O crepúsculo estava prestes a chegar. Eu sentia-me só e perdida neste mundo negro que desabava a cada segundo que passava.
As estátuas de pedra pareciam que me observavam enquanto andava.
A escuridão percorria a maioria dos corredores da catedral que se estendia sob o meu olhar e penetrei por entre as brumas.
Tudo à minha volta era me desconhecido.
Percorri corredores que a única iluminação que tinham era a luz de tochas.
Parei.
Havia uma mensagem na parede. Algo estava prestes a acontecer.
Senti-me melhor a cada passo que dava, era como se me estivesse a libertar de algo que me sufocara no passado.
De súbito vi finalmente a luz ao final do túnel e com ela senti uma enorme vontade de correr.
Corri o mais rápido que as minhas pernas o permitiam e parei subitamente numa das varandas do último andar. A varanda era pequena e adornada por estátuas de animais do sobrenatural.
O ar fresco fez sentir-me bem e a paisagem à minha frente, fazia com que outro local fosse completamente insignificante ao pé de si.
O ar envolveu-me entre si e subi para o parapeito da varanda. O meu vestido branco agitava-se com o vento, inclinei-me um pouco para a frente, abri os braços e …
Voei!
quinta-feira, 29 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Message In A Bottle
Old letters, who don’t have it?
I found a letter that he had sent to me on holidays. It was a long time ago. He sent it with a photo of him. His face was like the face of an angel and his eyes the windows of a pure soul.
I can’t take my eyes of the photo. It's like a lake of inspiration.
My piano had been waiting for me. I deep breathe and start composing music. It sounds warm like him. For every note I play I can see our smiles, the shining on our eyes when we were together. Memories…
The night have been different, I feel that something has changed.
I decided to take a walk.
The wind was strong and warm.
I walked through the middle of the forest during several hours. The moon was high and shined like a candle in an old street. The winds passed through the foliage and they seem to be dancing.
In the end of the road there was a desert beach.
I never was there before. The sand was fine and soft, the water was to calm like a swimming pool.
It was a starry night. The sound of the waves maked the place be more magical.
The sounds of the nightlife on the forest started. A screech-owl flow into the sky. I stay in the sand and fall asleep. My dream was about him again. The deep brown eyes, the curly brown hair, the smile… I try to catch him and implore to don’t left me beyond, but he disappeared in the middle of thick fog. I wake up. My mind doesn’t stop saying what he said to me:
He left me, he disappeared like in the dream.
Something touched in me. I look around and there was a bottle, it wasn’t there before. I took it and there was a message. I recognized the letter. It was like if was been written right now. How could this be? He wrote it…
They killed my boyfriend in an old house. We love each other and they killed him to can rape me, but that doesn’t happen.
How can a person be so cruel and selfish?
How could two boys of that age killed the most important person of my life?
Many years had pass through this time.
I have been waiting for you.
I LOVE YOU.
I found a letter that he had sent to me on holidays. It was a long time ago. He sent it with a photo of him. His face was like the face of an angel and his eyes the windows of a pure soul.
I can’t take my eyes of the photo. It's like a lake of inspiration.
My piano had been waiting for me. I deep breathe and start composing music. It sounds warm like him. For every note I play I can see our smiles, the shining on our eyes when we were together. Memories…
The night have been different, I feel that something has changed.
I decided to take a walk.
The wind was strong and warm.
I walked through the middle of the forest during several hours. The moon was high and shined like a candle in an old street. The winds passed through the foliage and they seem to be dancing.
In the end of the road there was a desert beach.
I never was there before. The sand was fine and soft, the water was to calm like a swimming pool.
It was a starry night. The sound of the waves maked the place be more magical.
The sounds of the nightlife on the forest started. A screech-owl flow into the sky. I stay in the sand and fall asleep. My dream was about him again. The deep brown eyes, the curly brown hair, the smile… I try to catch him and implore to don’t left me beyond, but he disappeared in the middle of thick fog. I wake up. My mind doesn’t stop saying what he said to me:
“I will always be with you no matter what happen. “I cryed…
He left me, he disappeared like in the dream.
Something touched in me. I look around and there was a bottle, it wasn’t there before. I took it and there was a message. I recognized the letter. It was like if was been written right now. How could this be? He wrote it…
“I’m always with you my love.I look into the sky with his letter on my chest, my tears stoped. The stars formed his face on the sky, and then I understood. I knew what he tried to say. That persons had a emotional instability, they followed me and my sister from several ways, they followed us by a car, they walked beyond us to saw who speak with us or to where we gone and they puted some spies. Even the hours I came back home they knew it.
