Os dias passam e tudo parece que foi um sonho que ficou para trás. Por vezes pergunto-me se tudo isto é mesmo real. Parei no tempo.
Tento situar-me o melhor que posso adaptando-me a toda esta rotina diária que me desgasta o corpo e a alma de forma devoraz.
Parece que a minha vida parou em 2010. Ainda tenho dificuldades em escrever uma data.
Toda a minha vida mudou desde que conheci aqueles dois canalhas. Primeiro o conhecimento, depois a tempestade, as lutas e as conquistas, os enganos que me feriram como espadas que cortam tudo à sua passagem e a partir daí a dolorosa recuperação a que fui forçada a fazer sozinha.
As fotografias que me pediam sem eu saber qual o seu objectivo. Eram tantas que para mim aquilo tudo tornou-se absurdo. Rios e rios de tintas e mares de folhas nesta enorme encruzilhada.
O tempo foi passando mas a dor teimava a continuar matar-me e levar-me consigo para a profundeza das trevas.
Tudo me era desconhecido excepto a chuva.
A chuva confundia todas as pessoas que por mim passavam. Eu chorava e a chuva limpava-me o rosto com as suas gotas delicadas e cheias de sabedoria. Ninguém precisava de saber que eu chorava. Apenas eu e a chuva sabíamos. Dançámos juntas e juntas formamos as tempestades até ao dia em que tudo acabou.
O sol rompeu por entre as nuvens e disse que também queria estar presente e assim permaneceu junto à chuva.
O que antes parecia absurdo começou a ter um pouco de sentido.
As coisas com aqueles dois canalhas mudaram drasticamente para nossa felicidade. Falharam o objectivo deles e agora não sabem para onde se devem virar.
O destino fez das suas e hoje estou feliz.
Sinto-me vingada, mas não totalmente.
Todos os que nos fizeram mal, já estão a pagar com juros, mas falta uma coisa... Vingança? Eu não chamo vingança a isto, chamo-lhe destino.
Quem semeia ventos colhe tempestades. Eles semearam muitos ventos e agora chegaram as tempestades. Eis as consequencias de quem brincou com o fogo. Brincaram, queimaram-se. Tão simples quanto isso.
Quero que tudo isto acabe e que não volte mais, pois tudo o que começa termina da mesma forma que nascemos e depois caminhamos para a morte. Tudo acaba e o vento leva.
terça-feira, 12 de julho de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
Sob Carris
A vida é mesmo assim
Tudo não passam de carris
Tudo não passa de um simples sim
Mesmo quando não sorris
O carris por onde passa o comboio
É como o carris por onde os meus pés pisam
E se afirmam para não caírem no rio
Um rio cheio de seres que me olham
Quem diria que isto teria um fim
A chuva terminou mas
O ar ainda está húmido devido a toda esta luta sem fim
No céu onde se juntaram mais almas
Percorri sem destino as curvas
Daquele carris sem ver o seu verdadeiro caminho
Tendo apenas as trevas
Como minha companheira naquele remoinho
Um remoinho que me estava destinado
E no meio de toda aquela desgraça
Apenas alguém abençoado
Me poderia salvar de toda aquela azafama
A salvação foi o carris por mim escolhido
Que no meio de todos
Foi o carris da verdade
Tudo não passam de carris
Tudo não passa de um simples sim
Mesmo quando não sorris
O carris por onde passa o comboio
É como o carris por onde os meus pés pisam
E se afirmam para não caírem no rio
Um rio cheio de seres que me olham
Quem diria que isto teria um fim
A chuva terminou mas
O ar ainda está húmido devido a toda esta luta sem fim
No céu onde se juntaram mais almas
Percorri sem destino as curvas
Daquele carris sem ver o seu verdadeiro caminho
Tendo apenas as trevas
Como minha companheira naquele remoinho
Um remoinho que me estava destinado
E no meio de toda aquela desgraça
Apenas alguém abençoado
Me poderia salvar de toda aquela azafama
A salvação foi o carris por mim escolhido
Que no meio de todos
Foi o carris da verdade
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