A tempestade abateu-se sobe mim.
Os mares estavam revoltos.
O céu estava pesado, cheio de nuvens negras que brilhavam com as cores dos relâmpagos.
As ondas batiam contra as rochas afiadas como facas que esperavam para me agarrar ao mínimo deslize.
As gotas da chuva eram frias e fortes.
Senti algo a tocar-me. Olhei e vi uns olhos a implorar.
Dei-lhe a mão. Era a última vez que o iria ver.
Despedi-me.
Já não acreditava em mais nada, tudo não passara de mentiras para me fazerem sentir feliz.
Já não acreditava em nada nem no mais simples gesto como um sorriso.
Ele chorava e eu também. Chorava por não ter sido capaz de acabar com aquele sofrimento. Eu chorava por não conseguir acreditar mais nele e por não acreditar no que as pessoas me diziam.
Sentia-me traída e enganada.
O mundo enganara-me sem dó nem piedade.
Agora tudo o que me restava era aquela dor que me consumia por dentro e me tirava todas as minhas forças.
O fim aproximava-se. Eu sentia-o cada vez mais próximo a cada minuto que passava.
Olhei para o céu.
Ele tentou agarrar o meu braço, mas foi tarde de mais.
Saltei do penhasco desejando acabar com a dor de uma vez por todas.
domingo, 15 de agosto de 2010
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)



4 comentários:
E foi assim que a dor terminou, quando eu saltei. Tudo desapareceu de vez, para longe, para onde não houvesse lugar para se sofrer.
Um lugar onde houvesse amor e carinho, coisa que não existia cá.
Hoje,pela manhã o abismo desapareceu,
o sol apareceu entre as nuvens e brilhou
para animar a Gi a folhear uma nova página
na sua vida.
Assim,alguém lhe deu a mão,ela sorriu e
escreveu um novo texto,mais iluminado.
Olá linda,olha a cota da tia a querer ser
famosa na página da sobrinha...
Oh tia amei o teu comentário.
Obrigada por visitares o meu cantinho.
Beijinhos
Enviar um comentário