Ingénua e cega são os melhores adjectivos que designam aquela fase.
Percorri caminhos que me levaram a ver as coisas de maneira diferente.
Aquele que eu "amava" não passava de uma sombra, um ser invisível, um ser não vivo no meio da escuridão.
Apenas vi a mentira, pois a verdade estava muito bem fechada a sete chaves, como se ele as tivesse deitado fora.
Tentaste iludir-me com as tuas conversas, mas eu já sabia que de mim não irias ter o proveito de enganar durante muito tempo.
O que eu temia veio ao de cima.
Revelaste-te finalmente.
Pude ver assim que eu sempre tinha razão.
Aquele que eu amava não existia, aquele que eu pensava existir era apenas uma ilusão óptica.
Cega foi como me senti.
O meu ponto seguro chamou-me. Cheguei com os olhos vermelhos devido à luz que recebia. Os meus olhos habituaram-se à escuridão.
Demorei semanas a adaptar-me à luz.
Foram preciso meses até recuperar finalmente do que passei.
Aprendi a não ver o que quer ser visto e que teima em chamar a atenção, pois aí existe escuridão. Agora apenas vejo os gestos mais simples, pois são eles não querem ser vistos, apenas nos tocam e nos deixam felizes.
domingo, 19 de setembro de 2010
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)


1 comentário:
Uhh belo texto. Pois é, quando se está cega é assim mesmo, os nossos olhos custam a habituar-se á luz da verdade, mas quando começam a ver com precisão é sempre melhor, a precisão é amiga da verdade.
Enviar um comentário