Be careful, there are terrible people around you.
I try to save me, but there was no change and they killed me.
Take care of yourself, I will try to help you and keep you save.
Forever yours.
O. B.”
They killed my boyfriend in an old house. We love each other and they killed him to can rape me, but that doesn’t happen.
How can a person be so cruel and selfish?
How could two boys of that age killed the most important person of my life?
Many years had pass through this time.
I have been waiting for you.
I LOVE YOU.
domingo, 18 de julho de 2010
Pegadas na Areia
O dia estava propicio a um passeio e decidi ir para a praia.
A aragem quente fazia-me lembrar os meus tempos de criança quando observava o pôr do sol junto ao mar e desejava descobrir o que estaria para lá da linha do horizonte.
A areia estava macia e o cheiro a mar convidava-me a um mergulho.
Não resisti em ir para a água. Estava quente o que foi de admirar.
Estava contente por estar finalmente a divertir-me e a ter o descanso que tanto mereço.
Parecia que estava num sonho. As palmeiras balançavam ao sabor do vento, a água estava limpa, praticamente azul.
Nadei para mais longe e a água ficava mais quente a cada braçada. Subi a uma rocha e apanhei um pouco de sol.
Alguém me salpicou, abri os olhos e ali estava ele a sorrir como sempre e a sacudir a água dos seus cabelos castanhos. Sorri-lhe e desejei "vingar-me". Perguntei-lhe o que fazia ali ao que ele me respondeu que não conseguia estar muito tempo afastado de mim.
Voltamos para a praia.
Seguimos os dois de mãos dadas pela areia macia.
O sol estava a pôr-se no horizonte. Ficámos os dois abraçados a observar o sol que se despedia de mais um dia, dando liberdade às estrelas e à lua que esperavam para se poderem mostrar ao mundo sendo assim um candeeiro durante a noite.
A aragem quente fazia-me lembrar os meus tempos de criança quando observava o pôr do sol junto ao mar e desejava descobrir o que estaria para lá da linha do horizonte.
A areia estava macia e o cheiro a mar convidava-me a um mergulho.
Não resisti em ir para a água. Estava quente o que foi de admirar.
Estava contente por estar finalmente a divertir-me e a ter o descanso que tanto mereço.
Parecia que estava num sonho. As palmeiras balançavam ao sabor do vento, a água estava limpa, praticamente azul.
Nadei para mais longe e a água ficava mais quente a cada braçada. Subi a uma rocha e apanhei um pouco de sol.
Alguém me salpicou, abri os olhos e ali estava ele a sorrir como sempre e a sacudir a água dos seus cabelos castanhos. Sorri-lhe e desejei "vingar-me". Perguntei-lhe o que fazia ali ao que ele me respondeu que não conseguia estar muito tempo afastado de mim.
Voltamos para a praia.
Seguimos os dois de mãos dadas pela areia macia.
O sol estava a pôr-se no horizonte. Ficámos os dois abraçados a observar o sol que se despedia de mais um dia, dando liberdade às estrelas e à lua que esperavam para se poderem mostrar ao mundo sendo assim um candeeiro durante a noite.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
O Universo
Estava uma manhã solarenta, apresei-me para sair e encontrei uma amiga que me deu boleia sem me perguntar para onde ia.
Fomos buscar mais uma rapariga a casa e aconteceu algo inesperado. O céu que antes estava azul, estava agora negro onde era possível visualizar satélites, estrelas cadentes, planetas e até um corpo celeste (estrela) a explodir.
Aquela "visão" durou uns breves segundos e depois voltou tudo à normalidade.
Fiquei de boca aberta, espantada com aquele acontecimento estranhissimo ao qual acabara de assistir, e quando me fui dirigir às minhas amigas para lhes perguntar se elas tinham visto o que eu vi, reparei que apenas eu é que vira.
Fiz a viagem toda a meditar sobre o assunto e a perguntar-me sobre o que poderia ser aquilo.
Quando chegámos ao nosso destino, tínhamos pessoas à nossa espera para começar a festa.
Tudo correu normalmente.
Na altura de ir embora para casa, comecei a caminhar por caminhos que já não percorria há algum tempo. Deixei de andar pela estrada e decidi ir pelo campo.
Parei para descansar um pouco ao lado da lagoa e nisto o universo voltou.
O céu ficou cheio de vida novamente. Mais estrelas cadentes surgiram, mais cometas, mais planetas e luas e mais explosões.
