Por vezes sinto que tudo isto não passa de um sonho e que vou acordar para a realidade, mas a verdade é que o sonho é a própria realidade.

domingo, 18 de julho de 2010

Pegadas na Areia

O dia estava propicio a um passeio e decidi ir para a praia.
A aragem quente fazia-me lembrar os meus tempos de criança quando observava o pôr do sol junto ao mar e desejava descobrir o que estaria para lá da linha do horizonte.
A areia estava macia e o cheiro a mar convidava-me a um mergulho.
Não resisti em ir para a água. Estava quente o que foi de admirar.
Estava contente por estar finalmente a divertir-me e a ter o descanso que tanto mereço.
Parecia que estava num sonho. As palmeiras balançavam ao sabor do vento, a água estava limpa, praticamente azul.
Nadei para mais longe e a água ficava mais quente a cada braçada. Subi a uma rocha e apanhei um pouco de sol.
Alguém me salpicou, abri os olhos e ali estava ele a sorrir como sempre e a sacudir a água dos seus cabelos castanhos. Sorri-lhe e desejei "vingar-me". Perguntei-lhe o que fazia ali ao que ele me respondeu que não conseguia estar muito tempo afastado de mim.
Voltamos para a praia.
Seguimos os dois de mãos dadas pela areia macia.
O sol estava a pôr-se no horizonte. Ficámos os dois abraçados a observar o sol que se despedia de mais um dia, dando liberdade às estrelas e à lua que esperavam para se poderem mostrar ao mundo sendo assim um candeeiro durante a noite.

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