Por vezes sinto que tudo isto não passa de um sonho e que vou acordar para a realidade, mas a verdade é que o sonho é a própria realidade.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

One Last Flight

O crepúsculo estava prestes a chegar. Eu sentia-me só e perdida neste mundo negro que desabava a cada segundo que passava.
As estátuas de pedra pareciam que me observavam enquanto andava.
A escuridão percorria a maioria dos corredores da catedral que se estendia sob o meu olhar e penetrei por entre as brumas.
Tudo à minha volta era me desconhecido.
Percorri corredores que a única iluminação que tinham era a luz de tochas.
Parei.
Havia uma mensagem na parede. Algo estava prestes a acontecer.
Senti-me melhor a cada passo que dava, era como se me estivesse a libertar de algo que me sufocara no passado.
De súbito vi finalmente a luz ao final do túnel e com ela senti uma enorme vontade de correr.
Corri o mais rápido que as minhas pernas o permitiam e parei subitamente numa das varandas do último andar. A varanda era pequena e adornada por estátuas de animais do sobrenatural.
O ar fresco fez sentir-me bem e a paisagem à minha frente, fazia com que outro local fosse completamente insignificante ao pé de si.
O ar envolveu-me entre si e subi para o parapeito da varanda. O meu vestido branco agitava-se com o vento, inclinei-me um pouco para a frente, abri os braços e …
Voei!

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