Negro é assim que ele é, não pela cor de pele, mas por ser assim que ele se demonstra.
O ser das asas negras, sem face e corpo de homem.
A ilusão dos sorrisos distorcidos pela realidade que se demonstrava mas que não era entendida da melhor maneira.
Os toques no corpo que em vez de arrepios de alegria transformavam-se em arrepios de tristeza.
Chuva e lágrimas.
Poços sem fundo que nunca mais acabam e que quando parece ser o fim, eis mais um novo túnel.
Enganos e joguinhos.
Ele apareceu finalmente tentando demonstrar o contrário, o seu lado doce que nunca existiu, a farsa.
Levantou a sua cabeça olhando para o céu infinito, a luz mudou, tudo ficou mais escuro.
Ele ali permaneceu com as suas asas à espera do comando do seu mestre.
O ser sem face.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
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