Por vezes sinto que tudo isto não passa de um sonho e que vou acordar para a realidade, mas a verdade é que o sonho é a própria realidade.

sábado, 26 de junho de 2010

Waiting For You

Não sei o porquê de nos terem separado.
Foram anos perfeitos em que a paz e a harmonia nos contemplaram em todo o seu esplendor até que de um momento para o outro encontrei apenas o vazio.
Nunca mais fomos os mesmos, sofremos os dois pela mesma perda eu num local e tu do outro lado do mundo.
Séculos se passaram e ainda aqui estou à tua espera, à espera do dia prometido, do dia em que nos encontraremos finalmente.
Não importa quanto tempo seja, apenas sei que agora estamos prontos a nos reencontrarmos e podermos assim "matar" as saudades. Saudades que quase nos enlouqueceram por não conseguirmos viver um sem o outro e por o tempo "amigo" e "conselheiro" nos ter feito esperar tanto tempo por este momento.
Não importa o que possa acontecer daqui em diante, pois estaremos juntos.
Na outra noite os teus olhos castanhos profundos demonstraram toda a ternura que um ser humano pode ter por outro e o teu sorriso era como uma luz no fundo do túnel em que nos encontramos.
Não conseguimos falar, a nossa expressão era o sinónimo de tudo o que nos vai na alma. Apenas sorriamos um para o outro como que a dizer "esperei uma eternidade por ti".
Fizeste-me perceber que apesar de toda a escuridão por que passámos, estivemos sempre juntos e apenas o destino nos poderia voltar a juntar, pois nada de tão sagrado como o que construimos deveria ser de alguma forma destruído.
Muita água correu no grande oceano de emoções que a nossa vida tem e com ela aprendi muito.
O tempo amigo e conselheiro demonstrou-me que no mundo existem pessoas boas, más, ruins e pessoas honestas.
Já passei por muito, mas foi através do que passei que consegui finalmente reencontrar-te.
Tu és sinónimo de paz e amor e estes são os adjectivos que mais te caracterizam melhor.
You are my fallen angel, the angel that God send of the sky to keep me save and be loved.
I LOVE YOU!!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Tocando Violino ao Luar

Certa noite dei comigo sentada numa rocha com o meu violino sobre o colo.
O céu estava nublado, tal como eu me sentia por dentro.
As minhas lágrimas corriam sem cessar sobre o meu rosto e na minha mente as recordações não paravam de surgir.
Fomos felizes, muito felizes mas mataram-o. Mataram com o único objectivo da palavra.
O meu mundo desabou completamente e eu que pensava que ele tinha desaparecido...
Anos passaram e aqui estou eu sentada nesta rocha, no último local que estivemos juntos.
Olhei para mim, para o meu violino e para o local.
Havia uma brisa no ar com cheiro a mar, as folhagens das árvores dançavam ao sabor da brisa e com elas os animais nocturnos despertavam para mais um "dia" da vida deles e foi assim que percebi que apesar de tudo eu não estava só.
As nuvens dissiparam por completo e do alto surgiu a lua que parecia uma luz de farol - que ilumina o caminho dos barcos para porto seguro - e com ela vi tudo ao meu redor.
A lua reflectia a luz sobre o mar, olhei para baixo e vi o meu reflexo. A água estava calma mas subitamente começou a ter mais ondulação e quando voltei a olhar vi-o. Não era o meu rosto que tinha surgido, era o dele. Os olhos castanhos profundos olhavam para mim com doçura e o sorriso estava deslumbrante.
Virei-me para trás mas não estava lá ninguém. O rosto tinha desaparecido, mas ao meu lado estava uma carta escrita por ele que dizia "Forever Yours". Subitamente veio-me à memória o dia em que ele me deu uma carta com a mesma frase que esta.
A noite ficou diferente.
O céu ficou mais brilhante como se todas as estrelas, cometas, planetas e galáxias pudessem ter surgido de repente naquele lugar. Surgiu uma estrela cadente.
Peguei no meu violino e toquei a nossa música olhando para o luar.