Por vezes sinto que tudo isto não passa de um sonho e que vou acordar para a realidade, mas a verdade é que o sonho é a própria realidade.

sábado, 26 de junho de 2010

Waiting For You

Não sei o porquê de nos terem separado.
Foram anos perfeitos em que a paz e a harmonia nos contemplaram em todo o seu esplendor até que de um momento para o outro encontrei apenas o vazio.
Nunca mais fomos os mesmos, sofremos os dois pela mesma perda eu num local e tu do outro lado do mundo.
Séculos se passaram e ainda aqui estou à tua espera, à espera do dia prometido, do dia em que nos encontraremos finalmente.
Não importa quanto tempo seja, apenas sei que agora estamos prontos a nos reencontrarmos e podermos assim "matar" as saudades. Saudades que quase nos enlouqueceram por não conseguirmos viver um sem o outro e por o tempo "amigo" e "conselheiro" nos ter feito esperar tanto tempo por este momento.
Não importa o que possa acontecer daqui em diante, pois estaremos juntos.
Na outra noite os teus olhos castanhos profundos demonstraram toda a ternura que um ser humano pode ter por outro e o teu sorriso era como uma luz no fundo do túnel em que nos encontramos.
Não conseguimos falar, a nossa expressão era o sinónimo de tudo o que nos vai na alma. Apenas sorriamos um para o outro como que a dizer "esperei uma eternidade por ti".
Fizeste-me perceber que apesar de toda a escuridão por que passámos, estivemos sempre juntos e apenas o destino nos poderia voltar a juntar, pois nada de tão sagrado como o que construimos deveria ser de alguma forma destruído.
Muita água correu no grande oceano de emoções que a nossa vida tem e com ela aprendi muito.
O tempo amigo e conselheiro demonstrou-me que no mundo existem pessoas boas, más, ruins e pessoas honestas.
Já passei por muito, mas foi através do que passei que consegui finalmente reencontrar-te.
Tu és sinónimo de paz e amor e estes são os adjectivos que mais te caracterizam melhor.
You are my fallen angel, the angel that God send of the sky to keep me save and be loved.
I LOVE YOU!!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Tocando Violino ao Luar

Certa noite dei comigo sentada numa rocha com o meu violino sobre o colo.
O céu estava nublado, tal como eu me sentia por dentro.
As minhas lágrimas corriam sem cessar sobre o meu rosto e na minha mente as recordações não paravam de surgir.
Fomos felizes, muito felizes mas mataram-o. Mataram com o único objectivo da palavra.
O meu mundo desabou completamente e eu que pensava que ele tinha desaparecido...
Anos passaram e aqui estou eu sentada nesta rocha, no último local que estivemos juntos.
Olhei para mim, para o meu violino e para o local.
Havia uma brisa no ar com cheiro a mar, as folhagens das árvores dançavam ao sabor da brisa e com elas os animais nocturnos despertavam para mais um "dia" da vida deles e foi assim que percebi que apesar de tudo eu não estava só.
As nuvens dissiparam por completo e do alto surgiu a lua que parecia uma luz de farol - que ilumina o caminho dos barcos para porto seguro - e com ela vi tudo ao meu redor.
A lua reflectia a luz sobre o mar, olhei para baixo e vi o meu reflexo. A água estava calma mas subitamente começou a ter mais ondulação e quando voltei a olhar vi-o. Não era o meu rosto que tinha surgido, era o dele. Os olhos castanhos profundos olhavam para mim com doçura e o sorriso estava deslumbrante.
Virei-me para trás mas não estava lá ninguém. O rosto tinha desaparecido, mas ao meu lado estava uma carta escrita por ele que dizia "Forever Yours". Subitamente veio-me à memória o dia em que ele me deu uma carta com a mesma frase que esta.
A noite ficou diferente.
O céu ficou mais brilhante como se todas as estrelas, cometas, planetas e galáxias pudessem ter surgido de repente naquele lugar. Surgiu uma estrela cadente.
Peguei no meu violino e toquei a nossa música olhando para o luar.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Caminhos

Não me interessa se queres o mundo aos teus pés.
Não me importa com o facto de me ter ido embora sem me despedir.
Não quero ouvir falar do passado horripilante.
Não tenho vontade de te voltar a ver.
Não quero saber se gostas disto ou daquilo.
Não me interessa saber o que pensas.
Não me interessas rigorosamente nada.

