afiadas como facas que esperavam para me agarrar ao mínimo deslize.
As gotas da chuva eram frias e fortes.
Senti algo a tocar-me. Olhei e vi uns olhos a implorar.
Dei-lhe a mão. Era a última vez que o iria ver.
Despedi-me.
Já não acreditava em mais nada, tudo não passara de mentiras para me fazerem sentir feliz.
Já não acreditava em nada nem no mais simples gesto como um sorriso.
Ele chorava e eu também. Chorava por não ter sido capaz de acabar com aquele sofrimento. Eu chorava por não conseguir acreditar mais nele e por não acreditar no que as pessoas me diziam.
Sentia-me traída e enganada.
O mundo enganara-me sem dó nem piedade.
Agora tudo o que me restava era aquela dor que me consumia por dentro e me tirava todas as minhas forças.
O fim aproximava-se. Eu sentia-o cada vez mais próximo a cada minuto que passava.
Olhei para o céu.
Ele tentou agarrar o meu braço, mas foi tarde de mais.
Saltei do penhasco desejando acabar com a dor de uma vez por todas.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
The Dream
The night started with a big storm.
My day was really hard and I just want protection of my bed and of my world.
I cry.
I took my album and I look to a photo of a beautiful woman holding a picture-frame. She has something with her. I feel free and protected when I look to her.
I take her photo and after there is a boy. In fact it is a photo of a young man.
I take is photo too and I look to him.
It’s too late. My eyes want to close and I fall asleep.
Darkness…
I walk and suddenly the thick fog envelops me.
In the middle there’s a smiling face, I recognize it.
It’s him the boy of the photo.
We look to each other.
The thick fog continues enveloping us, like a protection barrier. It seems no one can see or know we are there.
He guides me to a rock, our smiles shows all the feelings we feel to each other.
The wind is slowing down and the sun appears shining bright.
He takes me to his arms and pushes me up to his chest.
The environment seems be at our favour, the birds dance and sing, the butterflies dance above us making a perfect circle.
We look to the horizon, I feel free and happy with him.
I awake.
Outside it steals raining, the sound of the storm seems the crash of two rocks and the light of it enters in my room like the flash of a camera.
The two photos are together in my hand. I look to him and ask “why?”.
I’m feeling so lost.
Lost in a world where the only thing that matters is what the others want.
A world were exist so evil and jealousy.
This world is cruel and selfish.
I’m lost without you.
All that happiness was just a dream.
My day was really hard and I just want protection of my bed and of my world.
I cry.
I took my album and I look to a photo of a beautiful woman holding a picture-frame. She has something with her. I feel free and protected when I look to her.
I take her photo and after there is a boy. In fact it is a photo of a young man.
I take is photo too and I look to him.
It’s too late. My eyes want to close and I fall asleep.
Darkness…
I walk and suddenly the thick fog envelops me.
In the middle there’s a smiling face, I recognize it.
It’s him the boy of the photo.
We look to each other.
The thick fog continues enveloping us, like a protection barrier. It seems no one can see or know we are there.
He guides me to a rock, our smiles shows all the feelings we feel to each other.
The wind is slowing down and the sun appears shining bright.
He takes me to his arms and pushes me up to his chest.
The environment seems be at our favour, the birds dance and sing, the butterflies dance above us making a perfect circle.
We look to the horizon, I feel free and happy with him.
I awake.
Outside it steals raining, the sound of the storm seems the crash of two rocks and the light of it enters in my room like the flash of a camera.
The two photos are together in my hand. I look to him and ask “why?”.
I’m feeling so lost.
Lost in a world where the only thing that matters is what the others want.
A world were exist so evil and jealousy.
This world is cruel and selfish.
I’m lost without you.
All that happiness was just a dream.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
A Rosa
As portas abriram-se e os espectadores começaram por entrar. As suas caras demonstravam a curiosidade que tinham perante o espectáculo que estavam prestes a presenciar e a viver com as personagens que entrariam em palco.
Estávamos num antigo teatro ou devo chamar-lhe de palácio?
O casarão é adornado por talha dourada, os tectos foram pintados por grandes pintores da época...
