Por vezes sinto que tudo isto não passa de um sonho e que vou acordar para a realidade, mas a verdade é que o sonho é a própria realidade.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Adeus

"Adeus..." - Escrevi no fim da carta, numa caligrafia apressada.
Nem acredito que terminei de escrever aquela carta. Finalmente posso respirar fundo e abraçar o futuro de braços abertos.
Quem diria que uma carta pudesse demorar dois anos e cinco meses a ser dirigida. Carta... Parece um livro, cheio de histórias, o meu dia a dia, os meus pensamentos, as minhas alegrias e tristezas. Nem acredito que caí naquela armadilha. Ai como uma jovem pode ser tão ingénua e ser apanhada por aqueles que não têm escrúpulos. Pergunto-me o que há na cabeça das pessoas para tamanha maldade, mas para mim isso já não me importa. Não me importa o que os outros pensam ou não de mim.
Fizeram-me sofrer, viver o maior inferno de sempre, conhecer a desgraça do que é ter um coração destroçado e não saber como colar os cascos. Conhecer o medo, o terror, a ilusão. Acabou.
Depois de tudo isto, aprendi a amar e ser amada. A dar o valor verdadeiro à amizade, à família que ganhei, a família que nasceu no meio da desgraça.
A carta que escrevi é para ti. Tu que te deste ao trabalho de me ver a sofrer, tu que não tiveste mais nada para fazer do que ser atormentar-me e maltratar-me. Tu que te demonstraste ser uma pessoa que na verdade foi outra.
As histórias por ti criadas não passaram disso, de histórias.
Hoje sou a mulher que sou devido a tudo o que tive de passar. Não sou nenhuma coitadinha e não passo o tempo a lamentar-me. Sou a mulher que sou devido às lições que tirei ao longo desde dois longos anos.
Hoje sou uma fénix renascida das cinzas. Renascida das cinzas daquele que foi o meu inferno.

1 comentário:

Unknown disse...

Adeus para mim é uma palavra forte, pesada com uma carga decisiva. Adeus soa a algo definitivo. Mas neste caso é definitivo.
Temos que escolher bem as palavras que dizemos e como as dizemos. No fim de contas nós nunca sabemos de que forma pode ser interpretado o que dizemos pelo nosso ouvinte.

Neste post o adeus era mais do que inevitável, afinal de contas há coisas que deveriam ter termonado há tanto tempo quanto começaram.