Caminhos que outrora faziam sentido, agora são como se não tivessem existido.
Foi mais uma porta que se fechou com o tempo amigo e conselheiro.
Sararam-se fridas, que agora olhando para trás nos faz pensar e dizer para com os nossos botões "mas como é que isto aconteceu? Como é que alguém foi capaz de fazer isto?".
As perguntas aparecem durante o longo caminho que percorri, durante a busca de um local onde podesse meter os pensamentos em ordem.
Sonhos que sonhei e que nunca se irão concretizar.
Sonhos que o tempo apagou.

domingo, 16 de maio de 2010

Recordações

Já passaram anos desde que partiste.
Sinto-me só sem ti.
Desapareceste sem te despedires de mim, mas eu já estava à espera que isso acontecesse.
A doença levou a melhor.
Durante anos acreditei que se eu tivesse tido a coragem de fazer uma festa no teu doce rosto talvez tu estarias aqui comigo, mas eu compreendi que a vida era assim e que tu já não estarias cá como eu tanto desejava.
O meu mundo desabou completamente mas as recordações perduram na minha mente como se tivessem acontecido ontem.
Os momentos que partilhamos, as fotografias que tiramos demonstram hoje que apenas estiveste cá para um momento. Um momento que nos marcou para sempre.
Eu nunca te perdi e alegro-me por isso.
Tu nunca te foste embora pois tu vives e sempre viverás no meu coração.
As idas ao palácio, os passeios pelos campos e na floresta pelo crepúsculo de mãos entrelaçadas com a lua a aparecer por cima das copas das árvores, a noite do baile em que me chamaste de Princesa por te orgulhares a seres tu ao meu lado e não outro qualquer...
De todas as recordações a que mais me marcou foi quando te conheci. Esse dia à de ser para sempre um dos melhores da minha vida.
As coisas mais simples são as mais importantes, e para mim ver a tua timidez e o teu doce sorriso quando nos olhamos olhos nos olhos fizeram-me perceber que a vida pode e deve ser vivida em plena harmonia com as coisas mais simples.
Tu foste e sempre serás um anjo que desceu dos céus para me guiar.
A ti agradeço por tudo o que me ensinaste.
Amar-te-ei para sempre.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Estagiário de Paparazzi


A vida a cada um pertence e como já deve ser de senso comum, o que cada um faz, só a si lhe diz respeito, mas nem todos pensam assim.
Raquel adorava passear depois das aulas com a sua melhor amiga Carla pelo parque. O parque era calmo, não havia muita gente por aquelas horas da tarde, e era um óptimo local para desabafarem uma com a outra, escrever, cantar, ler e até estudar.
Mais um dia monótono que passou e Raquel não conseguia parar de pensar no que se passava na sua vida. Era como se tudo tivesse virado de pernas para o ar do dia para a noite. Ela era ex namorada de Jorge, um rapaz muito cobiçado por todas as raparigas do liceu, era um mulherengo de primeira categoria.
Jorge era um rapaz elegante, bonito (cara de anjinho - estes são os que mais pratos partem), educado (só quando lhe dá jeito) e muito convencido. Ele adorava sentir que tinha não uma nem duas, mas sim muitas mulheres a cair para os lados sempre que o viam a aparecer, mas que belo "EU" não haja duvidas. Este é o tipo de homens que num encontro é necessário três cadeiras em vez de duas, ou seja, uma para a rapariga, uma para ele e outra para o EGO dele.
É muito difícil amar alguém e descobrir que tudo não passa de mentiras e enleios que levam a mais mentiras, ou seja cria assim o efeito "novelo de lã", em que já não se sabe onde está a ponta do inicio da história e cada dia que passa o novelo dá mais uma volta.
O dia estava ameno e tudo o que Raquel mais queria era poder deitar-se sobre a relva e poder conversar sobre tudo o que quisesse com Carla, mas o tema de conversa já começava a ser um pouco monótono e cansativo tanto para Raquel como para Carla.
A vida dela estava um autêntico inferno, não conseguia comer como deve ser, as noites eram um pesadelo e a dor que sentia pela traição eram insuportáveis.
Carla já não sabia o que dizer ou fazer perante a situação da amiga.
Os dias iam passando lentamente e Raquel não sabia o que deveria fazer para esquecer o que se tinha passado. Ela queria seguir com a vida dela para a frente mas era difícil.
Como é que uma pessoa que se entregou de corpo e alma a alguém consegue superar o que ela estava a passar?
Iria ela conseguir voltar a sorrir?
Perguntas, perguntas e mais perguntas sem respostas que seguiam-na dia e noite sem cessar.
Carla porém, não estava numa situação melhor. Amava, mas não era correspondida, aliás era gozada e usada sem se dar conta disso.
Mas o que é que se passa neste Mundo? Uma foi traída, a outra amava, mas não era respeitada e humilhava-se a ela própria a algo que não lhe fazia feliz.
Os dias iam-se passando, até que Jorge surgiu com uma conversa muito estranha a Carla, a perguntar se elas as duas iam de vez em quando até ao "Jardim dos Condenados", que ficava numa cidade não muito longe daquela. Carla disse-lhe que não era costume irem para lá, visto ser fora dali.
À noite já Carla se estava a preparar para se ir deitar quando o telemóvel tocou. Era a Raquel a perguntar muito preocupada se a amiga sabia de alguma coisa fora do normal, pois o seu ex estava com umas conversas estranhas e a falar sempre no "Jardim dos Condenados". Elas tinham lá ido fazia duas semanas, e o que mais acharam estranho foram certos tipos de conversa que ele disse, pois apenas elas é que têm esse tipo de conversas (são os desabafos delas e de mais ninguém).
Estava tudo tão estranho, era difícil não pensarem nisso, pois era o presente e elas não podiam mudar nada disso.
Uma semana que passou, e mais uma vez, Jorge surgiu com a mesma conversa.
- Mau - pensou Carla, que já não estava a gostar nada da conversa.
Diogo (o rapaz de quem Carla estava apaixonada), era o melhor amigo de Jorge. Ele era também muito elegante e mais um com cara de boneco, ou seja mais um com mania de ser bom.
Carla não sabia o que fazer ou pensar. Diogo por sua vez tentava usa-la para seu belo prazer, mas ela sabia que ele andava com alguma na manga.
As duas decidiram ir ao local que tanto um como o outro falavam e decidiram investigar o local. Só podia ter algum tesouro lá escondido e se era isso elas queriam descobri-lo.
Decidiram lá ir e Carla ingénuamente disse a Diogo que iriam até à cidade.
Chegaram à cidade, por volta da hora do almoço, almoçaram, passearam e quando chegou a hora, decidiram ir para o Jardim.