O meu camarim era acolhedor, tinha grandes jarras que acolhiam no seu interior flores e verduras, haviam quadros que demonstravam os grandes mestres que pernoitaram naquele que seria o meu cantinho durante seis meses. O camarim estava iluminado por castiçais que lhe davam um ar mais clássico e as mobílias eram de um estilo antigo. O que mais me impressionava nele era o estilo gótico e o grande espelho adornado com rosas encrostadas que se estendia à minha frente.
Alguém bateu à porta...
A minha protectora entrou com um grande sorriso no rosto, os seus olhos brilharam e ajudou-me a vestir o vestido para o acto 1.
Ela desejou-me muita merda (termo artistico para que não aconteça nenhum azar) e segui o meu caminho até ao grande auditório.
Caminhei de cabeça baixa pensando no que me estava a acontecer, respirei fundo, abri os meus olhos e entrei.
Observei a sala, era impossivel ver quem quer que fosse. Estava escuro, apenas conseguia sentir os olhos fixos em mim.
Andei pelo palco, a orquestra começou a tocar e voei livremente sem ter de me preocupar com nada. O meu sonho estava a ser realizado.
A peça terminou duas horas e meia depois de ter entrado pela primeira vez no palco. A minha protectora foi ter comigo, deu-me os parabéns e um grande ramo de flores em nome da produção.
Fui para a rua apanhar ar.
A noite estava calma e amena. As estátuas estavam tapadas com a neve que caira na noite anterior. Transmitiam força, garra e luta.
Observei tudo ao promenor e a vista que se estendia à minha frente era linda. A cidade estava iluminada aos meus pés.
Sentei-me aos pés de uma gárgula a olhar as estrelas que brilhavam no céu.
Alguem me tocou.
Olhei para a pessoa, era um jovem, mas não me mostrou a cara. Entegou-me uma rosa vermelha e transmitiu-me um recado "esta noite estiveste com os anjos". Arrepiei-me com aquele recado.
Lembrei-me que já alguém me tinha sitado a mesma frase há alguns anos atrás.
Olhei para a rosa que estava sobre a minha mão. Era de um vermelho vivo, o cale verde tinha um laço verde.
Uma lágrima percorreu-me o rosto, chegou ao meu queixo e caiu nas costas da minha mão.
Levantei-me e olhei para o céu. A rosa estava com o vermelho mais vivo que antes.
Guardei-a dentro de um cristal. Continua como se tivesse sido recolhida à menos de um minuto.
A peça foi um enorme socesso durante os seis meses em que participei.
Estávamos num antigo teatro ou devo chamar-lhe de palácio?
O casarão é adornado por talha dourada, os tectos foram pintados por grandes pintores da época...
O meu camarim era acolhedor, tinha grandes jarras que acolhiam no seu interior flores e verduras, haviam quadros que demonstravam os grandes mestres que pernoitaram naquele que seria o meu cantinho durante seis meses. O camarim estava iluminado por castiçais que lhe davam um ar mais clássico e as mobílias eram de um estilo antigo. O que mais me impressionava nele era o estilo gótico e o grande espelho adornado com rosas encrostadas que se estendia à minha frente.
Alguém bateu à porta...
A minha protectora entrou com um grande sorriso no rosto, os seus olhos brilharam e ajudou-me a vestir o vestido para o acto 1.
Ela desejou-me muita merda (termo artistico para que não aconteça nenhum azar) e segui o meu caminho até ao grande auditório.
Caminhei de cabeça baixa pensando no que me estava a acontecer, respirei fundo, abri os meus olhos e entrei.
Observei a sala, era impossivel ver quem quer que fosse. Estava escuro, apenas conseguia sentir os olhos fixos em mim.
Andei pelo palco, a orquestra começou a tocar e voei livremente sem ter de me preocupar com nada. O meu sonho estava a ser realizado.
A peça terminou duas horas e meia depois de ter entrado pela primeira vez no palco. A minha protectora foi ter comigo, deu-me os parabéns e um grande ramo de flores em nome da produção.
Fui para a rua apanhar ar.
A noite estava calma e amena. As estátuas estavam tapadas com a neve que caira na noite anterior. Transmitiam força, garra e luta.