De repente tudo acabou.
O céu voltou à normalidade, e eu segui o meu caminho.
Fomos buscar mais uma rapariga a casa e aconteceu algo inesperado. O céu que antes estava azul, estava agora negro onde era possível visualizar satélites, estrelas cadentes, planetas e até um corpo celeste (estrela) a explodir.
Aquela "visão" durou uns breves segundos e depois voltou tudo à normalidade.
Fiquei de boca aberta, espantada com aquele acontecimento estranhissimo ao qual acabara de assistir, e quando me fui dirigir às minhas amigas para lhes perguntar se elas tinham visto o que eu vi, reparei que apenas eu é que vira.
Fiz a viagem toda a meditar sobre o assunto e a perguntar-me sobre o que poderia ser aquilo.
Quando chegámos ao nosso destino, tínhamos pessoas à nossa espera para começar a festa.
Tudo correu normalmente.
Na altura de ir embora para casa, comecei a caminhar por caminhos que já não percorria há algum tempo. Deixei de andar pela estrada e decidi ir pelo campo.
Parei para descansar um pouco ao lado da lagoa e nisto o universo voltou.
O céu ficou cheio de vida novamente. Mais estrelas cadentes surgiram, mais cometas, mais planetas e luas e mais explosões.
De repente tudo acabou.
O céu voltou à normalidade, e eu segui o meu caminho.
sábado, 10 de julho de 2010
Alone In The Darkness
Escuro.
Acordo atordoada como se tivesse sofrido alguma operação. Não sei onde estou e nem como vim cá parar.
Levanto-me com os todos os sentidos em alerta. Encontro uma parede, coloco a minha mão sobre ela e sigo em frente, encontro um canto, mais um canto e mais outro. Não existe portas nem janelas.
Oiço o barulho de grades.
Sinto-me assustada.
O barulho começa a aproximar-se cada vez mais, a cada segundo que passa o som aproxima-se mais e mais perto.
As grades caiem sobre mim.
Estou encurralada.
Desejo estar a sonhar mas sei que é a realidade.
Toco nas grades. Estão frias mas são diferentes de todas as outras, têm uma espécie de descrição mas não consigo perceber o que diz.
Deslizo pelo chão e caiu no sono profundamente.
O meu sonho é todo escuro tal como a escuridão em que me encontro.
Uma prisão de quatro paredes.
Acordo atordoada como se tivesse sofrido alguma operação. Não sei onde estou e nem como vim cá parar.
Levanto-me com os todos os sentidos em alerta. Encontro uma parede, coloco a minha mão sobre ela e sigo em frente, encontro um canto, mais um canto e mais outro. Não existe portas nem janelas.
Oiço o barulho de grades.
Sinto-me assustada.
O barulho começa a aproximar-se cada vez mais, a cada segundo que passa o som aproxima-se mais e mais perto.
As grades caiem sobre mim.
Estou encurralada.
Desejo estar a sonhar mas sei que é a realidade.
Toco nas grades. Estão frias mas são diferentes de todas as outras, têm uma espécie de descrição mas não consigo perceber o que diz.
Deslizo pelo chão e caiu no sono profundamente.
O meu sonho é todo escuro tal como a escuridão em que me encontro.
Uma prisão de quatro paredes.
sábado, 3 de julho de 2010
Masquerade
Eu ansiava que a hora passasse para poder voar livremente.
Comecei a ouvir o som dos cascos dos cavalos a aproximarem-se da casa pela estrada ladeada pelas árvores.
Fui para fora seguida pelos meus pais, que me olhavam com alguma curiosidade.
A carruagem parou mesmo à nossa frente e um senhor alto e elegante abriu-me a porta ajudando-me a entrar. Conversou com os meus pais e disse-lhes para não se preocuparem comigo pois estava em boas mãos.
Acenei-lhes quando parti e eles continuaram na rua até verem a carruagem a desaparecer na linha do horizonte.
Cheguei finalmente ao baile.
O instituto decidiu fazer o baile de máscaras numa casa vitoriana que estava há algum tempo à venda.As carruagens das raparigas transportava entre duas a três pessoas, enquanto a dos rapazes transportava quatro.
Sorri para mim mesma, analisei cada pormenor da decoração e segui em frente.Algumas pessoas ficavam a olhar para mim de boca aberta, não sei se era pela minha imagem ou por não estar acompanhada como a maioria estava.
Respirei fundo e passei pela porta que dava acesso ao mais belo salão que já vi.