O "Jardim dos Condenados" pertence a um palácio do século XVIII, que foi construído por um médico da altura, que tinha como desejo oferecer o palácio à sua futura esposa Ana de Barcelos, mas esta deixou-o quando a construção já estava a meio, por um homem mais velho e mais rico que o médico. Marco ficou de rastos ao ver que o seu Mundo tinha desabado, e viu que o palácio já não teria a mesma cor nem o mesmo brilho sem Ana. Decidiu continuar com a sua construção, mas fez algumas mudanças nas decorações das estátuas, tinha muitos anjos e muitos demónios a adornar as torres e no portão tinha duas estátuas uma de cada lado em que a cara de um lado era anjo e do outro demónio.
O médico decidiu que seria ali que iria fazer as suas experiências e estudos científicos.
Quando o palácio foi inaugurado, o médico fez um baile em honra de Ana e fez dele moradia para Reis de todos os cantos do mundo.
Alguns anos depois, o médico ficou louco devido à depressão, e com ele o palácio deixou de ter brilho e magia, passando assim para um local onde as pessoas recusavam a ir, ou passar ao pé. O povo deixou de ver o médico e começaram a dizer que o palácio estava assombrado.
Com o passar dos anos, o palácio ficou ao abandono e quando um jovem fascinado por todo aquele monumento e por todas as histórias que se falam, decidiu partir à aventura e ver com os seus próprios olhos, as maravilhas que lá existiam.
O rapaz explorou todo o local e descobriu algo que muitos ignoravam.
Ele escreveu num diário toda a história do palácio, mas ninguém queria acreditar no que ele dizia, a melhor maneira para o calar foi com o argumento de que ele estava louco tal como o proprietário do palácio, que com tantas experiências lançara uma praga sobre todo o palácio. Isto eram tudo histórias inventadas pelas pessoas mais velhas, que temiam por tudo e por nada. Mas o jovem não se deixou intimidar e fez do diário um dos seus maiores tesouros e foi deixando o diário passar de geração em geração até que um parente quis levar o segredo consigo para sempre.