Observei tudo ao promenor e a vista que se estendia à minha frente era linda. A cidade estava iluminada aos meus pés.
Sentei-me aos pés de uma gárgula a olhar as estrelas que brilhavam no céu.
Alguem me tocou.
Olhei para a pessoa, era um jovem, mas não me mostrou a cara. Entegou-me uma rosa vermelha e transmitiu-me um recado "esta noite estiveste com os anjos". Arrepiei-me com aquele recado.
Lembrei-me que já alguém me tinha sitado a mesma frase há alguns anos atrás.
Olhei para a rosa que estava sobre a minha mão. Era de um vermelho vivo, o cale verde tinha um laço verde.
Uma lágrima percorreu-me o rosto, chegou ao meu queixo e caiu nas costas da minha mão.
Levantei-me e olhei para o céu. A rosa estava com o vermelho mais vivo que antes.
Guardei-a dentro de um cristal. Continua como se tivesse sido recolhida à menos de um minuto.
A peça foi um enorme socesso durante os seis meses em que participei.
domingo, 8 de agosto de 2010
O Choro dos Inocentes
Londres.
As ruas estavam frias, estivera a chover durante toda a noite.
Observei o velho candeeiro que dançava ao sabor do vento que fustigava toda a cidade.
Caminhei até à margem do rio Tamisa e fiquei por lá à espera do amanhecer.
A chuva acabou por cessar, as nuvens começaram a dispersar e no meio delas apareceu o sol.
O céu estava avermelhado, o que não era nada óptimo. Os tempos estavam mudados e a criminalidade estava a crescer a olhos vistos. Antigamente diziam que céu avermelhado era sinónimo de sangue. Fiz esse pensamento sair imediatamente da minha mente e segui até ao Hide Park.
O parque estava deserto, as gotas da chuva caiam lentamente da copa das árvores. A relva estava molhada mas mesmo assim continuei.
A cidade começou a acordar lentamente para mais um dia, para a realidade.
Parei e olhei para mim. Estava com o meu vestido bordado, o meu crucifixo, a minha capa preta e estava exausta. A noite fora uma das melhores de sempre. A banda conseguiu lucrar bastante esta noite, apresentámos dois novos temas e o público ficou ao rubro, mas mesmo assim não consegui estar feliz com o êxito obtido. Havia algo diferente, algo estranho...
Fui para casa.
As árvores que percorriam o carreiro até casa pareciam estar diferentes. Os passarinhos que cantavam sempre que chegava a casa não se encontravam ali.
Entrei, subi as escadas e chamei pela minha irmã. Chamei por ela várias vezes, mas nunca obtinha respostas.
Na mesa da sala estava lá uma carta direccionada em meu nome, peguei nela e reconheci a letra.
A minha irmã "abandonara-me" e deixou-me pistas que me levariam até ela.
Algo acontecera e ela desapareceu para me proteger. Aquilo era tudo muito estranho, mas como uma das coisas que mais nos ligava era a lealdade, fiz o que ela me pediu.
Passaram-se meses desde a manhã que recebi aquela carta.
A banda terminou, ficámos afortunados com as receitas obtidas durante os anos que actuamos.
Encontrei a minha irmã e com ela muitas respostas a acontecimentos que sempre me marcaram.
O nosso reencontro foi emotivo. Conseguimos mudar muitos acontecimentos que poderiam tornar-se trágicos.
As ruas estavam frias, estivera a chover durante toda a noite.
Observei o velho candeeiro que dançava ao sabor do vento que fustigava toda a cidade.
Caminhei até à margem do rio Tamisa e fiquei por lá à espera do amanhecer.
A chuva acabou por cessar, as nuvens começaram a dispersar e no meio delas apareceu o sol.
O céu estava avermelhado, o que não era nada óptimo. Os tempos estavam mudados e a criminalidade estava a crescer a olhos vistos. Antigamente diziam que céu avermelhado era sinónimo de sangue. Fiz esse pensamento sair imediatamente da minha mente e segui até ao Hide Park.
O parque estava deserto, as gotas da chuva caiam lentamente da copa das árvores. A relva estava molhada mas mesmo assim continuei.
