Grandes ventos se apoderaram do ser escolhido.
O caminho à sua frente era invisível.
Olhando para trás, para a frente, à direita e à esquerda apenas via nevoeiro.
Chovia naquele local e ele apenas andava, usando todos os seus sentidos para se guiar naquela encruzilhada.
Seguiu o longo caminho em busca do real, mas apenas via cinzento.
Perguntou a si próprio se os carros e as casas seriam reais, se as pessoa se davam conta das coisas que acontecem à sua volta, se é possível alguém não ter medo em socorrer um indefeso.
Perguntas sem fim inundaram a sua mente já perdida no tempo.
Fechou os seus olhos e visualizou o seu objectivo: acabar com a escuridão de uma vez por todas.
Deu um passo na ponte que se estendia a seus pés.
Não quis voltar a olhar para trás, olhar para a dor e para o sofrimento de há muito tempo.
Sorriu para si mesmo, pensando que a cada minuto que passava, o fim estaria próximo.
Começou assim a sua caminhada na escuridão.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
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