Raquel e Carla chegaram até aos portões e mais uma vez ficaram paradas a olhar para as estátuas como se fosse a primeira vez que ali iam.
Seguiram o carreiro das árvores que ao longo do caminho formavam mais carreiros e apenas quem os conhece sabe para onde se dirigir.
Ficaram a observar com admiração para todas aquelas árvores e para todo aquele habitat natural que fazia daquele local um dos mais belos que se poderia ver. O barulho da cascata que caia por trás do palácio e que passava mesmo no jardim, faziam as delicias de qualquer um e contribuía assim para ser um local de culto para elas as duas.
Decidiram ir para o local onde dava para ver a cascata em todo o seu esplendor, encostaram-se a uma estátua que ali estava, sentaram-se ao lado e esta moveu-se o suficiente para deixar a descoberto uma caixa de ouro a dizer "DIVANO" que significa "Conselho".
As duas ficaram de boca aberta a olhar para o objecto, tiraram-no para fora do buraco, voltaram a colocar a estátua no sitio, e ficaram a admirar a caixa.
No momento em que Raquel passou a mão pelo nome, a caixa abriu-se e tinha lá dentro uma carta já amarela devido ao tempo em que foi escrita.
Nada daquilo fazia sentido, até porque não existia fechadura e quando Carla passou a mão antes de Raquel, a caixa não se abrira.
Raquel retirou a carta e as duas começaram a ler o que lá estava escrito.

"Meu querido anjo, apenas tu e só tu me poderás salvar.
Porque é que me deixas-te?
Terei eu cometido algum crime e não sei de nada?
Será que não sei amar-te tal como desejavas e decidiste pôr um ponto final em tudo?
Este palácio não é nada sem ti, este sitio por muito belo e maravilhoso que seja, não vale nada, é apenas mais um local como muitos outros, é apenas mais um local onde existe apenas paredes nuas.
Querida Ana esta casa sem ti está morta, tal como eu.
O Mundo acabou para mim no dia em que partiste e não me quiseste levar contigo.
Porquê que partiste? Porquê?
Já não aguento mais, esta dor é insuportável, quero morrer, aliás já morri.
Tu mataste-me sem que te desses conta. Não consigo mais viver assim, não dá para viver mais.
Amo-te para sempre.
Do Teu e Para Sempre Teu
Marco"


- Isto é bastante sinistro! - disse Carla à amiga.
Decidiram sair dali e foram fazer investigações para saber o que é que se passava ali.
Falaram com pessoas mais velhas, para que estas lhes pudessem contar histórias e lendas sobre o palácio e sobre o médico, fizeram pesquisas pela Internet, mas o que encontravam era noticias a dizer que o médico tinha enlouquecido.
No dia seguinte voltaram à cidade e foram até ao local onde encontraram a caixa.
Investigaram aquela área ao máximo e descobriram uma passagem secreta.
como não tinham muitos materiais, decidiram voltar no dia seguinte, para assim poderem trabalhar como deve ser. Quando saíram do palácio, Carla ficou com a impressão de que conhecia uma pessoa que acabara de passar por elas de carro, mas não conseguiu ter a certeza se o que tinha visto era ou não verdade.
Voltaram ao palácio com o material que necessitavam e levaram comida, pois podiam passar lá a noite que ninguém as iria encontrar ali. Isso pensavam elas, mas havia um problema. Estavam a ser seguidas naquele momento. Havia alguém por entre a florestação que as andava a seguir e a fotografar sem que elas dessem por isso.
Entraram na passagem secreta, pegaram nas tochas, acenderam-nas e começaram a andar.
A passagem era húmida e fria, toda ela era de pedra e tinha umas fendas, por onde corriam linhas de água vinda da cascata.
Andaram durante 30 minutos sempre em linha recta, até que encontraram uma porta de ouro com a mesma descrição da caixa "DIVANO".
A porta tinha um buraco com o formato da caixa de ouro que elas encontraram à dois dias atrás. Colocaram a caixa na porta e esta abriu, dando passagem para uma outra sala.
A nova sala era parecida com a outra, tirando o facto de esta ter um tapete vermelho a percorrer todo o caminho e em vez de água a correr como na outra era sangue.
As jovens não se deixaram intimidar, devido a elas terem visto que antes estava ali água e de repente apareceu sangue. Só havia ali uma coisa que não encaixava na cabeça delas, de onde é que aquele sangue todo vinha?
Perguntas, perguntas e mais mistérios naquele local.
Desta vez a sala tinha curvas e mais curvas, não paravam de descer e de subir constantemente, até que encontraram mais uma porta que dizia "Alea Jacta Est" que significa "Os Dados Estão Lançados". Desta vez, não existiam formas na parede, e nem maçaneta. Estavam encurraladas e cansadas de mais para voltar para trás.
Carla que adorava transcrições fonéticas, mistérios, latim e sobretudo filosofar, sentou-se em frente à porta, observou-a com toda a atenção de maneira a que nenhum pormenor lhe faltasse, para assim poder saber como a abrir.
Raquel não sabia o que fazer a não ser esperar.
Passaram 30 minutos, até que Carla de sorriso rasgado olhou para Raquel, e disse-lhe para que ela passasse a sua mão direita pela frase. Raquel assim o fez e a porta abriu-se para alegria de ambas.
A porta deu a mais um tonel mas desta vez mais pequeno. Andaram cinco minutos até a uma escadaria que deu a uma porta de madeira. Esta porta foi mais fácil de abrir, pois tinha a chave ao lado e mais uma caixa...
Carla pegou na caixa, enquanto que Raquel abria a porta. Entraram para uma sala e repararam que a passagem secreta acabara ali.
Fecharam a porta atrás de si e foram abrir a caixa. Esta era igual à outra e quando Raquel a abriu, olhou lá para dentro e de seguida para Carla com lágrimas no rosto. Carla olhou para a amiga e não percebeu o que se passou para esta ter entrado em estado de choque. Raquel retirou lá de dentro uma fotografia, uma carta e um diário.
Mostrou a fotografia à amiga e aí Carla percebeu tudo.
Olhou para o local de onde tinha saído e já não havia ali a porta, no local dela estava um quadro pintado a óleo de uma mulher. Era Raquel.
Raquel não se conseguia mexer com o choque que apanhou, e Carla decidida a descobrir o que se passava, decidiu acender todas as tochas que ali se encontravam.
O local estava cheio de estátuas mas desta vez eram anjos e um santo?!
Carla não queria acreditar no que os seus olhos viam e chamou Raquel à realidade.
Estavam numa igreja subterrânea. As paredes estavam forradas com quadros de Raquel e de Jorge?!
Ok... Se já tinha sido sinistro aquilo que elas passaram, então agora nada fazia sentido.
Ao centro estavam sepultados o médico e a Ana. As estátuas estavam de mão dada, por cima havia um espelho e aí elas viram que Marco e Ana eram parecidos a Jorge e Raquel.
Raquel ainda tinha a carta, juntamente com o diário e a fotografia de Ana na mão e decidiu ler a carta.
"Querido Marco,
Esta noite seremos como um só.
Nada nem ninguém nos poderá separar.
Meu Amor estarei à tua espera no local onde os Anjos nunca dormem e aí poderei dizer que és tu e apenas tu que eu mais amo nesta vida.
Com Amor,
Ana"

