Olhei-te nos olhos e vi uma brecha de felicidade no teu rosto.
Olhaste para mim e seguiste com o teu caminho.
Há muito que me vias e me observavas.
Quis seguir com o meu caminho para a frente, mas foi impossível. Sempre que dava um passo eras tu quem aparecia no meio daquela esquina a olhar para o ser que não te conhecia.
Sentei-me naquela doca pensando no que estava a acontecer à minha volta.
Fechar os olhos seria impossível no meio de tanta claridade que se transformou em pouco tempo em algo sombrio.
Pensei que estaria a sonhar e quando acordei vi que estava num grande pesadelo.
Segui com o caminho com a fé que me restava.
Como poderiam as vidas de duas pessoas mudarem tão drasticamente?
Mergulhei num oceano perigoso que não deveria ser atravessado.
A maldade já lá estava mas não fui capaz de vê-la nesses teus olhos que me iludiram durante meses.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
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