A noite é misteriosa, inquietante, cheia de sons que marcam o compasso do tempo lentamente.
Escuto os sons atentamente, ao longe oiço vozes de crianças, adultos a sorrir e a conversar, mas o som que predomina é o som dos carros. Os carros passam a toda a hora.
O vento toca docemente na minha pele, é suave e quente à sua passagem mas por vezes revoltasse e fica frio, gélido e severo.
As árvores são o aconchego perfeito, tapam-me, cobrem-me com os seus ramos cheios de folhas que caiem com o vento. Estão secas tal como a minha alma quando tento escrever.
O céu é belo, tão belo que parece coberto de diamantes, safiras e rubis. Levanto a minha mão numa tentativa inutil de tentar tocar nas estrelas, de sentir o seu calor, a sua textura. Fecho os olhos e na minha mente consigo tocar, é pequena e muito quente, queima a mão.
Os aviões avançam no céu, tocam as nuvens e as estrelas, quem me dera saber voar.
Voar para longe daqui e seguir em frente com o que realmente importa.
Voar para estar com quem me ama, voar para ser feliz.
Porque nesta noite o que existe é o silêncio e todo o resto é a solidão.
domingo, 14 de outubro de 2012
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