Carla leu e releu a carta enquanto que Raquel lia o diário de Ana.
Havia ali uma parte que não batia certo no meio da história.
A carta que Marco escreveu não encaixava nesta e as histórias que se contavam também não.
Raquel leu algumas passagens do diário e houve uma que lhe chamou à atenção. Eles iam-se casar na noite seguinte, daí a carta que ela lhe escreveu.
Marco escreveu uma nota no diário a perguntar "PORQUÊ?" e quando ela foi virar o diário, uma outra carta caiu. Era uma carta direccionada a Marco por um Emanuel (primo irmão de Marco).
"Querido primo,
Como é que tendes passado?
Estou desejando poder conhecer sua noiva Ana, que tão bem tenho ouvido falar.
Vossas excelências Duques de Bragança, pediram-me formalmente para ir ao baile representar a casa de Bragança, visto estarem doentes.
Como deveis saber é meu dever rogar pelo bem estar da família.
Desejo ver vossas excelências em breve.
Seu primo Emanuel."


- Doentes? Hum... Interessante! - Exclamou Carla.
Saíram do túmulo, subiram uma escadaria e foram dar até ao salão principal do palácio.
As estátuas do salão eram magnificas e mais uma vez haviam quadros de eles os dois.
Carla reparou num pormenor muito importante nos quadros, mas não disse nada a Raquel.
Decidiu irem seguir os quadros, pois eles estavam a contar uma história e assim o poderia saber o final de tanto mistério.

Cá fora quem andava a seguir as duas jovens perdeu-se ao longo do jardim, passando da cascata para lá, para os bosques do palácio.
A pessoa não sabia o que fazer, pois não era dali e telefonou para quem lhe informou sobre elas, de maneira a poder sair dali e voltar para o carro, na esperança de as poder seguir, quando elas saíssem do palácio.