A sala estava linda de morrer, parecia ter sido tirada de um quadro pintado por um grande artista.
Olhei à minha volta a tentar ver se encontrava alguém do meu grupo e consegui encontrar uma rapariga.
Ela estava muito engraçada vestida de bebé chorão. Apressei-me em ir ao encontro dela e ficamos à espera dos restantes membros.
A minha melhor amiga quase nem me reconheceu. Eu estava mesmo irreconhecivel, mesmo com a máscara a tapar-me apenas do nariz até à testa, mas só sabiam que era eu quando falava.
O instituto deu-nos as boas vindas e iniciou o baile.
Eu fiquei sentada a beber a minha bebida enquanto observava os meus amigos na pista de dança.
O irmão de uma das raparigas do meu grupo convidou-me para ir dançar e aceitei. Achei-lhe muita piada pela maneira como ele dançava e quando me apercebi já mudávamos de par uns com os outros a cada música que passava.
A certa altura senti que estava a ser observada mas ignorei essa sensação pois todos nós observávamos todos os presentes.
Dirigi-me para a mesa, sentei-me e descansei um pouco, até que me dei conta de quem me observava directamente.
Um rapaz alto, elegante, com cabelos castanhos escuros encaracolados e olhos castanhos profundos observava-me com um sorriso deslumbrante.
Fiquei branca com o choque, eu já o tinha visionado num sonho, onde ele fizera exactamente aquela expressão.
Eu era capaz de conhecer aquele olhar em qualquer parte do mundo sem nenhuma dificuldade.Ele continuou a olhar-me fixamente, tentado perceber o que me passava pela mente, exercendo alguma pressão em mim. Desviei o meu olhar do dele tentando meter as ideias em ordem.
Respirei profundamente e olhei-o de maneira discreta, para ver se ele ainda ali estava. Não se mexera um centímetro e continuava a sorrir enquanto me observava.
Saí dali e fui para uma das varandas do salão. A noite estava agradável, a brisa primaveril fez-me ficar melhor após o choque.
Senti uma presença à minha volta e quando me virei, ali estava ele.
Fiquei quieta sem saber o que fazer.Ele apresentou-se e disse que não me queria assustar, mas que sentia uma certa curiosidade em saber quem eu era, pois também ele me tinha visto num sonho.
Fiquei sem palavras perante o que ele me disse.
Olhei para baixo e perguntei-lhe se ele tinha a certeza disso ao que ele me respondeu "é impossível eu não te reconhecer".
Retirei a minha máscara.
Os olhos dele ficaram ainda mais brilhantes, ao ver todo o meu rosto, a expressão dos meus olhos e o brilho que eles tinham.
Voltei a colocar a minha máscara, deu-me o seu braço e dirigimo-nos para o salão.
O DJ decidiu colocar a música "All the right moves" do grupo One Republic, fomos para a pista e dançamos ao sabor do ritmo.
Os nossos olhos estavam presos um no outro, era como se não estivesse mais ninguém presente no grande salão.
Quando a música terminou voltamos à realidade e reparamos que estávamos no meio do salão com os outros pares a observar-nos com um sorriso no rosto.
Despedimo-nos de modo cortes e juntei-me ao meu grupo que me olhava com muita curiosidade.
A minha melhor amiga olhava de mim para ele e vice versa, não fazendo perguntas.
Voltei para a carruagem que me traria de volta a casa.
O meu sorriso fazia contraste com o novo brilho que tinha no meu olhar.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Renascer
A chuva começou a abrandar lentamente após vários meses de tempestade.
Nunca eu vira tamanha destruição no Mundo como agora.
O sol apareceu timidamente, espreitando atrás de uma nuvem cinzenta, trazendo um pouco de calor.
O vento trouxera uma brisa quente anunciando assim o fim de todo o sofrimento.
Decidi ir até ao cume da montanha.
As nuvens continuavam a percorrer aquele espaço, mas a cada quilómetro que eu percorria, parecia que tudo mudava, havia mais claridade do que escuridão.
Andei durante horas.
O vento fustigava o meu cabelo para trás e trazia consigo o cheiro da terra molhada.
Encontrei um cavalo preto que estava perdido no meio da densa floresta que ali se encontrava e trouxe-o comigo. Ele era doce e meigo o que fez com que fosse muito fácil de lidar com ele.
Cavalguei durante duas horas até chegar finalmente ao meu destino.
O tempo lá em cima estava muito frio.
Procurei pela maior rocha que lá se encontra e subi.
