Uma linha aqui, um pedaço de tecido ali.
Ali no meio do bosque alguém chorava.
Chorava de dor e de desespero.
Desespero esse que se confundia com o frio.
Frio era o sentimento mais profundo daquele ser.
Ser cruel que se escondia na noite sem lua.
Lua que não existia naquela dor escondida.
Escondida estava o ser que fora maltratado por ele.
Ele agora chorava no chão gelado e molhado.
Molhado estava o rosto da jovem que espreitava pela janela enquanto esperava.
Esperava pelo dia do juízo final.
Final seria o dia em que a cara de remendos caísse por fim na terra húmida e gelada.
Gelada pelas inúmeras horas em que milhares de lágrimas caíram na terra.
domingo, 10 de outubro de 2010
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1 comentário:
Terra fria e molhada
Em que derramaste lágrimas nessa estrada
Noites frias, imundas e tu desesperada
Desesperada por ultrapassar
Todo o feitiço que te queriam provocar
Provocaram-te a salvação
Seguiste a voz do teu coração
Coração honrado na palma da minha mão
Segue e voa, voa bem alto, para onde o vento te levar
Deixa o passado escondido
Não tentes mais o achar
Esquece toda a maldade
Ela não te irá devorar.
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