No palácio as pesquisas continuavam sem parar até que chegaram a um corredor sem saída. No fim do corredor havia um pedestal com um livro aberto.
Viram o livro, desfolharam-no e viram uma fotografia de Emanuel e uma carta dele que nunca fora aberta.
Elas não pensaram duas vezes e abriram a carta.
"Como todos vós sois tolos.
Vós não tendes nada, eu sou o único que tem.
Agora estou mais completo.
A minha vingança chegou ao fim e fiquei com tudo a que era seu.
Não consegui o amor de Ana, mas vós também não, pois fui eu que a matei.
Agora sois vós que se matou e eu não precisei de fazer nada para isso.
Até nunca,
Emanuel."


Agora já tudo estava certo. Agora já conseguiam perceber o porquê de todas aquelas cartas, mas não conseguiam perceber o porquê de tanto ela como Jorge serem tão idênticos a Ana e a Marco.
Já estava de noite e elas decidiram abandonar o palácio. Foram para a casa de Raquel, para poder ver bem as fotografias e também para pesquisarem a família de Raquel através de cartas e fotografias.
Descobriram que tanto ela como Jorge eram descendentes de Ana e Marco daí a serem supostamente semelhantes.
Um carro ficou lá em baixo do outro lado do prédio. A pessoa não desistiu de as seguir e ficou lá a noite toda.
Na manhã seguinte as duas amigas foram para a escola, e quando estavam a sair do prédio, Carla reparou no carro. Ela não queria acreditar no que estava a ver. Chamou Raquel silenciosamente, e foram ao pé do carro. Raquel não conseguia acreditar no que se estava a passar. Mas que grande descaramento.
No carro estavam Jorge e Diogo com uma máquina fotográfica e uma de filmar, juntamente com mapas, e fotografias delas nas compras, no parque, na escola...
Raquel foi a casa buscar uma buzina de ar comprimido, voltou ao carro e apitou.
Eles acordaram com um salto enorme, e um bateu com a cabeça com toda a força no volante e até apitou.
Raquel pregou-lhe um murro na cara, e disse-lhe que eles não tinham nada de andar a espiar, que ele era um nojento e que estava farta dele. Já não havia volta a dar, ela não queria ouvir explicações para algo que não fazia o mínimo sentido.
Nunca mais lhe meteu a vista em cima. Sempre que ela via que era ele que aí vinha, metia-se a falar ao telemóvel, ouvia música, ou simplesmente era como se ele fosse invisível.
Passaram-se dois meses após o acontecimento.
Jorge já não era tão cobiçado como o fora outrora. Agora depois de saberem o que ele e o amigo fizeram, ninguém quis se dar com eles.
Carla esqueceu Diogo e adorou uma noticia que lhe chegou aos ouvidos, podia não ser de fonte segura, mas só podia ser verdade.
Jorge e Diogo adoraram seguir e pesquisar o que ambas faziam, com quem falavam, entre outros, mas veio-se a descobrir que se enganaram nas pessoas que deveriam pesquisar.
Rocksana namorada de Jorge (desde que Raquel acabara com ele) andou o tempo todo a usá-lo para conseguir apenas bem material, pois o resto ela dizia que isso não era para ele mas sim para o outro.
De que serviu ele armar-se em paparazzi?
Serviu para ele ver que afinal deveria pesquisar quem não conhece e deixar as pessoas que convivem com ele em paz.
A conclusão que este paparazzi chegou foi que ele tinha de ser paparazzi de si próprio, pois chegou à conclusão que não sabia nada de si.
A isto eu chamo "Estagiário de Paparazzi".