A cidade começou a acordar lentamente para mais um dia, para a realidade.
Parei e olhei para mim. Estava com o meu vestido bordado, o meu crucifixo, a minha capa preta e estava exausta. A noite fora uma das melhores de sempre. A banda conseguiu lucrar bastante esta noite, apresentámos dois novos temas e o público ficou ao rubro, mas mesmo assim não consegui estar feliz com o êxito obtido. Havia algo diferente, algo estranho...
Fui para casa.
As árvores que percorriam o carreiro até casa pareciam estar diferentes. Os passarinhos que cantavam sempre que chegava a casa não se encontravam ali.
Entrei, subi as escadas e chamei pela minha irmã. Chamei por ela várias vezes, mas nunca obtinha respostas.
Na mesa da sala estava lá uma carta direccionada em meu nome, peguei nela e reconheci a letra.
A minha irmã "abandonara-me" e deixou-me pistas que me levariam até ela.
Algo acontecera e ela desapareceu para me proteger. Aquilo era tudo muito estranho, mas como uma das coisas que mais nos ligava era a lealdade, fiz o que ela me pediu.
Passaram-se meses desde a manhã que recebi aquela carta.
A banda terminou, ficámos afortunados com as receitas obtidas durante os anos que actuamos.
Encontrei a minha irmã e com ela muitas respostas a acontecimentos que sempre me marcaram.
O nosso reencontro foi emotivo. Conseguimos mudar muitos acontecimentos que poderiam tornar-se trágicos.
Music Is The Key
Foi amor à primeira vista.
Desde então que juntos lutamos arduamente por algo que nos faz feliz.
Com um pedaço de papel te escrevo.
Transformo uma simples folha musical numa preciosidade.
O que seria eu sem ti?
O que seria do Mundo sem o teu amor, a tua vasta sonoridade, a tua história?
Eu sou um instrumento teu.
Sou a tua voz.A tua alma.
A realização de um sonho.
Tu és o meu grande tesouro. O tesouro que nunca me será roubado, aquele que nunca irá morrer.
Eu sou tu.
You are the key of my soul.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
One Last Flight
O crepúsculo estava prestes a chegar. Eu sentia-me só e perdida neste mundo negro que desabava a cada segundo que passava.
As estátuas de pedra pareciam que me observavam enquanto andava.
A escuridão percorria a maioria dos corredores da catedral que se estendia sob o meu olhar e penetrei por entre as brumas.
Tudo à minha volta era me desconhecido.
Percorri corredores que a única iluminação que tinham era a luz de tochas.
Parei.
Havia uma mensagem na parede. Algo estava prestes a acontecer.
Senti-me melhor a cada passo que dava, era como se me estivesse a libertar de algo que me sufocara no passado.
De súbito vi finalmente a luz ao final do túnel e com ela senti uma enorme vontade de correr.
Corri o mais rápido que as minhas pernas o permitiam e parei subitamente numa das varandas do último andar. A varanda era pequena e adornada por estátuas de animais do sobrenatural.
O ar fresco fez sentir-me bem e a paisagem à minha frente, fazia com que outro local fosse completamente insignificante ao pé de si.
O ar envolveu-me entre si e subi para o parapeito da varanda. O meu vestido branco agitava-se com o vento, inclinei-me um pouco para a frente, abri os braços e …
Voei!
As estátuas de pedra pareciam que me observavam enquanto andava.
A escuridão percorria a maioria dos corredores da catedral que se estendia sob o meu olhar e penetrei por entre as brumas.
Tudo à minha volta era me desconhecido.
Percorri corredores que a única iluminação que tinham era a luz de tochas.
Parei.
Havia uma mensagem na parede. Algo estava prestes a acontecer.
Senti-me melhor a cada passo que dava, era como se me estivesse a libertar de algo que me sufocara no passado.
De súbito vi finalmente a luz ao final do túnel e com ela senti uma enorme vontade de correr.
Corri o mais rápido que as minhas pernas o permitiam e parei subitamente numa das varandas do último andar. A varanda era pequena e adornada por estátuas de animais do sobrenatural.
