Frio, muito frio. É esta a temperatura que me acompanha sempre que me lembro de ti.
Frio, gélido, arrepiante.
Antes foras para mim como uma chama quente, muito quente, que era capaz de dar calor a muitas pessoas. Um calor capaz de tudo.
Agora é frio, muito frio.
Este frio faz com que as plantas morram à sua passagem, as folhas caiem da copa das árvores tingidas de preto.
Tento apanhar as pequenas folhas antes que elas cheguem finalmente ao chão. Ninguém merece um fim como este.
Recuo no tempo tentando perceber o que aconteceu mal naquele passado que continua bem presente na minha memória como se não houvessem paragens pelo meio.
Visualizo todas as vezes em que havia um toque de dedos, de mãos, de almas.
Até nessa altura tudo era frio.
O calor que eu pensava vir de ti era afinal de contas meu, só meu.
Iludi a mim mesma que o que é verdadeiro é possível, mas esqueci-me que mal já ali residia.
Iludi-me a acreditar no impossível.
Iludi-me a amar-te.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
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2 comentários:
Frio! E o frio volta sempre e vai de novo. Mas depois, quando esse mesmo frio teimar em voltar, manda-o embora. Fere esse ar que te corta, mata-o dentro de ti e verás nascer o sol caloroso dentro da tua alma transparente.
Esse frio irá acabar, disso tenho toda a certeza.
Depois dele apenas o frio da natureza habitará junto de mim.
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