sexta-feira, 5 de março de 2010

A Queda de um Anjo


Nem sempre tudo o que parece é, e que o diga Sophie que desde cedo quis conhecer o seu passado.
Decorria o ano 1876, o ano que todos da família de Sophie esperavam tão arduamente como quem espera que aconteça um milagre. O milagre era o regresso do pai de Sophie que voltava de Áustria após 4 anos fora do seu país a dar aulas de música na melhor escola de Áustria.
A menina sonhou muito com o regresso do pai e eis que o seu sonho se realizou.
O dia estava ameno, o vento que batia nos cabelos de Sophie demonstravam todos os seus tons, ela era loira, de olhos azuis como o céu nos dias de verão, de pele clara (quase pálida) e as maçãs das suas bochechas estavam sempre coradas.
O pai de Sophie chegou a Londres de barco às 11:00 da manhã do dia 14 de Julho e assim que os seus olhos se cruzaram um com o outro, foi como se não estivesse mais ninguém no porto, apenas eles os dois a sorrirem um para o outro e a chorarem devido ao seu reencontro tão esperado por ambos.
Marc (pai de Sophie) partiu para Áustria quando esta tinha apenas 6 meses. A menina sabia de histórias acerca do pai, através de histórias que a mãe e o irmão mais velho lhe contavam. Eles só se conheciam através de fotografias.
Marc era professor de violino e de piano, foi músico num grupo famoso que terminou quando os elementos decidiram partir para a aventura e dar a conhecer a arte da música a outros cantos do Mundo.
Com o toque das suas mãos, a menina viu que não teria de se preocupar mais, pois o seu pai era como um porto seguro para as suas tristezas e alegrias, um ombro amigo onde ela pudesse chorar e não ser incriminada por isso.
A família de Sophie estava junta novamente.
A alegria era notória no sorriso dela, os olhos tinham sempre um novo brilho quando estava na presença do pai. Marc dizia que a filha era a menina dos olhos dele, aliás os olhos dela eram idênticos aos de Marc.
A família era afortunada e era uma das mais queridas pela corte, mas nem todos gostavam deles.
Ciumes e intrigas foram uma das bases para conspirações, e o dinheiro dos Spark era muito bem vindo.
A família real tinha uma grande admiração pela família Spark e sobretudo pela sua arte.
O tempo parecia que avisava a menina de que algo se passava de errado. Ela vivia atrás de sinais disto e daquilo e subitamente lembrou-se de algo que uma vizinha lhe tinha dito um ano depois do regresso do pai:
- Sophie eu sei que ainda és muito pequena, mas há algo de que necessitas de saber. Tu tens um poder em ti e tu irás conseguir resolver vários mistérios que estão para acontecer.
Sophie não quis acreditar nisto, mas num dos jantares com a família real, ela começou a aperceber-se de que algo não estava bem. Existiam olhares de "cortar à faca" que eram lançados para o seu pai, mas quando este olhava para essa pessoa, era como se não se passasse nada.
Sophie começou a ficar cada vez mais alerta.
A cada dia que passava o céu ia ficando cada vez mais negro, era como se toda a alegria do Mundo tivesse sido sugada.
As ruas tornaram-se escuras e frias, como se todos desconfiassem de cada um.
O ambiente em casa tornou-se pesado. Chegavam cartas anónimas e bilhetes a marcar encontros que afinal nunca chegavam a existir e os pais de Sophie não sabiam o que fazer para descobrir qual a sua origem, visto serem assinadas sempre pela mesma pessoa e não haver registos na cidade com aquele nome. Porém Sophie não era burra e parva, ela era a mais esperta e inteligente daquela casa. Ela ouvia todas as noites "na sombra" as lamentações da mãe e as preocupações do pai.
Rodrigo (irmão de Sophie) adoentou sem razão aparente e nenhum médico conseguiu descobrir de onde apareceu o veneno de cobra, visto ele não ter nenhuma mordedela. Rodrigo não conseguiu suportar e faleceu.
Sophie, os pais e os criados da casa não conseguiam parar de chorar um dia que fosse.
Passaram-se dois anos.
As cartas da tal pessoa anónima começaram a ser poucas, só chegavam de vez em quando.
Marc enlouqueceu. A dor da perda do filho foi enorme e também a sua esposa adoentou sem razão aparente. Os médicos diziam que era uma depressão devido à perda do filho, mas Sophie sabia que não era só isso.
Por vezes os mensageiros do Rei iam ver como estava Danielle (mãe de Sophie), esta reparou que havia ali alguém que não devia estar em sua casa, não por ela não gostar da pessoa, mas sim por ela ter a certeza de ter sido quem envenenou o irmão e que a pessoa misteriosa era nada mais nada menos que o tal homem que olhou com um olhar cruel em direcção ao pai naquele jantar com a corte.
Sophie não sabia o que fazer para alertar o pai, sobre o que se estava a passar.
A mãe faleceu e com a sua morte Marc deixou de conseguir comer.
Ele olhava para Sophie e pedia-lhe sempre desculpas por não ser a pessoa forte com que ela sempre sonhara. Ela dizia que não fazia mal pois ela sabia que também os homens têm fraquezas e que também têm sentimentos, apesar de muitos devido a serem tão orgulhosos não se darem ao trabalho de aceitar quando estão errados.
Marc não aguentou e faleceu.
Sophie ficou sozinha no Mundo, com apenas um casarão cheio de objectos que para ela já não tinham qualquer valor.
As cartas que antes apareciam pararam.
Passaram-se 10 anos após a morte de Marc.
Sophie com 20 anos tornou-se numa mulher de armas. Durante os últimos 10 anos ela formou-se em artes marciais não por querer, mas sim por uma necessidade de força maior.
O assassino do irmão e da mãe ainda estava a monte e ela prometeu a ela própria de que iria conseguir vingar a morte de ambos.
Voltou à casa onde nasceu e ali estava ela como a tinha deixado.
A primeira coisa que ela fez foi ver a caixa de correio, mas nada.
O Hall de entrada estava cheio de pó, o que contribuiu para que ela soubesse que fora ali alguém. Haviam marcas de sapatos por todo o Hall, marcas essas que não estavam lá quando ela fora para fora do país.
Ela abriu a porta, entrou e sentiu que estava ali alguém. Continuou a andar, sempre com muita precaução até que viu os olhos que lhe seguiram durante toda a vida dela, desde aquele jantar de alguns anos atrás.
Ei-lo o monstro que lhe roubou todas as suas alegrias.
Joseph tinha uma cobra e uma declaração com ele. Sophie conseguiu perceber tudo nesse preciso momento.
A sua família fora a que tinha mais poder monetário e alguma parte desse dinheiro era para Marc construir uma academia de artes, mas nunca conseguiu terminar a construção.
Joseph encurralou Sophie com a serpente e obrigou-a a assinar a declaração onde dizia que devido a problemas psíquicos, Sophie deveria dar a Joseph o poder de controlar as suas finanças. Sophie era tudo menos cega e como tal conseguiu persuadir Joseph a entregar-lhe a declaração para que ela a assinasse na secretária.
Joseph aceitou e sempre com a serpente a assoprar para Sophie, ele não se apercebeu do que ela estava prestes a fazer.
Sophie lembrou-se do que Marc lhe dissera antes de enlouquecer:
- Filha se algo acontecer, quero que saibas que dentro da gaveta da secretária existe um fundo falso. É só levantares e encontrarás algo que te poderá salvar a vida.
Ela sentou-se foi à gaveta tirou de lá tinta, foi à procura da pena que o pai usava e conseguiu abrir o fundo falso da gaveta.
Lá dentro estava um punhal com uma frase escrita que dizia "A Queda de um Anjo".
Sophie pegou no punhal, degolou a serpente e conseguiu apanhar Joseph. O monstro agora já não a olhava como antes, agora olhava-lhe com terror. Sophie disse-lhe "Eu sou aquilo que crias-te, eu sou o teu maior pesadelo", e nisto ela pegou na cabeça da cobra e conseguiu encravar os dentes desta no pescoço do homem que antes fora seu mestre.
Joseph morreu, e com ele fora todo o mal que aconteceu naquela casa.
O céu voltou a brilhar, não como antes, mas com um brilho superior.
Toda a escuridão se fora embora, os assassinatos deixaram de ser comuns e Sophie apenas dizia que a razão para toda aquela paz era o facto de um anjo ter caído do céu e ter vindo à terra para ajudar a acabar com toda aquela angustia.