O ar fresco fez sentir-me bem e a paisagem à minha frente, fazia com que outro local fosse completamente insignificante ao pé de si.
O ar envolveu-me entre si e subi para o parapeito da varanda. O meu vestido branco agitava-se com o vento, inclinei-me um pouco para a frente, abri os braços e …
Voei!
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Message In A Bottle
Old letters, who don’t have it?
I found a letter that he had sent to me on holidays. It was a long time ago. He sent it with a photo of him. His face was like the face of an angel and his eyes the windows of a pure soul.
I can’t take my eyes of the photo. It's like a lake of inspiration.
My piano had been waiting for me. I deep breathe and start composing music. It sounds warm like him. For every note I play I can see our smiles, the shining on our eyes when we were together. Memories…
The night have been different, I feel that something has changed.
I decided to take a walk.
The wind was strong and warm.
I walked through the middle of the forest during several hours. The moon was high and shined like a candle in an old street. The winds passed through the foliage and they seem to be dancing.
In the end of the road there was a desert beach.
I never was there before. The sand was fine and soft, the water was to calm like a swimming pool.
It was a starry night. The sound of the waves maked the place be more magical.
The sounds of the nightlife on the forest started. A screech-owl flow into the sky. I stay in the sand and fall asleep. My dream was about him again. The deep brown eyes, the curly brown hair, the smile… I try to catch him and implore to don’t left me beyond, but he disappeared in the middle of thick fog. I wake up. My mind doesn’t stop saying what he said to me:
He left me, he disappeared like in the dream.
Something touched in me. I look around and there was a bottle, it wasn’t there before. I took it and there was a message. I recognized the letter. It was like if was been written right now. How could this be? He wrote it…
They killed my boyfriend in an old house. We love each other and they killed him to can rape me, but that doesn’t happen.
How can a person be so cruel and selfish?
How could two boys of that age killed the most important person of my life?
Many years had pass through this time.
I have been waiting for you.
I LOVE YOU.
I found a letter that he had sent to me on holidays. It was a long time ago. He sent it with a photo of him. His face was like the face of an angel and his eyes the windows of a pure soul.
I can’t take my eyes of the photo. It's like a lake of inspiration.
My piano had been waiting for me. I deep breathe and start composing music. It sounds warm like him. For every note I play I can see our smiles, the shining on our eyes when we were together. Memories…
The night have been different, I feel that something has changed.
I decided to take a walk.
The wind was strong and warm.
I walked through the middle of the forest during several hours. The moon was high and shined like a candle in an old street. The winds passed through the foliage and they seem to be dancing.
In the end of the road there was a desert beach.
I never was there before. The sand was fine and soft, the water was to calm like a swimming pool.
It was a starry night. The sound of the waves maked the place be more magical.
The sounds of the nightlife on the forest started. A screech-owl flow into the sky. I stay in the sand and fall asleep. My dream was about him again. The deep brown eyes, the curly brown hair, the smile… I try to catch him and implore to don’t left me beyond, but he disappeared in the middle of thick fog. I wake up. My mind doesn’t stop saying what he said to me:
“I will always be with you no matter what happen. “I cryed…
He left me, he disappeared like in the dream.
Something touched in me. I look around and there was a bottle, it wasn’t there before. I took it and there was a message. I recognized the letter. It was like if was been written right now. How could this be? He wrote it…
“I’m always with you my love.I look into the sky with his letter on my chest, my tears stoped. The stars formed his face on the sky, and then I understood. I knew what he tried to say. That persons had a emotional instability, they followed me and my sister from several ways, they followed us by a car, they walked beyond us to saw who speak with us or to where we gone and they puted some spies. Even the hours I came back home they knew it.
Be careful, there are terrible people around you.
I try to save me, but there was no change and they killed me.
Take care of yourself, I will try to help you and keep you save.
Forever yours.
O. B.”
They killed my boyfriend in an old house. We love each other and they killed him to can rape me, but that doesn’t happen.
How can a person be so cruel and selfish?
How could two boys of that age killed the most important person of my life?
Many years had pass through this time.
I have been waiting for you.
I LOVE YOU.
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