Desci a rua a correr perdida entre lágrimas que me cobriam a face.
Os meus olhos estavam muito vermelhos e as minhas olheiras faziam notar mais uma noite que não dormira.
Já estava cansada por não conseguir dormir, mas mesmo com muito sono não conseguia dormir, era como se algo me impedisse de descansar.
Cheguei ao rio, observei o meu reflexo na água tranquila da margem e vi uma pessoa que não era eu. Eu aquela que era conhecida por ter uns olhos bonitos e um lindo sorriso desaparecera. Agora existia aquela que era conhecida por ter um olhar sem vida, aquela que se apagara.
As pessoas falavam comigo, mas era como se não estivessem ali. Eu não as ouvia e não as conseguia entender.
Diziam que morrera interiormente.
Culpada era como me sentia. Isso sim...
Culpada por ter ido atrás do que sentia, por pensar que era a escolha certa.
Culpada por imaginar que as coisas seriam diferentes quando na realidade as provas estiveram ali mesmo à minha frente e eu não fui capaz de as perceber.
Tive de conviver com as consequências de ter conhecido tais monstros em forma de gente.
Agora é altura de encontrar um novo rumo e acabar com este inferno de vez.
domingo, 22 de agosto de 2010
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2 comentários:
Foi essa a decisão mais acertada. Não pensaste duas vezes e seguinte pelo caminho de lama, até a uma escadaria de pedra, onde subiste durante horas a fio, até á luz da paz, sem monstros, sem nada alem da alegria.
Adorei este post.
Obrigada pelo teu comentário kida.
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