quinta-feira, 4 de março de 2010

One Voice - My Dream

Desde cedo que te descobri em mim.
Desde cedo que sempre soube que tu e apenas tu me irias fazer feliz.
Desde cedo que sempre soube que eu e tu iríamos sempre estar em perfeita harmonia.
Desde cedo que sempre soube que não iria ser fácil, mas tu sempre me disseste que eu era capaz e que tenho uma enorme força interior.
Chorámos as duas nos momentos de tristeza e nos momentos de alegria.
Tentaram deitar-nos a baixo a dizer que ambas não sabíamos o que queríamos para a nossa vida, mas estavam completamente enganados. Eu e tu sempre soubemos o que queríamos e ainda continuamos a querer. O nosso sonho continua a ser o mesmo de sempre e a nossa luta também continua, mas descansa porque ao longo do tempo tivemos grandes progressos.
Não quero saber se me dizem que sou parva, ou que não sei o que quero da minha vida.
Eu quero-te a ti e apenas a ti.
Lutei muito para te ter, e não vão ser pessoas que não te conhecem como eu que me irão fazer desistir de ti.
Já estamos juntas desde à 18 anos. Meu Deus como o tempo passa.
Ainda me lembro dos primeiros passos que demos, as letras que escrevemos e as melodias que compusemos.
A brincar fomos longe, mas agora já não brincamos, pois o nível a que chegámos é de tal forma enorme que não dá para brincar.
Vamos continuar a lutar como sempre lutámos, vamos continuar a cantar como sempre cantámos.
Contigo sou feliz e contigo quero ficar.
Tu és o meu maior tesouro e estou muito orgulhosa muito por te ter comigo.
Tu és o meu dom.
Tu és a minha voz.