Fiz uma introspecção e desejei que tudo acabasse de vez, terminando assim com todo o sofrimento que se alastrara em mim durante meses.
Conforme pensava e meditava sobre tudo o que aconteceu, senti que me libertava.
Fechei os meus olhos e deixei-me levar sentido o vento forte sobre a minha cara.
A cada segundo que passasse, senti que ficava com menos frio.
Comecei a abrir os meus braços lentamente sem que me apercebesse. A minha capa começou a voar para trás mostrando o meu corpete e a minha saia ambos pretos.
Desejei continuar ali durante horas.
Senti de repente um calor ardente e o barulho de asas apareceu.
As nuvens começaram a dividir-se criando duas paredes, ao centro apareceu o sol que incidia todo o seu calor nas minhas costas.
Abri os olhos, sorri para mim, e contemplei o local.
Se a montanha antes parecia um local morto, agora estava cheio de vida.
Contemplei os pássaros a voar e subitamente duas borboletas andaram à minha volta fazendo um circulo perfeito.
O vento voltou a fustigar os meus cabelos para trás e senti que estava livre de tudo.
Renasci.
Nunca eu vira tamanha destruição no Mundo como agora.
O sol apareceu timidamente, espreitando atrás de uma nuvem cinzenta, trazendo um pouco de calor.
O vento trouxera uma brisa quente anunciando assim o fim de todo o sofrimento.
Decidi ir até ao cume da montanha.
As nuvens continuavam a percorrer aquele espaço, mas a cada quilómetro que eu percorria, parecia que tudo mudava, havia mais claridade do que escuridão.
Andei durante horas.
O vento fustigava o meu cabelo para trás e trazia consigo o cheiro da terra molhada.
Encontrei um cavalo preto que estava perdido no meio da densa floresta que ali se encontrava e trouxe-o comigo. Ele era doce e meigo o que fez com que fosse muito fácil de lidar com ele.
Cavalguei durante duas horas até chegar finalmente ao meu destino.
O tempo lá em cima estava muito frio.
Procurei pela maior rocha que lá se encontra e subi.
Fiz uma introspecção e desejei que tudo acabasse de vez, terminando assim com todo o sofrimento que se alastrara em mim durante meses.
Conforme pensava e meditava sobre tudo o que aconteceu, senti que me libertava.
Fechei os meus olhos e deixei-me levar sentido o vento forte sobre a minha cara.
A cada segundo que passasse, senti que ficava com menos frio.
Comecei a abrir os meus braços lentamente sem que me apercebesse. A minha capa começou a voar para trás mostrando o meu corpete e a minha saia ambos pretos.
Desejei continuar ali durante horas.
Senti de repente um calor ardente e o barulho de asas apareceu.
As nuvens começaram a dividir-se criando duas paredes, ao centro apareceu o sol que incidia todo o seu calor nas minhas costas.
Abri os olhos, sorri para mim, e contemplei o local.
Se a montanha antes parecia um local morto, agora estava cheio de vida.
Contemplei os pássaros a voar e subitamente duas borboletas andaram à minha volta fazendo um circulo perfeito.
O vento voltou a fustigar os meus cabelos para trás e senti que estava livre de tudo.
Renasci.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Cleanliness of my Soul
Os meses que surgiram após a tempestade foram de total bonança.
A natureza estava de novo a favor de tudo o que pudesse para que finalmente tudo se resolvesse, mas nem tudo era assim.
Mentiste sobre tudo, foste o maior mentiroso à face da terra, quando era a nós que dizias que mentíamos.
Tentaste usar-me por não teres tido a coragem de acabar com uma mentira para assim ires para algo mais real.
Apaixonaste-te por ela assim que a conheceste e acabaste com algo que ela e outra pessoa estavam a construir. Tens a noção do sofrimento que tu e a tua querida mentira provocaram?
Tentaste usar-me para teres informações dela.
Tens a noção do que isso me custou?
Tu não és nada e nada serás.
Tu não mereces o amor de nenhuma mulher, pois tu só sabes mentir, e usar a pobre coitada para o teu belo prazer.
Mas quem pensas que és?
Tu pensavas que me conseguias iludir?
Eu podia amar-te mas que mulher seria eu se me metesse com alguém "numa relação"?
Eu soube sempre quais eram as tuas intenções para comigo. Tu tentaste usar-me para criar ciumes a ela, quando nos meus cabelos tocavas, quando me comprimentavas e a ignoravas.
