Por vezes sinto que tudo isto não passa de um sonho e que vou acordar para a realidade, mas a verdade é que o sonho é a própria realidade.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O Intruso de Duas Caras

A primavera chegara cheia de cores e de alegria, mas para mim não passava de mais uma etapa do ano como todas as outras.
Fui jantar com os meus amigos mais chegados e decidimos ir passear.
Fomos a uma geladaria, sentei-me na esplanada a comer um gelado de café e foi aí que o vi. Estava no calçadão a falar com um grupo de amigos. Entraram na geladaria e foram levados para uma mesa que ficava ao lado da nossa. Senti que estava a ser observada. Continuei a comer o meu gelado como se nada fosse, até que olhei discretamente para a sua mesa. Ele não tirava os olhos de cima de mim. Falei com uma amiga e decidimos ir até ao calçadão e voltar para a mesa a fim de tirar as nossas conclusões. O jovem continuava a olhar sem cessar.
Na altura de irmos embora ele levantou-se, perguntou-me se ia já embora e perguntou o meu nome. Eu não queria acreditar que isto estava a acontecer, mas como não sou mal educada respondi-lhe com simpatia e normalidade, ele disse-me o seu nome desejei-lhe uma boa noite e segui o meu caminho. Ele continuou em pé a olhar fixamente para mim.
Passaram-se alguns meses até o voltar a ver (pensava eu).
Ele conseguiu entrar na minha vida, fazendo-me acreditar que era um tipo de pessoa mas afinal era outra completamente diferente.
Iludiu-me com as suas conversas, com as suas mentiras que ainda hoje ele diz serem verdades.
Tentou usar-me para fazer ciumes a outra pessoa, mas enganou-se na escolha.
Tentou destruir o meu universo, mas foi o dele que acabou.
Engana-se a ele e aos que estão à sua volta, mas a mim não me engana mais.
Tem cara de quem não parte um prato, mas partiu inúmeros trens de cozinha.
Não é capaz de se fazer frente aos problemas, esconde-se deles como uma criança e só tem coragem à frente de um computador, pois se for à frente da pessoa diz que está tudo bem, que não há problemas nenhuns, enfim um santinho...
É um estrangeiro que veio para cá armado em santo e em senhor do universo.
O universo não tem espaço para o ego dele. Sou capaz de ver ele à frente de um espelho mostrando as suas duas caras e o seu aclamado ego.

4 comentários:

celia seromenho disse...

Muito bem escrito,mas Gisela,os trens de

cozinha ficam muito dispendiosos para lhe

espatifares o ego...

Olha eu assim não te compro loiça mas

arranjo-te uns ovinhos mal cheirosos

(sai menos caro)e ambas lhos lançamos

á cara ou «fuças».

Gisela disse...

Hahahahaha....
Ok tia está combinado, mas não precisas de gastar dinheiro, até porque eu não preciso de mexer naquilo.
Ele é que se auto destroi com as suas próprias mãos.

O mundo segundo eu disse...

Ai eu amei este post e os comentários estão divinais. Sim kida, não vale a pena gastar tanto com quem vale tão pouco ou mesmo nada. Nem os ovos, que tal um belo par de estalos com um mata moscas? ^^

Gisela disse...

O mata moscas é fraquinho, teria de ser algo mais duro e que faça estrago.^^