Londres.
As ruas estavam frias, estivera a chover durante toda a noite.
Observei o velho candeeiro que dançava ao sabor do vento que fustigava toda a cidade.
Caminhei até à margem do rio Tamisa e fiquei por lá à espera do amanhecer.
A chuva acabou por cessar, as nuvens começaram a dispersar e no meio delas apareceu o sol.
O céu estava avermelhado, o que não era nada óptimo. Os tempos estavam mudados e a criminalidade estava a crescer a olhos vistos. Antigamente diziam que céu avermelhado era sinónimo de sangue. Fiz esse pensamento sair imediatamente da minha mente e segui até ao Hide Park.
O parque estava deserto, as gotas da chuva caiam lentamente da copa das árvores. A relva estava molhada mas mesmo assim continuei.
A cidade começou a acordar lentamente para mais um dia, para a realidade.
Parei e olhei para mim. Estava com o meu vestido bordado, o meu crucifixo, a minha capa preta e estava exausta. A noite fora uma das melhores de sempre. A banda conseguiu lucrar bastante esta noite, apresentámos dois novos temas e o público ficou ao rubro, mas mesmo assim não consegui estar feliz com o êxito obtido. Havia algo diferente, algo estranho...
Fui para casa.
As árvores que percorriam o carreiro até casa pareciam estar diferentes. Os passarinhos que cantavam sempre que chegava a casa não se encontravam ali.
Entrei, subi as escadas e chamei pela minha irmã. Chamei por ela várias vezes, mas nunca obtinha respostas.
Na mesa da sala estava lá uma carta direccionada em meu nome, peguei nela e reconheci a letra.
A minha irmã "abandonara-me" e deixou-me pistas que me levariam até ela.
Algo acontecera e ela desapareceu para me proteger. Aquilo era tudo muito estranho, mas como uma das coisas que mais nos ligava era a lealdade, fiz o que ela me pediu.
Passaram-se meses desde a manhã que recebi aquela carta.
A banda terminou, ficámos afortunados com as receitas obtidas durante os anos que actuamos.
Encontrei a minha irmã e com ela muitas respostas a acontecimentos que sempre me marcaram.
O nosso reencontro foi emotivo. Conseguimos mudar muitos acontecimentos que poderiam tornar-se trágicos.
domingo, 8 de agosto de 2010
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2 comentários:
Enquanto desapareci tentei a todo o custo proteger-te de todo o mal que te rodeava. Aqui, também o céu era em tons de vermelho.
Desci uma longa colina na esperança de te ver logo que parti, mas não havia sinais teus. Então, também eu exausta de tanta trição, de tanto engano, decidi escalar a mais alta montanha, atirar-me dela, sentir o som do vento e a leve brisa bater-me levemente na cara. Morri, mas nasci de novo. Eis-me a escrever para ti, eu...aquela que sabe das respostas.
Eis nós aqui de novo a descodificar códigos que nos levam a novas hstórias e a novas aventuras.
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