Eu já sabia que me irias tentar usar "meu bem", pois é essa a atitude que alguém similar a ti, faz perante uma situação destas.
Agora tudo faz sentido.
Os toques constantes no joelho dele quando eles se beijavam... As respostas estavam mesmo ali à minha frente, mas eu não as consegui interpretar na altura pois eu amava uma mentira que eu pensava ser um "H"omem.
Eles quase se reaproximaram e tu conseguiste mais uma vez dar cabo de tudo. Neste caso tiveste toda a razão, pois aqui nós conseguimos ver exactamente que tipo de pessoas vocês são.
Tu não és uma pessoa tu és um monstro. Não tens consciência do tamanho monstruoso dos teus actos, ou se tens, fazes de conta de que és soberano e senhor e que todos os outros ao teu lado são meras mentiras.
Eu não sou a 2ª escolha de ninguém e ninguém faz de mim uma parva.
Tentaste ser actor ao meu lado mas eu ganhei o Óscar de melhor actriz por estar ali ao teu lado a fazer o teu jogo. Eu não fiz nada comparado ao que tu fizeste, apenas estive sempre muito bem preparada para o ataque.
Querias usar-me para destruir uma amizade onde reside o respeito mutuo, pois isso é coisa que tu não tens e não irás encontrar em lado nenhum.
Afinal de contas quem é que saiu mal disto tudo?
Não fui eu, FOSTE TU.
Desejo ardentemente nunca mais ter de te ver passar na mesma rua que eu.
Desejo nunca mais te reconhecer.
Desejo esquecer que numa altura da minha vida conheci alguém como tu, pois tudo o que agora fazes é completamente repugnante aos olhos da sociedade.
A natureza estava de novo a favor de tudo o que pudesse para que finalmente tudo se resolvesse, mas nem tudo era assim.
Mentiste sobre tudo, foste o maior mentiroso à face da terra, quando era a nós que dizias que mentíamos.
Tentaste usar-me por não teres tido a coragem de acabar com uma mentira para assim ires para algo mais real.
Apaixonaste-te por ela assim que a conheceste e acabaste com algo que ela e outra pessoa estavam a construir. Tens a noção do sofrimento que tu e a tua querida mentira provocaram?
Tentaste usar-me para teres informações dela.
Tens a noção do que isso me custou?
Tu não és nada e nada serás.
Tu não mereces o amor de nenhuma mulher, pois tu só sabes mentir, e usar a pobre coitada para o teu belo prazer.
Mas quem pensas que és?
Tu pensavas que me conseguias iludir?
Eu podia amar-te mas que mulher seria eu se me metesse com alguém "numa relação"?
Eu soube sempre quais eram as tuas intenções para comigo. Tu tentaste usar-me para criar ciumes a ela, quando nos meus cabelos tocavas, quando me comprimentavas e a ignoravas.
Eu já sabia que me irias tentar usar "meu bem", pois é essa a atitude que alguém similar a ti, faz perante uma situação destas.
Agora tudo faz sentido.
Os toques constantes no joelho dele quando eles se beijavam... As respostas estavam mesmo ali à minha frente, mas eu não as consegui interpretar na altura pois eu amava uma mentira que eu pensava ser um "H"omem.
Eles quase se reaproximaram e tu conseguiste mais uma vez dar cabo de tudo. Neste caso tiveste toda a razão, pois aqui nós conseguimos ver exactamente que tipo de pessoas vocês são.
Tu não és uma pessoa tu és um monstro. Não tens consciência do tamanho monstruoso dos teus actos, ou se tens, fazes de conta de que és soberano e senhor e que todos os outros ao teu lado são meras mentiras.
Eu não sou a 2ª escolha de ninguém e ninguém faz de mim uma parva.
Tentaste ser actor ao meu lado mas eu ganhei o Óscar de melhor actriz por estar ali ao teu lado a fazer o teu jogo. Eu não fiz nada comparado ao que tu fizeste, apenas estive sempre muito bem preparada para o ataque.
Querias usar-me para destruir uma amizade onde reside o respeito mutuo, pois isso é coisa que tu não tens e não irás encontrar em lado nenhum.
Afinal de contas quem é que saiu mal disto tudo?
Não fui eu, FOSTE TU.
Desejo ardentemente nunca mais ter de te ver passar na mesma rua que eu.
Desejo nunca mais te reconhecer.
Desejo esquecer que numa altura da minha vida conheci alguém como tu, pois tudo o que agora fazes é completamente repugnante aos olhos da sociedade.
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